Bendita Sois Vós

Vós

A ideia por trás do Bendita Sois Vós é discutir política e sociedade de uma forma provocadora, como todo o conteúdo do Vós. Haverá entrevistas, debates entre a equipe do portal, reportagens e muita experimentação com novos formatos e linguagens.

All Episodes

Nesta semana, Jair Bolsonaro, o homem que abana para carros enquanto tem menos de 20% de aprovação e, mesmo assim, não aguenta ser xingado 
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 Na última sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro passou mais de uma hora acenando para motoristas à beira da estrada na rodovia Régis Bittencourt, que conecta São Paulo a Curitiba, cortando o Vale do Ribeira. Muito ocupado, ele estava acompanhado do filho Eduardo Bolsonaro, do irmão Renato e do ministro André Mendonça, da Justiça e Segurança Pública. 
 A iniciativa de Bolsonaro causou um congestionamento de aproximadamente 5km na estrada. O problema, pra ele, é que nem todo mundo ficou feliz com a miragem nada auspiciosa. Tanto que ele foi xingado.  
 Como todo bom líder democrático, ele não aguentou a provocação. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) abordou o carro onde ela estava e encaminhou o caso a agentes da Polícia Federal (PF). Ela foi levada para a delegacia da PF de Volta Redonda (RJ), onde foi feito registro de um termo circunstanciado pelo crime de injúria.  
 Bolsonaro esqueceu que ele não é mais o queridinho que já foi. Pesquisa Atlas mostra que a aprovação do governo caiu para 19%, nível mais baixo desde que Jair chegou ao Palácio do Planalto. A aprovação de Bolsonaro, especificamente, da figura do presidente, também chegou ao índice mais baixo: 29,3%. Embora eu ainda ache alta.  
 As maiores preocupações da população são corrupção, inflação e desemprego, segundo a pesquisa. Pudera, o rendimento real do trabalhador brasileiro é o menor em nove anos. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Dec 1

58 min 32 sec

Nesta semana, vamos discutir o que é ser democrático no Brasil. Fomos provocados pelas declarações de Lula sobre Daniel Ortega, o presidente autocrata da Nicarágua. Afinal, as eleições estão aí e os candidatos adversários gostaram da fala do ex-presidente. Aliás, falando em eleições, temos pitacos sobre o PSDB. E ainda sobra tempo para uma notícia boa: a cobertura vacinal no Brasil é um sucesso, apesar de Bolsonaro. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