O Macaco Elétrico

@PauloSilvestre

Jornalista (preferencialmente digital), educador (preferencialmente digital), trabalhando para tornar o mundo um lugar melhor

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A nova onda de Covid-19 nos EUA e na Europa pode colocar o Carnaval no Brasil em risco? O avanço da vacinação no país e a queda consistente dos números de óbitos e novos casos da doença criam um cenário para que governantes liberem a festa no ano que vem. São Paulo e Rio de Janeiro, as duas maiores cidades do país, com blocos que reúnem milhões de pessoas nas ruas, estão entre as que se preparam para isso. Apesar da melhora no quadro, especialistas de saúde veem com ressalvas essa liberação, especialmente porque outros cuidados também vêm caindo, como o uso de máscaras em locais abertos. São Paulo, por exemplo, já marcou data para isso: 11 de dezembro. Os profissionais de saúde temem que isso passe à população uma ideia de “já ganhou do vírus”, provocando por aqui o que se vê agora nos EUA e na Europa. Em sentido contrário, dezenas de cidades brasileiras decidiram, desde já, cancelar seu Carnaval do ano quem vem. Algumas das festas mais populares do país, como Salvador, Recife e Olinda ainda estão em dúvida. Afinal, já é possível fazer tudo isso, ou corremos risco de passar pelo mesmo que EUA e Europa estão enfrentando agora? Essa é a 96ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Aumento da Covid-19 nos EUA e Europa coloca Carnaval 2022 em dúvida no Brasil - Redução recorde na vacinação infantil provoca o ressurgimento de doenças fatais no país - Portugal define regras para equilibrar vida profissional e pessoal em trabalho híbrido - “Cultura da pressa” colabora para o aumento de problemas como depressão e cansaço - “Notícia bizarra”: bola Wilson do filme “Náufrago” é leiloada por R$ 1,6 milhão Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Nov 26

1 hr 23 min

Nesse domingo, acontece a primeira prova do Enem, a principal porta de entrada para universidades do país. Mas, dessa vez, educadores e candidatos estão preocupados não só com o conteúdo da prova, mas também com a segurança de sua realização. Os problemas começaram com 37 funcionários de postos-chave do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que se demitiram na semana passada. O órgão é responsável pela elaboração e aplicação da prova. Eles alegaram interferências ideológicas na produção do exame desse ano e assédio por parte do presidente do instituto, Danilo Dupas. Jogando gasolina na fogueira, na segunda, Jair Bolsonaro deu uma declaração que corrobora as acusações dos ex-funcionários, ao afirmar que o Enem agora “começa a ter a cara do governo”. A fala provocou fortes reações entre educadores, que temem que a prova piore sua capacidade de avaliação. Há ainda aqueles que temem pela própria segurança do exame, devido à saída de servidores que gerenciavam processos ligados à sua aplicação. Você acha que o Enem está sob algum risco? Por que um exame de avaliação escolar desperta um debate tão acalorado? Essa é a 95ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Enem começa nesse domingo em meio a suspeitas de cesura e temor de insegurança - “Touro de ouro” instalado em frente à Bolsa de Valores vira alvo de polêmicas - Golpe da falsa vaga de trabalho enganou 75% dos desempregados nesse ano - Energia solar residencial cresce 53% no ano, impulsionada pelo aumento na conta de luz - “Notícia bizarra”: portugueses estão tensos com seus filhos falando em “brasileiro” Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Nov 19

1 hr 9 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Os robôs estão invadindo nossas casas! Não as máquinas que se parecem a nós, como as do filme “Blade Runner”, ou as caricatas, como Rosie, a androide-empregada de “Os Jetsons”. Falo de equipamentos mais simples, como aspiradores de pó inteligentes e assistentes virtuais que ganham corpo e nos seguem pelos cômodos. A princípio, esses robôs fazem exatamente aquilo pelo que pagamos. Mas vivemos no mundo do “capitalismo de vigilância”, em que somos constantemente observados por sistemas que descobrem do que gostamos, para nos oferecer produtos que possamos comprar. Alguns lançamentos recentes, como o Amazon Astro e o Roomba j7+, aqueceram esse debate. Cada vez mais coisas –como nossos celulares, relógios, carros, eletrodomésticos e até roupas– coletam nossos dados para esses algoritmos que tentam nos conhecer. Portanto, apesar de sermos donos desses robôs, temos que questionar se eles trabalham para nós ou para seus fabricantes. Você está pronto para ter até seu aspirador de pó compartilhando a sua intimidade com desconhecidos? Ainda que seja para lhe oferecer um serviço melhor, isso pode ser demais para muita gente! Conte para nós o que acha aqui nos comentários.

Nov 15

9 min 25 sec

O Brasil está se transformando no país dos “bicos”! O total de trabalhadores sem carteira assinada e com ganho mensal de até um salário-mínimo vem aumentando consistentemente e chegou a 2 milhões de pessoas desde 2019. Isso já representa 55,6% dos trabalhadores que atuam por conta própria. Segundo estudo da consultoria IDados a partir da Pnad Contínua do IBGE, trabalhar por conta própria é a única forma de ocupação que cresce significativamente no Brasil hoje. Esse grupo soma mais de 25 milhões de pessoas, ou 28,3% dos ocupados. Também o número de brasileiros com curso superior trabalhando por conta própria ganhou 643,6 mil pessoas no período. Isso é resultado do desemprego elevado e do fraco desempenho da economia. Por que, apesar de estarem exercendo alguma atividade, a situação desses trabalhadores é ruim? E o que precisamos fazer para melhorar esse quadro e evitar que mais pessoas, inclusive com boa formação, cheguem a isso? Essa é a 94ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Brasileiros que vivem de “bicos” com ganho de até um mínimo aumentam em 2 milhões desde 2019 - Inflação alta limita promoções e deve deixar a Black Friday menos atraente nesse ano - Resistência a voltar ao escritório soma temor do vírus com velhos hábitos ruins - Geração da “audição ansiosa” faz músicas ficarem menores e mais “objetivas” - “Notícia bizarra”: quadro de Banksy parcialmente triturado é vendido por US$ 25,4 milhões Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Nov 12

1 hr 13 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 O Facebook classificou o Brasil como “país de risco”, em que a população é fortemente impactada por conteúdos tóxicos, devendo ser monitorado com “ações de integridade mais agressivas”. A informação faz parte de uma pesquisa encontrada nos “Facebook Papers”, os milhares de documentos da empresa vazados pela sua ex-gerente Frances Haugen. O levantamento indica que o discurso de ódio, a desinformação, a violência explícita e o desencorajamento cívico na plataforma são bem altos no nosso país. O mesmo levantamento demonstra que os brasileiros são os que mais se sentem mal ao se deparar com esses conteúdos tóxicos. Isso não deixa de ser irônico, pois o sucesso desses conteúdos está intimamente ligado às ações desses mesmos usuários, que os consomem e promovem. Isso acontece porque o cérebro tem mecanismos complexos. Por isso, não podemos apenas assumir uma postura passiva ou de vítima diante do problema. Sua solução depende necessariamente de cada um de nós. Para entender por que isso acontece e possíveis caminhos para controlar esses danos, ouça esse meu episódio. E depois compartilhe as suas percepções sobre isso tudo nos comentários.

Nov 8

9 min 15 sec

Você sabe o que faz um “pentester”? Se não souber, pode estar perdendo uma oportunidade de trabalho com salário médio de R$ 11 mil! Esse é o mundo das “profissões do futuro”, que, de futuro, não tem nada: elas já existem e estão contratando profissionais avidamente, inclusive no Brasil. Em um cenário de desemprego nas alturas, essas áreas não conseguem preencher suas vagas, mesmo com salários iniciais bastante atrativos. Não são profissões convencionais, obviamente. Elas fazem parte do movimento de transformação digital de empresas e algumas explodiram durante a pandemia. Entre essas profissões, estão piloto de drone, líder de live streaming, especialista em machine learning e arquiteto de soluções. Em comum, todas bebem de novas tecnologias e de mudanças na cultura da sociedade. Não há faculdade para nenhuma delas, mas não é preciso ser um maior nerd da turma para trabalhar nisso. Esses profissionais vieram de outras carreiras e se especializaram de olho no que o mercado pede. Qualquer pessoa pode trabalhar nessas “profissões do futuro”? Onde é possível aprender esses ofícios? Quem está contratando esses profissionais e quanto paga? Essa é a 93ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Em meio ao desemprego recorde, sobram vagas em novas profissões, com ótimos salários - Governo proíbe empresas de demitir funcionários não vacinados contra Covid-19 - Aumentam as lives para vendas ao vivo e até pequenas lojas já usam o recurso com sucesso - Mesmo com o Pix, 53% dos consumidores ainda preferem compras com dinheiro vivo - “Notícia bizarra”: no lugar de efeitos especiais, novo filme foi filmado no espaço de verdade Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Nov 5

1 hr 29 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Esqueça as videochamadas que se popularizaram na pandemia! O metaverso, nova fixação de Mark Zuckerberg, criador e CEO do Facebook, fará daquelas conversas algo pré-histórico! Mas será que tudo será assim tão incrível? Trata-se de um ambiente digital em que as pessoas entrarão usando equipamentos de realidades virtual e aumentada, para trabalhar, estudar, se divertir e muito mais. Elas sentirão como se estivessem lado a lado, mesmo que, na verdade, estejam em países diferentes. Poderão ter o aspecto que desejarem e o próprio ambiente será construído de acordo com suas necessidades, permitindo interações como se tudo ali realmente existisse. Isso pode representar um grande salto tecnológico, com benefícios incríveis. Mas quais são os riscos que pode embutir? Precisamos saber se as pessoas estão prontas para viver nessa realidade alternativa. Afinal, se tanto já debatemos sobre os efeitos da exposição exagerada às redes sociais, o metaverso pode potencializar esses problemas. Nesse episódio, eu detalho o funcionamento dessa novidade e explico seus benefícios e riscos. Afinal, essa incrível imersão online pode ser revolucionária, mas não pode se tornar mais importante que a realidade.

Nov 1

9 min 35 sec

O cerco se fecha sobre Mark Zuckerberg e o Facebook! A empresa vive a sua maior crise de reputação. Apesar disso, especialistas discutem se a empresa fará mudanças verdadeiras para corrigir as denúncias contra ela, ou manterá apenas cortinas de fumaça. As denúncias de Frances Haugen, ex-gerente da equipe de integridade cívica da empresa, ganharam nova dimensão na última sexta. Um consórcio chamado “The Facebook Papers”, formado por 17 veículos jornalísticos dos Estados Unidos, incluindo New York Times, CNN e Washington Post, começou a publicar detalhes dos milhares de documentos internos vazados por Haugen. Os veículos tiveram acesso a documentos recebidos pelo Congresso americano. Novos delatores, porém, estão surgindo! Entre muitos outros problemas, os arquivos mostram que o Facebook foi alertado por funcionários sobre a disseminação de desinformação e discurso de ódio, e fez muito menos que poderia. Além disso, pesquisas internas da empresa revelam que os algoritmos impulsionam conteúdos de movimentos conspiratórios, e que prejudicam a saúde mental de seus usuários, especialmente os mais jovens, e também não evitou isso. Você acha que o Facebook coloca o lucro à frente da segurança de seus usuários? Mark Zuckerberg deveria perder o cargo do CEO da empresa? Já é hora de abandonar suas redes? Essa é a 92ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Facebook enfrenta sua maior crise, mas não se sabe se isso levará a mudanças para usuários - Minas demite Maurício Souza após comentários homofóbicos e pressão de patrocinadores - Estudo indica que 50 milhões de brasileiros querem empreender nos próximos três anos - Assembleia Legislativa aprova projeto que acaba com meia-entrada em São Paulo - “Notícia bizarra”: carro estacionado por 47 anos no mesmo local na rua é removido na Itália Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Oct 29

1 hr 30 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 O papel da Inteligência Artificial cresce de maneira galopante em todos os segmentos do mercado. A área de Recursos Humanos também se beneficia dela, naturalmente. Já há algum tempo, esses sistemas são usados para fazer a peneira em um oceano de currículos que concorrem a vagas de trabalho. Agora algumas empresas também estão usando esse recurso para decidir quem será demitido. Se algumas pessoas já questionavam a capacidade de a inteligência artificial escolher os melhores candidatos para uma vaga, essa dúvida tende a ficar ainda mais cruel quando se imagina um frio computador decidindo quem será mandado embora. A máquina será justa na sua análise? A preocupação é pertinente. Afinal, poucas coisas impactam a vida de alguém como uma contratação ou uma demissão, especialmente em um cenário de desemprego nas alturas, como o que vivemos. Mas precisamos colocar em perspectiva o uso dessa ferramenta: será que ela pode ser “culpada” por suas escolhas, se é que dá para atribuir culpa a uma máquina? Você já sentiu que foi demitido de maneira injusta alguma vez? Ou talvez nem soube quais os critérios que foram usados nessa decisão? Acha que esses sistemas podem agravar esse problema? Compartilhe aqui conosco suas ideias.

Oct 25

9 min 40 sec

Crianças e adolescentes são “alvos fáceis” da mídia, que prejudicaria seu desenvolvimento? Esse debate não é novo, mas ganhou força nos últimos dias devido a brincadeiras violentas registradas em escolas de vários países, inclusive do Brasil. Elas são inspiradas na série sul-coreana “Round 6”, que está fazendo um enorme sucesso na Netflix. Na história, pessoas endividadas topam participar de uma macabra competição baseada em jogos infantis. O vencedor leva um prêmio equivalente a R$ 213 milhões; todos os demais morrem ao longo dos jogos. Nas escolas, não tem prêmio para os vencedores, mas os perdedores levam uma surra. Sempre há alguém para levar a culpa por problemas na educação ou comportamento de jovens. Nos anos 1980, a TV era chamada de “babá eletrônica”, que “deformaria” a personalidade das crianças. A qualidade de muitos programas era realmente sofrível, mas poucos questionavam o motivo de elas passarem horas a fio entregues à telinha. Será que dá para “colocar na conta” da mídia esses problemas? Ou há algo mais por trás de uma eventual má formação da personalidade dos pequenos? O que podemos fazer para melhor educar nossas crianças e adolescentes? Essa é a 91ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Sucesso de “Round 6” reacende debate sobre a influência da mídia na formação de crianças - Fim da marca Extra reflete o enfraquecimento do modelo de hipermercados no Brasil - Mulher sofre estupro dentro de trem nos EUA e outros passageiros apenas filmam a agressão - Ibirapuera vai cobrar de empresas e treinadores que usam parque para a prática esportiva - “Notícia bizarra”: noiva dirige até o próprio casamento após ter 20 corridas canceladas Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Oct 22

1 hr 18 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 A falta de compreensão pode transformar uma crítica social elaborada em violência infantil. Na semana passada, “Round 6” se tornou a série mais vista da história da Netflix. Ela retrata uma macabra competição entre 456 endividados, que se dispõem a participar de versões de seis jogos infantis. O vencedor leva um prêmio equivalente a R$ 213 milhões. Todos os demais morrem ao longo dos jogos. Mas algo sinistro se formou em torno da série. Crianças de vários países, inclusive do Brasil, estão simulando a competição nas escolas. No caso, os perdedores são surrados pelos vencedores. Esse comportamento não chega a ser surpreendente, e é um reflexo do mundo em que vivemos. E, ao contrário do que alguns estão se apressando a dizer, a culpa não é da Netflix nem dos produtores da série. Por que então essas crianças estão se comportando assim? Nesse episóio, eu explico os mecanismos por trás disso e o que devemos fazer para proteger nossas crianças e adolescentes. E você, já assistiu a “Round 6”?

Oct 18

9 min 6 sec

Nessa quarta, o governo do Estado de São Paulo determinou o retorno obrigatório das aulas presenciais a partir de segunda e o fim da obrigatoriedade do distanciamento entre alunos em 3 de novembro. Com isso, todos os estudantes da educação básica voltarão às escolas estaduais e particulares. Enquanto isso, as prefeituras de São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades anunciaram que o Carnaval do ano que vem acontecerá sem qualquer espécie de restrição, como máscara ou distanciamento. No caso do Rio, isso já valerá para o Réveillon. Especialistas aprovam a volta dos alunos, pois o ensino a distância não funcionou bem para a maioria, especialmente das escolas públicas: o prejuízo pedagógico foi imenso! Além disso, argumentam que não faz sentido manter as escolas fechadas quando quase tudo está operando normalmente. Por outro lado, acham prematura a volta dessas grandes festividades populares. Mesmo em fevereiro, haverá muita gente ainda não vacinada (por opção ou descuido), além do grande fluxo de turistas, inclusive de outros países. Além disso, pelas suas próprias naturezas, e impossível fazer qualquer espécie de controle sanitário. As escolas demoraram muito para reabrir e essas festividades sem restrição acontecerão antes da hora? Essa é a 90ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Enquanto escolas tateiam a reabertura completa, cidades anunciam Carnaval sem nenhuma estrição - STJ manda soltar moradora de rua presa por furto de miojo, refrigerantes e refresco em pó - Centrão trava guerra com evangélicos por liberação de jogos de azar no Brasil - Nobel da Paz a dois jornalistas reacende debate sobre importância da liberdade de expressão - “Notícia bizarra”: Elon Musk vende sua “última” mansão e mora em quitinete de US$ 50 mil Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Oct 15

1 hr 26 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Sinto lhe dizer, mas você provavelmente é um viciado em drogas. Não me refiro às “clássicas”, como crack, heroína, cocaína ou maconha, ou às “drogas legais”, como bebidas alcoólicas ou cigarros. Estou falando de redes sociais, e isso não é um abuso de linguagem. O que nos faz ficar grudados nas telas é a dopamina que nosso cérebro produz ao sermos bombardeados pelos algoritmos dessas plataformas com conteúdos que nos agradam. Trata-se, portanto, de uma dependência química real. Esse debate pegou fogo na semana passada, quando Frances Haugen, ex-gerente da equipe de integridade cívica do Facebook, veio a público para dizer que a empresa sabe disso e que não apenas faz pouco para combater esse efeito, como o reforça com seus algoritmos. Amparada por milhares de documentos que comprovariam suas acusações, ela diz que não quer acabar com o Facebook, e sim “consertá-lo”. Mas será que isso é possível sem uma mudança profunda em seu modelo de negócios? Você acha que as redes sociais estão ocupando espaço demais na sua vida, e não consegue dar um basta nisso? Nesse episódio, explico por que isso acontece e possíveis caminhos para melhorar essa situação. Confira e depois compartilhe com a gente a sua percepção sobre o poder de dominação das redes sociais na sociedade.

Oct 11

9 min 25 sec

Já está na hora de darmos um basta no abuso das redes sociais? O “apagão do Facebook”, que tirou a própria rede social, o WhatsApp e o Instagram do ar por sete horas na segunda, expôs uma ferida que muita gente se recusa a ver: a já enorme –mas ainda crescente– dependência que temos das plataformas digitais. O incidente não atrapalhou só a comunicação entre pessoas: ela impactou decisivamente os negócios de milhares de negócios no Brasil. Alguns deles praticamente não faturaram no dia. Tudo porque dependem desses aplicativos de Mark Zuckerberg para promover e vender seus produtos. O problema se agrava pelo fato de que a relação entre usuários e essas empresas é incrivelmente desequilibrada. Somos, ao mesmo tempo, a mão de obra, a matéria-prima e a mercadoria das redes sociais, que vendem nosso tempo e nossa atenção aos seus verdadeiros clientes, que são os anunciantes. Como podemos tornar esse relacionamento mais equilibrada e positivo para todos os envolvidos? Essa é a 89ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - “Apagão do Facebook” expõe dependência de pessoas e empresas das redes sociais - Robô da Amazon e aspirador de pó com câmera levantam debate sobre privacidade doméstica - Exigência de “passaporte da vacina” aumenta taxa de imunização nas grandes cidades - Experiências internacionais indicam que trabalhar menos pode aumentar produtividade - “Notícia bizarra”: empresa desliga chatbot após homem simular conversas com noiva falecida Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Oct 8

1 hr 35 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Pouquíssimas pessoas podem dizer que mudaram o mundo uma vez com suas ideias ou suas ações. Steve Jobs fez isso três vezes! Nesta terça, sua morte completa dez anos. Mas seu legado continua em nosso cotidiano e seu pensamento inspira novas gerações de empreendedores, inventores e executivos. Isso não deixa de ser curioso, pois Jobs não era um gênio da tecnologia ou sequer um bom gestor de pessoas. Pelo contrário, sua personalidade colérica e sua absoluta falta de tato são amplamente conhecidas e suas habilidades técnicas eram bem comuns. É de se perguntar, então, como ele conseguiu fazer tudo que fez a despeito dessas aparentes limitações, e por que pessoas muito mais preparadas não chegam nem aos pés disso. A resposta passa por uma frase dele que fica ainda mais emblemática nessa data: “lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que conheço de evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder.” A verdade é que, passada uma década, ainda temos muito a aprender com aquele louco que pensou que poderia mudar o mundo. No vídeo abaixo, explico por que, e conto vários momentos determinantes de sua vida, além de mostrar imagens históricas. E você, já aprendeu algo com Steve Jobs?

Oct 4

9 min

Do que você mais sente falta dos tempos pré-Covid-19? Os brasileiros têm muita saudade dos cinemas (57%) e de bares e restaurantes (56%). É o que indica pesquisa da consultoria Bain & Company, que ouviu 2.000 pessoas de todas as capitais. Com o distanciamento social, 79% dos entrevistados deixaram de ir aos cinemas e 65% a bares e restaurantes. Mas há um problema: o que provocou isso não foram só as medidas sanitárias. Mesmo agora, com a reabertura crescente dos estabelecimentos, os clientes não estão voltando porque perderam muita renda nesse período. O escritório não está tão bem cotado nessa vontade. Apesar de metade dos entrevistados ter deixado de ir às empresas, apenas 22% querem voltar. Existe até um fenômeno de colegas de trabalho contratados nesse período, que interagem continuamente, mas que nunca se encontraram. Será que dá para dizer que essas pessoas realmente trabalham juntas? E você, qual é a coisa que mais quer voltar a fazer normalmente no fim da pandemia? Essa é a 88ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Pesquisa indica que brasileiro sente mais falta de cinema, bar e restaurante pela pandemia - Educação brasileira piora mais que a dos países desenvolvidos e aumenta fosso social - Entenda por que o 5G é tão importante para toda a sociedade, indo além de velocidade - Conheça os “carros voadores”, que devem estar nos céus do país já em 2025 - “Notícia bizarra”: atores de “O Senhor dos Anéis” apoiam homem que quer viver como um hobbit Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Oct 1

1 hr 22 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Sou um apaixonado pela alma humana. Ela se manifesta de maneiras inesperadas e até inusitadas. Já há um bom tempo, isso se dá de forma crescente no meio online. Às vezes, temo que isso tenha ido longe demais e estejamos nos perdendo nessa virtualidade, embebidos por esse “éter digital” e desprezando o valor de atividades presenciais. A pandemia acelerou esse processo. O distanciamento social por meses mudou algo na cabeça de muita gente. Por exemplo, mesmo com os escritórios autorizados a funcionar a plena capacidade, cresce o número de brasileiros que querem continuar no home office. Somos seres gregários: precisamos do contato com o outro! Não podemos ir contra nossa natureza. O digital pode nos ajudar nisso, mas não pode nos sugar para dentro das telas. Você sente que talvez o mundo online esteja ocupando um espaço exagerado na sua vida? Está deixando de fazer atividades que seriam mais interessantes ao vivo para ter apenas sua versão no celular ou no computador, por comodismo? Nesse episódio, debato as causas e as consequências dessa mudança cultural. Confira! #redessociais #amor #algoritmo #homeoffice #ZygmuntBauman #SherryTurkle #pandemia #pílula #digital #PauloSilvestre

Sep 27

7 min 50 sec

Ansiedade e depressão não são “frescuras”! Estamos no mês dedicado à prevenção do suicídio, com a campanha “Setembro Amarelo”. Ela acontece desde 2015, mas nunca foi tão importante! Durante a pandemia, os casos de ansiedade, depressão, que podem culminar em suicídio, aumentaram muito. Tanto que as empresas começaram a se preocupar mais com os impactos disso na vida de seus profissionais. Muitas passaram a oferecer apoio psicológico como benefício. Em muitos casos, as pessoas não percebe que está passando por um desses quadros, ou então não consegue o apoio necessário. Como saber se estamos sofrendo de algum desses males e como buscar ou oferecer ajuda? Essa é a 87ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Com o aumento de problemas de saúde mental, prevenção ganha espaço até em empresas - Com disparada da inflação, pé de frango se torna a carne do prato de muitos brasileiros - Digitalização da economia leva diretores de tecnologia à liderança de empresas - Ação de governos no mercado de games desagrada jogadores no país e no mundo OBS: tivemos um problema de conexão ao final da notícia sobre o mercado de games. Por isso, a “notícia bizarra” prevista para hoje será apresentada na semana que vem. Lamentamos esse transtorno (a culpa foi do Windows, que resolveu dar uma “travadinha” 😉 ). Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Sep 27

1 hr 17 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Na última quarta, foi o Dia da Democracia. Mas infelizmente não houve muito a se comemorar. Desde o fim da ditadura, a democracia brasileira nunca esteve sob ataque tão cerrado. Ironicamente, quem perpetra esses ataques não são aqueles que querem chegar ao poder, e sim os grupos que já estão nele. E esse campo de batalha se dá nas redes sociais. Goste-se ou não do atual governo, é inegável que se trata de um case de sucesso global no uso dessas plataformas para atingir seus objetivos. O governo nada de braçada em algo que quase todas as pessoas e empresas apenas molham os pés: o uso do meio digital para apresentar suas ideias e conseguir clientes (no caso, eleitores). De fato, os algoritmos dessas redes têm o poder supremo de decidir quem vai se tornar o rei de um pequeno castelo digital e quem vai se afogar no raso. Dominá-los se tornou essencial! Mas há um outro fator normalmente negligenciado pela maioria. Pode-se usar uma grande quantidade de robôs ou as técnicas mais eficientes para se colocar os algoritmos de joelhos. Mas de nada adiantarão se não se oferece algo que agrade uma massa crítica de pessoas. No final das contas, nenhum rei se mantém no trono sem súditos. Você sabe como usar as redes sociais para se destacar? É disso que trato nesse episódio.

Sep 20

8 min 35 sec

Pais devem fazer de seus filhos influenciadores digitais? Desde o surgimento das redes sociais, muitos pais publicam fotos de crianças e até de bebês. Se antes apenas pessoas chegadas as viam nos álbuns físicos, agora elas chegam a ser vistas por milhões de desconhecidos. Não demorou para que alguns percebessem uma oportunidade de ganhar dinheiro com isso, transformando a prole em verdadeiros canais publicitários. O hábito de publicar imagens das crianças na Internet ganhou até um nome: “sharenting”, união dos termos em inglês “share” (compartilhar) e “parenting” (paternidade). Com a pandemia, seu uso comercial cresceu ainda mais. Já existem até cursos que ensinam os pais a “viralizar” seus filhos. Especialistas advertem que isso deve ser feito com cautela. Na maioria das vezes, a criança nem entende o que está fazendo. Além disso, a atividade não pode prejudicar a sua formação. Você vê riscos nessa prática? E como ela impacta as crianças que assistem a esses mini-influenciadores? Os pais têm esse direito? Essa é a 86ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Pais aumentam a exposição de seus filhos nas redes e os transformam em mini-influenciadores - Estudo sugere que o simples acesso à Internet poderia elevar renda de mais pobres em 15% - IBGE indica que um em cada sete adolescentes já sofreu algum abuso sexual no país - iPhone 13 custará até R$ 15,5 mil no Brasil, tornando-se o celular mais caro do mundo - “Notícia bizarra”: Dubai aposta na piscina mais funda já construída para atrair turistas Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Sep 17

1 hr 33 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Quem nunca teve uma conversa interrompida quando a assistente virtual do celular se intrometeu sem ser chamada? Ou começou a ser bombardeado por anúncios de um produto sobre o qual falou diante do smartphone? Até parece que o aparelho estivesse nos escutando o tempo todo. E é claro que está! As principais assistentes virtuais do mercado são a Siri, o Google Assistente e a Alexa, que estão sempre à espreita para atender nossos comandos de voz. Para isso, os microfones estão sempre ligados. O problema é que elas se confundem às vezes, e acabam se ativando sozinhas. A partir daí, começam a captar e registrar tudo que é falado. A situação fica ainda mais grave quando essas informações parecem ser acessadas por outras empresas, normalmente para nos vender algo. Apple, Google e Amazon negam veementemente que compartilhem esses áudios com terceiros. Mas então por que tanta gente reclama exatamente disso? E o que podemos fazer para nos proteger de smartphones e outros aparelhos nos bisbilhotando? É sobre isso que falo no vídeo abaixo. E você, se sente invadido pelo seu celular? Como se protege?

Sep 13

8 min 25 sec

Na segunda, o governo editou uma Medida Provisória para teoricamente evitar abusos das redes sociais na censura de conteúdos. Ela indica quais os temas que podem levar a remoção de publicações. A princípio, a iniciativa parece boa. Mas, ao se analisar seu texto, percebe-se que, na verdade, o governo pretende apenas proteger usuários e publicações de seu interesse, como propostas antidemocráticas e todo tipo de desinformação. Esses conteúdos vêm sendo retirado do ar por iniciativa das próprias plataformas ou por determinação da Justiça. A MP provocou reações imediatas entre especialistas e empresas do setor, juristas, políticos e outros membros da sociedade civil. Com vários pontos inconstitucionais, ela deve ser derrubada pelo Congresso antes que provoque algum dano. De todo jeito, serviu para aquecer o debate sobre até onde vai a liberdade de expressão e o poder das plataformas digitais em decidir o que deve ser retirado do ar. Você acredita nas “boas intenções” dessa MP? Essa é a 85ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - MP que dificulta retirada do ar de conteúdos antidemocráticos aquece debate sobre liberdade - Maioria quer continuar em home office, mas teme excesso de trabalho - Esquemas de pirâmides financeiras se alastram pelo País e preocupam até a CVM - Apple cede à pressão e aceitará pagamentos fora da sua loja de aplicativos - “Notícia bizarra”: “boneca macabra” assusta bandidos em ruas do Recife Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Sep 9

1 hr 22 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 O Brasil chegou à semana do Dia da Independência com um clima tão denso, que dá para ser cortado com uma faca, feito doce de leite cozido além do ponto. Ainda que tudo leve a crer que isso não passe de uma fumaça espessa, diz o ditado que onde ela existe, também há fogo. E o combustível para essas labaredas são as redes sociais, particularmente o pouco que elas vêm fazendo para tentar corrigir seu papel decisivo no ataque crescente à sociedade organizada. Para quem viveu praticamente toda sua vida em um Brasil redemocratizado com o fim da ditadura militar, é inacreditável e assustador ver essa escalada da insanidade e da violência. Ela acontece porque grupos políticos usam essas plataformas digitais e o incrível poder de convencimento de seus algoritmos para incutir, em uma parcela considerável da população, a falsa ideia de que podem pensar, dizer e fazer o que bem entenderem em nome da liberdade de expressão. Isso é uma falácia! Quando todos têm razão, ninguém tem razão! Mas o fato de as redes sociais nos colocarem em contato apenas com quem pensa como nós acaba legitimando mesmo a mais absurda porcaria. Até quando as redes sociais vão ignorar a sua real responsabilidade pelas profundas transformações em nossa sociedade, para o bem e principalmente para o mal? ---- Leia a pesquisa "Experimental evidence of massive-scale emotional contagion through social networks", publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences no dia 2 de junho de 2014, que foi mencionada no episódio, clicando em https://www.pnas.org/content/111/24/8788.full Leia um resumo da pesquisa "How lles spread", publicado na revista Science no dia 9 de março de 2018, que foi mencionada no episódio, clicando em https://www.science.org/content/blog-post/cover-stories-visualizing-spread-true-and-false-news-social-media

Sep 6

9 min

O mercado de trabalho brasileiro vive uma aparente contradição: apesar de o desemprego continuar nas alturas, sobram vagas em alguns setores. A dificuldade para conseguir profissionais está tão alta que os já acontece fazendo leilões de salários. Ao contrário do que se vê há muitos anos em empresas da alta tecnologia, esse fenômeno não se restringe mais a elas. Profissões menos desejadas e que nem exigem formação acadêmica superior, como pedreiros ou vaqueiros, são disputados a tapa. Por outro lado, os números do desemprego continuam nas alturas. Isso demonstra que a economia está se recuperando de maneira desigual e que o Brasil não consegue produzir profissionais com as especializações ou com a qualidade de que precisa. Por isso, tem muita gente mudando de carreira para tentar uma recolocação. Por que existe esse descompasso no Brasil? O que precisamos fazer para melhorar isso? Essa é a 84ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Mesmo com o desemprego nas alturas, sobram vagas de trabalho em vários setores no Brasil - Roubos por Pix disparam e fazem crescer outros crimes, forçando o Banco Central a se mexer - Varejo abraça o digital e diminui prazos de entrega para consumidores pós-pandemia - Mudanças no OnlyFans abre debate sobre o espaço da pornografia na sociedade - “Notícia bizarra”: nova-iorquinos estão “se pegando” em qualquer lugar Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Sep 2

1 hr 23 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Depois de um ano e meio de pandemia, há um consenso entre empresários de que as adversidades que ela trouxe impulsionaram um incrível avanço na transformação digital: o que aconteceria em cinco anos aconteceu em cinco semanas! Isso explica por que algumas empresas quebraram no período, enquanto concorrentes diretos não apenas sobreviveram às provações, como ainda cresceram. Mas esse não é um processo apenas tecnológico: as empresas vencedoras são aquelas que captaram as mudanças no consumidor. Do ponto de vista do e-commerce, a recém-lançada edição 44 do relatório Webshoppers demonstra que o enorme crescimento do varejo digital, observado nos primeiros meses da pandemia, se consolidou em um novo patamar de consumo. Além disso, evidencia como o celular se torna, cada vez mais, o canal preferido de compra. O consumidor quer mais e iniciativas das empresas mais agressivas permitem esse comportamento. Entregas em poucas horas, ofertas mais diversificadas de produtos vindos do mundo todo e até lives com vendedores fazem parte da atual experiência de compra. O que fazer para se manter no jogo nesse cenário de reabertura? É sobre isso que falo nesse episódio. Você percebe as suas mudanças como consumidor nesse período? E como profissional ou gestor de um negócio, está fazendo as mudanças necessárias?

Aug 30

8 min 36 sec

Escolas de elite de São Paulo estão investindo cada vez mais em diversidade e inclusão, como uma importante ferramenta pedagógica. Isso não se limita apenas às crescentes bolsas de estudo integrais para alunos de baixa renda: os estabelecimentos buscam ativamente trazer também para suas salas estudantes de minorias sociais e com diferentes deficiências. Vale ressaltar que isso acontece com o apoio -e às vezes até a pressão- dos pais, e que todos se misturam em classes inclusivas, contrariando a gestão atual do Ministério da Educação, que sugere a segregação das diferenças em classes especiais. O movimento também acontece nos professores, com mais contratações de docentes negros e indígenas. As mudanças avançam ainda sobre o currículo, com uma visão menos eurocêntrica e com mais diversidade racial. Por que as escolas estão fazendo isso? E quais os ganhos para os alunos e para toda a sociedade com isso? Essa é a 83ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Escolas de elite paulistas colhem frutos ao investir em diversidade entre alunos e professores - Cidade de São Paulo exigirá “passaporte da vacina” para pessoas participarem de eventos - Brasil entra na lista dos maiores produtores de energia solar em meio a polêmicas no setor - Empresas sofrem com ataques de hackers mais constantes e pedidos de resgate mais altos - “Notícia bizarra”: Volkswagen alemã deixará de produzir salsichas, seu produto mais popular Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Aug 25

1 hr 13 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Um sistema de inteligência artificial não tem índole, mas pode desenvolver um viés em suas decisões. Apesar de indesejável, esse comportamento da máquina não costuma ser um problema de sua programação, e sim resultado de usos inadequados da plataforma por pessoas que ensinam valores condenáveis ao sistema. Não faz muito bem para o ego da espécie humana dizer isso, mas esses usuários “emburrecem” as plataformas de inteligência artificial. O que diferencia esses sistemas de programas de computador convencionais é justamente a sua capacidade de aprender com seus usuários o que seria o melhor para eles. Em tese, isso permitiria que a máquina se tornasse casa vez mais eficiente em suas tarefas. Mas esses sistemas, assim como crianças inocentes, tomam decisões erradas se forem mal instruídos. Um caso que ficou famoso há alguns dias foi oi algoritmo do Instagram censurando o cartaz do novo filme do premiado diretor espanhol Pedro Almodóvar. Tudo porque aparece um mamilo na imagem. Enquanto isso, baldes de fotos sexualizadas continuam na rede porque disfarçam os mamilos, e assim seguem a regra do jogo. As consequências das falhas da inteligência artificial vão muito além disso em nossas vidas. Como essas plataformas estão cada vez mais em tudo que fazemos, elas podem nos influenciar a tomar decisões equivocadas. Ou seja, usuários pioram a inteligência artificial, que confunde as pessoas, em um círculo vicioso de más influências. O que devemos fazer para minimizar esses problemas com uma ferramenta que tem valor inestimável? É sobre isso que falo nesse episódio. E você, sabe até onde a inteligência artificial afeta o seu cotidiano?

Aug 23

9 min 37 sec

Com os governos flexibilizando as restrições de combate à pandemia, o mundo do trabalho finalmente voltará aos escritórios! Bom... não é o que está acontecendo! Muitos achavam que isso aconteceria com força nesse segundo semestre. Infelizmente o surgimento de novas cepas do vírus e a vacinação lenta (apenas 24% dos brasileiros estão totalmente imunizados) fizeram muitos gestores repensarem os planos da retomada presencial. É o que mostra estudo da consultoria KPMG. Várias companhias que se preparavam para receber seus funcionários de volta já postergaram o retorno aos escritórios para 2022. Além disso, o trabalho híbrido, com alguns dias da semana em home office, veio para ficar. Por fim, escritórios menores e descentralizados apontam para uma crise no setor imobiliário: um quarto dos espaços comerciais em São Paulo está vazio. Do lado dos empregados, há incertezas profissionais e medo de se contaminar. Além disso, empresas estão demitindo por justa causa quem se recusa a se vacinar. Como ficará o mundo do trabalho até que vençamos de vez a Covid-19 e após isso? Essa é a 82ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Novas cepas da Covid-19 e vacinação lenta alteram planos de retorno aos escritórios no país - Taleban retoma Afeganistão e expõe como radicalismos podem piorar a sociedade - Diminui o interesse de jovens por aprender a dirigir e por serem donos do próprio carro - Apple cria polêmica sobre privacidade com seu plano de buscar pedofilia em fotos de usuários - “Notícia bizarra”: empresa oferece US$ 1.000 para quem assistir tudo de “Grey’s Anatomy” Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Aug 18

1 hr 24 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Todo mundo quer ter opinião, não é mesmo? Mas quem está habilitado a pôr suas ideias para fora sem passar por cima dos outros? Há uma história ótima sobre isso: Assis Chateaubriand começou a construir seu império de comunicação dos Diários Associados porque queria “ter opinião”. No início de sua carreira, ouviu do patrão que, para falar o que bem entendesse, tinha que comprar um jornal. E foi o que fez! Depois outro, outro e mais outro, até ser dono do maior conglomerado de mídia da América Latina na primeira metade do século XX! Nada mal para quem só queria publicar suas ideias sem pedir permissão ao outro! Passados cem anos, a coisa ficou bem mais simples. Não é preciso ter jornal, nem rádio, nem TV para expressar sua opinião. Basta uma conta nas redes sociais. O problema é que, como diz o ditado, “quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza”. Opinião todo mundo pode ter sobre tudo, inclusive religião, futebol e política. Mas ter opinião embasada e saber expor isso de forma respeitosa e construtiva exige habilidades que poucos carregam. E, nesse emaranhado de ideias sem limite, pessoas e empresas tentam se encontrar. Qual é o “truque” para fazer isso “do jeito certo”? Na verdade, não existe mágica. Mas abraçar a própria vulnerabilidade, algo que muitos tentam esconder a qualquer custo, pode ser um bom caminho. É sobre isso que trato nesse episódio. E você, constrói algo com a sua vulnerabilidade? Ou acha que isso é algo que não devemos deixar transparecer nas redes sociais e na vida profissional?

Aug 16

8 min 53 sec

Uma tragédia nessa semana acendeu o alerta sobre o impacto que as redes sociais podem ter na saúde mental de crianças e adolescentes. Na semana passada, o filho da cantora Walkyria Santos cometeu suicídio depois de ser agredido por uma avalanche de comentários homofóbicos nas redes. Tudo por causa de um vídeo do adolescente de 16 anos que viralizou no TikTok, em que ele simulava um beijo em um amigo. Não se pode ignorar que os jovens passam muito tempo nessas plataformas, onde se relacionam com outras pessoas, se divertem, consomem e publicam conteúdo e encontram seus ídolos. Por exemplo, a brasileira Rayssa Leal, a “fadinha do skate”, medalha de prata na Olimpíada de Tóquio, foi a atleta mais citada de todo o mundo no Twitter durante os jogos. Por outro lado, na imensa maioria das vezes, esses jovens fazem tudo isso sem qualquer supervisão de um adulto, e nem sempre têm maturidade para lidar com situações adversas ali. Como evitar que mais tragédias como essa ocorram e fazer as redes sociais sejam um espaço saudável para crianças adolescentes? Essa é a 81ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Como proteger a saúde mental de crianças e adolescentes dos efeitos das redes sociais - Seguros de saúde querem autorização de maridos para mulheres casadas usarem DIU - E-commerce explode no Brasil, mas pequenos lojistas criticam regras de marketplaces - Astros entram em choque com estúdios por lançamentos simultâneos em streaming - “Notícia bizarra”: livro é devolvido a biblioteca após ter sido emprestado há 50 anos Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Aug 12

1 hr 27 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Já nos acostumamos às redes sociais ajudando a construir impérios e a vender de tudo. Para isso, produzir conteúdo passou a ser uma ferramenta valiosíssima! Pessoas e negócios de todo tipo se aventuram nessa tarefa para se posicionar. Mas o que seria benéfico e até divertido pode ganhar contornos sinistros com a intolerância nessas plataformas. E isso faz muita gente boa sofrer com suas publicações ou duvidar se deve se expor assim. Você já sentiu esse receio? Às vezes, a coisa fica muito mais grave. Por exemplo, na semana passada, o filho de 16 anos da cantora Walkyria Santos se suicidou por uma infinidade de comentários homofóbicos. Tudo por um vídeo seu que viralizou no TikTok, em que simulava um beijo em um amigo. Esse é um caso extremo, mas infelizmente não é único. Além disso, vemos todos os dias uma enxurrada de ataques contra pessoas que fizeram publicações inofensivas e até positivas para a sociedade. Entretanto, por não concordarem com algo que foi dito, os “valentões digitais” não têm limites na sua fúria para desqualificar as ideias e destruir o autor. Como proteger sua saúde mental desses ataques animalescos e, ao mesmo tempo, publicar seu conteúdo para se posicionar ou apenas se divertir nas redes sociais? É o que explico nesse episódio. E você, como lida com a exposição nas redes sociais?

Aug 9

8 min 25 sec

O brasileiro sempre teve a fama de ser um povo alegre. Mas algo mudou. Será que essa imagem virou coisa do passado? Pesquisa recente da consultoria Ipsos mostra um quadro muito preocupante. Realizada em 25 países, ela classifica o brasileiro como o povo mais desalentado entre todos eles: para 69%, o país está “em declínio”. Além disso, para 72% dos entrevistados, a nossa sociedade está “falida”. Infelizmente há muitos motivos para isso. Apenas para citar alguns, o Banco Central acaba de divulgar que o endividamento das famílias no país bateu seu recorde histórico, com 58,5% delas “penduradas”. Isso explica outro levantamento, esse feito pela CNI, que mostra que 68% dos brasileiros estão sendo forçados a reduzir gastos. Por que chegamos a essa situação tão dramática? Não dá para culpar só a pandemia, pois pioramos mais que o resto do mundo. E o que devemos fazer para reverter esse quadro tão desolador? Essa é a 80ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Pesquisas mostram que brasileiro é o poco mais desalentado do mundo e está afundado em dívidas - Esquenta o debate sobre “passaporte da vacina” para entrar em eventos e até em restaurantes - São Paulo quer assumir Cinemateca depois do incêndio de quinta, mas governo federal resiste - Estudo indica que sete em cada dez brasileiros têm dificuldade para uma boa noite de sono - “Notícia bizarra”: casa de leilões vende pedaço de bolo de casamento que aconteceu há 40 anos Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Aug 4

1 hr 25 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 O governo federal parece ter agora apenas um único objetivo: desacreditar as urnas eletrônicas e instituir o voto impresso. A pandemia, o desemprego e tantas outras mazelas do Brasil parecem ter sumido, pois o ataque ao sistema eleitoral brasileiro se tornou um assunto onipresente. É de se perguntar o porquê dessa insistência insana. Esse movimento é facilmente explicável. Ele segue um padrão de convencimento popular formalizado há cerca de 90 anos, mas que foi reforçado pelo advento das redes sociais. Essa linha de ação segue o conceito de que “uma mentira dita uma vez é apenas uma mentira; já uma mentira dita mil vezes se torna verdade”. O que a sociologia, a antropologia e a história nos explicam sobre os mecanismos por trás dessa linha de ação? Como funcionam e que resultados esperam atingir? É o que trago nesse meu vídeo. Aproveite e conte para nós nos comentários se acha ser possível criar uma “verdade” insistindo pesadamente em uma narrativa, e por que tanta gente acredita nela. #mentira #votoimpresso #urnaeletrônica #eleição #manipulação #política #pílula #digital #PauloSilvestre

Aug 2

8 min 30 sec

Até onde o interesse particular pode prevalecer sobre o coletivo? Esse tema ganhou força nos últimos meses, no debate sobre a obrigatoriedade de se vacinar contra Covid-19. Em tese, ninguém é obrigado. Mas, em uma pandemia, em que a imunização do grupo é essencial para controlar um vírus que já matou mais de 550 mil pessoas, a análise muda. No dia 19, o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, confirmou uma demissão por justa causa por esse motivo. A decisão atingiu uma auxiliar de limpeza hospitalar que se recusou a se imunizar. Foi a primeira decisão em segunda instância nesse tema no país. O entendimento foi de que o interesse do empregado não pode prevalecer sobre o da sociedade. Ela alegou, sem sucesso, que a sua dispensa foi abusiva e que empresa a forçar a se vacinar feria a sua honra e dignidade. O que você acha disso tudo? Essa é a 79ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Justiça confirma em segunda instância a demissão por justa causa de funcionária que não se vacinou - Incêndio de estátua de Borba Gato cria debate sobre monumentos na compreensão da história - Câmeras em uniformes da PM zeram letalidade de batalhões em que foram implantadas - Prefeitura de Monte Mor manda moradores de rua para cidades vizinhas - “Notícia bizarra”: inteligência artificial permite “conversar” com pessoas que já morreram Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Jul 28

1 hr 16 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 No início do mês, o post de uma médica paulistana “viralizou” no Instagram. Ela explicava por que excluiu as contas no Instagram e no TikTok de sua filha de 14 anos, que já tinha cerca de 2 milhões de seguidores. Segundo a mãe, fez isso para proteger a filha dos efeitos da exposição desmedida nas redes. Como já se tornou praxe em nossa sociedade polarizada, ela recebeu muitos apoios pela iniciativa, mas também foi pesadamente criticada. Mas, afinal, ela extrapolou com seus cuidados maternais? O fato é que o mundo digital está profundamente integrado à vida de adolescentes e até de crianças. Segundo a versão mais recente da pesquisa “TIC Kids Online Brasil”, realizado anualmente pelo Comitê Gestor da Internet, 89% dos brasileiros entre 9 e 17 anos estão online. No Sudeste, esse percentual chega a 96%! Nesse cenário, fica muito difícil impedir o acesso dos filhos ao meio digital. Por isso, especialistas afirmam que a supervisão dos pais é essencial para que os pequenos aproveitem ao máximo essa experiência. Infelizmente, muitos pais não estão preparados para essa tarefa. Não existe um livro do tipo “Filhos: Guia do Usuário” e eles não passaram por isso quando eles foram crianças. Como lidar com esses novos desafios na educação das crianças? O que você sugere? Nesse episódo, dou caminhos que podem ajudar a todos.

Jul 26

8 min 3 sec

O Brasil está ainda mais violento! No ano passado, a quantidade de homicídios no país cresceu 4,8% frente a 2019, depois de dois anos de quedas nesse indicador. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na quinta passada, foram 50.033 assassinatos em 2020, o equivalente a uma morte a cada dez minutos! O estudo indica que as principais causas disso foram a maior disponibilidade de armas particulares (cujos registros dobraram em um ano), disputas dentro do crime organizado e o aumento da tensão entre policiais e governos estaduais. Por que chegamos nesse ponto? O Brasil já era um país muito violento e ficou pior! Como melhorar esse quadro? Essa é a 78ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Violência volta a crescer no Brasil com mais armas, tensões nas polícias e guerra no crime organizado - “PEC Pazuello” tenta limitar a presença de militares em cargos do governo - Mesmo com pandemia perdendo força, funcionários se recusam a deixar o home office - Mãe exclui Instagram e TikTok de adolescente influenciadora para preservar sua saúde mental - “Notícia bizarra”: funcionários do Burger King usam letreiro de loja para pedir demissão Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Jul 21

1 hr 29 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Você se sente seguro no Brasil? A violência é um problema crônico do país, uma de nossas maiores chagas. E, como em muitas de nossas mazelas, tenta-se maquiar o sintoma, enquanto se deixa as causas intocadas. Por exemplo, o governo federal acha que sua solução passa por armar as pessoas. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública discorda, demonstrando que, quanto mais armada estiver a população, mais crescem os assassinatos. Apesar de os mais pobres serem, de longe, as vítimas principais da violência, ninguém está totalmente a salvo dela. Por mais que se armem e se protejam em redomas, os ricos também são impactados, até mesmo porque a violência pode brotar dentro de suas casas. Nesse cenário em que as consequências ganham mais atenção que as motivações, as palavras podem ser tão perigosas quanto as balas. Isso acontece com ataques verbais de toda natureza, também contra quem propõe o debate para a busca de uma solução real. É o que está acontecendo nas redes sociais contra a série documental "Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime", que estrou no dia 8, na Netflix. Não se trata de “defender bandido”, e sim de tentar entender por que os crimes acontecem. Se não soubermos isso, como poderemos diminuir a violência? Mas quem está disposto a colocar o dedo nessas feridas que fazem parte da nossa sociedade? Você já assistiu a essa série da Netflix?

Jul 19

9 min 10 sec

Jornal da Live - edição 77 -Cuba vive as manifestações de rua mais intensas em 27 anos! A população protesta contra a vacinação lenta contra a Covid-19 e uma série de outros problemas decorrentes da crise “eterna” que o país vive. O governo reprimiu as passeatas com violência, acusando as pessoas de “contrarrevolucionários”. Ainda há espaço para termos como esse, dos tempos que Fidel Castro tomou o poder? Na verdade, como é possível ainda termos, em 2021, regimes autoritários? Mas eles insistem em aparecer, atendendo qualquer ideologia. Essa discussão não é tão simples, escondendo uma guerra de narrativas. Por isso, precisamos olhar para ela desapaixonadamente, além do óbvio que diferentes interesses nos impõem como verdades. Essa é a 77ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Protestos em Cuba vão muito além do óbvio das narrativas, mas escancaram problemas da ilha - DJ Ivis causa revolta com agressão a ex-esposa, mas ganha 210 mil seguidores no Instagram - Pandemia agravou problemas de saúde mental em crianças - Era do turismo espacial, iniciada no domingo, representa mais que excentricidade de ricaços - “Notícia bizarra”: mulher tenta apagar tocha do revezamento olímpico com pistola de água Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Jul 14

1 hr 36 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Sinto que as redes sociais viabilizaram uma espécie de “ditadura da ignorância”, em que um grupo barulhento e até agressivo se orgulha de saber pouco sobre tudo e ataca quem sabe mais. Você também observa isso? A educação brasileira ter, na média, uma qualidade sofrível e estar ladeira abaixo há anos infelizmente não é nenhuma novidade. Isso criou uma geração de cidadãos menos conscientes e de profissionais menos competitivos. Mas, além disso, vejo essa acomodação na mediocridade, que glorifica a estupidez. Uma sociedade bem educada, com universalização de bom conhecimento e cultura, não apenas cumpre seus deveres e faz valer seus direitos, como trabalha para a evolução de cada indivíduo e da comunidade. Sem isso, emperra onde está, pois nem sabe o que não sabe. E assim segue seus dias guiada pelo que vê nas redes sociais. Isso é um contrassenso. Por que alguém abriria mão da busca pelo conhecimento, que lhe daria o mundo, para se limitar a uma “vida bovina”, aquela em que, se houver um bom pasto, o gado ficará satisfeito sem tem que se movimentar muito? É sobre isso que debato nesse episódio. Por que acha que essa “ditadura da ignorância” floresceu?

Jul 12

8 min 38 sec

"Eu sou gay, e sou um governador gay. Não sou um gay governador.” A declaração de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, que assumiu publicamente sua orientação sexual na sexta passada no programa “Conversa com Bial”, lhe garantiu muito apoio e muitas críticas. O primeiro grupo saudou o posicionamento como um importante exemplo em favor da diversidade e da inclusão. As condenações se concentraram no fato de ele ter declarado voto em Bolsonaro, que não economiza suas falas homofóbicas. Há ainda aqueles que veem nisso uma jogada política. De toda forma, isso abriu um importante debate. Em um país com recalcitrante comportamento conservador, declarar-se gay em cadeia nacional ajuda ou atrapalha um político, ainda mais um presidenciável? E podemos extrapolar isso: expor a orientação sexual pode afetar a carreira de qualquer profissional? Essa é a 76ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Ao assumir ser gay, governador do RS abre debate sobre homossexualidade na política e no trabalho - Empresas resistem à lei que promove a igualdade de salários entre homens e mulheres - Mais de 150 mil cancelam a TV por assinatura em maio, e base retrocede em uma década - Desligamento de supercomputador do Inpe pode causar apagão na previsão do tempo - “Notícia bizarra”: pais de crianças chamadas Alexa protestam contra Amazon Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Jul 7

1 hr 25 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 A vida tem um jeito especial de nos jogar em um turbilhão que nos tira a perspectiva de qual é nosso lugar no mundo. Passamos a viver um dia após o outro sem refletir sobre o que poderíamos fazer para melhorar. Quando isso acontece, para reconstruirmos nosso caminho, às vezes temos que primeiramente chegar ao fundo do poço. É o caso da falta de confiança generalizada em nossa sociedade. Ela deriva da crise que já dura sete anos, e que só vem piorando. A pandemia nos tirou ainda mais do nosso eixo. É o que demonstram os recentes estudos globais Digital News Report e Trust Barometer. A desconfiança é um sentimento natural diante do desconhecido ou de quem pratica atos questionáveis. É uma autopreservação legítima contra quem potencialmente pode nos fazer algum mal. Mas ela não pode crescer sem limites. Se não confiamos em nada, a sociedade se dissolve. Passamos a viver em um eterno “diálogo de surdos”, em que ninguém mais constrói nada com o outro. Temos que romper esse círculo vicioso! Mas como fazer isso? Nesse episódio, dou alguns caminhos. E você, o que sugere para sairmos desse atoleiro em que nossa sociedade está?

Jul 5

9 min

Cuidado para não carregar no oportunismo na hora de fazer marketing! Nessa segunda, comemorou-se o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, uma data importante para o debate a favor dos direitos e a luta contra o preconceito e violência contra homossexuais e pessoas trans. Como acontece há alguns anos, empresas pintam logos com as cores do arco-íris e fazem publicações pela causa. O apoio é mais que bem-vindo, mas quantos delas realmente praticam a diversidade e a inclusão? Em muitos casos, não passa de um discurso que não condiz com os próprios valores. Mas, em tempos de redes sociais, se isso é descoberto, pode causar grandes danos à marca. Por outro lado, diversidade e inclusão reais melhoram a capacidade de atender um público igualmente diverso, gerando mais e melhores negócios! Parece óbvio, mas não é o que se vê ainda na maioria dos casos. Por que é tão difícil fazer isso de verdade? Essa é a 75ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Empresas pintam logos e fotos com o arco-íris, mas não praticam a diversidade dentro de casa - Enquanto a vacinação avança, algumas pessoas deixam de se imunizar para escolher a marca - Pressão de investidores pode aumentar preços de empresas como Uber e Airbnb - HBO Max esquenta a guerra no mercado lotado de serviços de streaming no Brasil - “Notícia bizarra”: você já passou no teste para saber se é “cringe”? Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Jun 30

1 hr 25 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Na semana passada, um dos assuntos mais comentados nas redes sociais foi Anitta ingressando no conselho de administração do Nubank. Mas afinal, isso ajuda ou atrapalha a empresa? A maior parte dessa reação não trata das estratégias, e sim de ofensas generalizadas contra o banco e principalmente a cantora. Muitos detratores não são fãs de Anitta ou clientes do Nubank, mas fazem críticas pesadas a ambos. Isso não é a causa de um problema maior, e sim o sintoma de um cenário autodestrutivo de nossa sociedade: a cultura do ódio, impulsionada pelas redes sociais, impactando carreiras e empresas. As críticas podem arranhar a imagem do Nubank, ainda que momentaneamente. Tanto que muita gente diz ter encerrado sua conta no banco, normalmente tido como um “queridinho” pelos próprios clientes. Seria para tanto? Nesse episódio, explico tudo sobre a entrada de Anitta no conselho da administração do Nubank. O que a empresa e a cantora ganham com isso? Há riscos para os clientes? O que você acha desse movimento da empresa e da reação nas redes sociais?

Jun 28

9 min 2 sec

Muita gente acha que tecnologias como inteligência artificial ou computação na nuvem estão muito distantes do seu cotidiano. Mal sabem elas que ambas turbinam, entre tantas outras coisas, um objeto central em suas vidas: seus smartphones. Eles são computadores poderosos e fáceis de usar, o tempo conosco e conectados. Mas nem tudo que fazemos com eles é processado no próprio aparelho. Diversos recursos nele envolvem, cada vez mais, essas duas tecnologias. Apesar de poderosas, estão, ao mesmo tempo, mas acessíveis às empresas. Isso faz com que os celulares, já incríveis, expandam ainda mais suas capacidades, até mesmo sem que precisemos trocar de aparelho ou instalar mais aplicativos. E isso é apenas um exemplo de como a inteligência artificial e a computação na nuvem invadiram nossas vidas. Para nos ajudar a entender tudo isso e mais, conversei com Paulo Bonucci, vice-presidente e gerente geral da Red Hat na América Latina: um papo imperdível, não apenas para quem gosta de tecnologia, mas para quem quer ampliar as possibilidades de seus negócios e de sua carreira. Confira nesse vídeo!

Jun 25

41 min 32 sec

Faustão está fora da Globo: isso é o fim de uma era! Afinal, o veterano apresentador estava há 32 anos na emissora e era uma de suas maiores estrelas, uma verdadeira máquina de fazer dinheiro! O público achou a atitude no mínimo desrespeitosa com uma das personalidades mais querida da TV. Ela também reacendeu, em muita gente, feridas de desligamentos traumáticos na própria carreira. Por que a Globo agiu assim? O que aconteceu nos bastidores? E você já passou por algo assim, em que mal pôde se despedir de seus colegas? Essa é a 74ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Saída de Faustão da Globo reabre feridas de dispensas traumáticas em empresas - Anitta no Conselho do Nubank cria debate sobre diversidade e acende preconceitos - Metade dos jovens brasileiros deixariam o país se pudesse, incluindo os mais brilhantes - Entrega rápida fere "Lei do Habib's" e faz motoboys correrem ainda mais - “Notícia bizarra”: marceneiro faz réplica de madeira de Lamborghini para filho Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Jun 23

1 hr 31 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Quer salvar seu emprego? Volte para a escola! Com o incremento na velocidade da vacinação, o trabalho híbrido e a digitalização ganham espaço. Mas alguns profissionais não voltarão aos seus postos, pois suas funções foram extintas! A Covid-19 acelerou a derrocada de profissões inteiras. Esse processo, impulsionado pela automação e por mudanças culturais, já vinha de antes da crise sanitária, mas cresceu com ela. Não há vacina para isso! Mas há saída. O debate do futuro do trabalho passa pelo do futuro da educação. Não dá para viver só com o que aprendemos na faculdade. Precisamos rever o que ensinamos em nossas escolas, privilegiando habilidades técnicas e sociais, como trabalho em equipe, inteligência emocional, resiliência, empatia e tolerância. Pode parecer irônico, mas o melhor que podemos fazer para salvar nossos empregos de uma automação inevitável é ressaltar nossa humanidade. Não dá mais para se agarrar a fórmulas consagradas. Temos que nos preparar profissionalmente para algo que ainda não existe. Você se sente confortável com isso?

Jun 21

9 min 27 sec

O brasileiro sempre foi conhecido como um povo alegre. Mas isso parece ter se tornado apenas uma lembrança. Pesquisa do FGV Social divulgada nessa segunda aponta que somos hoje um povo mais pobre e muito mais triste. Além disso, a desigualdade social, que sempre foi uma mancha em nossa sociedade, acaba de bater um recorde histórico. Naturalmente, a pandemia agravou esses índices. Mas não se pode ignorar que o Brasil piorou mais que os outros países no mesmo período. Além disso, a queda já acontecia desde antes da Covid-19. No ranking de satisfação com a vida, em 2014, o Brasil era 17º no mundo. Caímos para 37º em 2018 e agora a projeção é que estejamos por volta de 60º! Quando o brasileiro perdeu a felicidade? O que precisamos fazer para resgatá-la e diminuir a desigualdade? Essa é a 73ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Estudo indica que a desigualdade bateu recorde no país, com o brasileiro mais pobre e mais triste - Indústria abandona fabricação de carros mais populares para apostar nos SUVs - Copa América escancara crise entre as empresas e o futebol na América Latina - ToonMe, app de caricaturas da moda, reabre preocupação com o “roubo” de dados - “Notícia bizarra”: mil anos depois, guerreiro viking se une a parente na Dinamarca Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Jun 16

1 hr 30 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Tem sempre alguém querendo dizer o que devemos ser ou o que temos que fazer. As redes sociais pioraram esse problema, pois estamos continuamente sob escrutínio de todos. Isso acontece de maneira tão invasiva e tão contínua, que alguns perdem a referência de quem verdadeiramente são. Haja autoestima para resistir a essa virtual “autópsia de pessoa viva”, com uma plateia planetária! Sempre usamos “máscaras sociais”. Adaptamos naturalmente nossa conduta, nossa linguagem e até filtramos nossas ideias de acordo com a situação. Mas, como em muitos outros casos, as redes sociais não inventam algo novo, mas fazem isso acontecer de maneira mais intensa e mais rápida. Dá para sermos verdadeiros, para sermos nós mesmos nas redes sociais? Claro que dá! Mas isso implica em não viver em função dessas plataformas e definitivamente não deixar de ser quem você é, para agradar o que o rebanho impõe na rede. Não é tão simples. Ao se adequar à vontade da maioria, as pessoas podem poder ter benefícios. Mas viver um personagem -às vezes muito diferente do que são- lhes custa muita energia e pode até mesmo afetar a sua saúde mental. Você consegue ser você mesmo nas plataformas digitais, ou a pressão do grupo é sufocante? É sobre isso que falo nesse episódio.

Jun 14

8 min 30 sec

Estudo do Ibope e da Rede Nossa São Paulo indicou que 67% dos jovens paulistanos não têm nenhum interesse em participar da política, um resultado que pode ser facilmente extrapolado para todo o país. Isso é um enorme contraste com a juventude das décadas de 1980 e 1990, parte de uma sociedade engajada pelo fim da ditadura, pela aprovação de uma nova Constituição e pela eleição do primeiro presidente pelo voto direto em décadas. De lá para cá, foram mais sete eleições presidenciais. Mas o interesse não para de cair há anos! Os mais jovens consideram a política inútil e suja. Isso preocupa, pois piora as escolhas nas eleições, dificulta a renovação dos quadros políticos e ainda prejudica muito a qualidade dos candidatos para votarmos. E isso impacta decisivamente a vida de todos nós! Por que chegamos a isso? E o que podemos fazer para melhorar essa situação? Essa é a 72ª edição do JORNAL DA LIVE, a melhor experiência jornalística da rede: participe com os seus comentários! Esses são os assuntos dessa edição: - Cresce o desinteresse de jovens pela política, piorando o nível dos candidatos e suas escolhas - Enquanto a Bolsa bate recorde, aumenta a fome e o Brasil despenca no ranking mundial do PIB - Pesquisa indica que uma a cada quatro mulheres foi vítima de violência no último ano - Enquanto empresas querem volta a escritórios só em 2022, cidades mudam para home office - “Notícia bizarra”: indiana morre durante o próprio casamento e noivo se casa com a cunhada Para ser avisado das novas edições, é só informar seu desejo no formulário em https://lnkd.in/dmFCwcA

Jun 9

1 hr 24 min

Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 O que a médica infectologista Luana Araújo e Tite, técnico da seleção brasileira de futebol, têm em comum? Ambos foram envolvidos em tramas que não pediram para entrar e agora sofrem ataques nas redes sociais. Depois de ver seu ótimo depoimento na CPI da Covid, na quarta passada, pensei que ela passaria por isso. Senti o mesmo quando vi o treinador apoiar seus jogadores, que não querem a realização da Copa América no Brasil. Em uma época em que a destruição digital de reputações se transformou em uma política de Estado, isso é algo que pode atingir qualquer um de nós. Não importa quem você seja ou o que você faça, o fato de ter cruzado o caminho desses grupos, por mais que não tenha tido nenhum interesse nisso, basta para que histórias absurdas sejam associadas a você. E ainda pode ser chamado de “comunista”, termo que é usado à vontade como insulto por essa turma, mesmo para pessoas que jamais seriam isso. Dá para escapar dessa intolerância exacerbada das patrulhas das redes? Temos que reaprender a viver em sociedade e as plataformas digitais são ferramentas essenciais para isso. Veja minhas sugestões nesse episódio.

Jun 7

9 min 30 sec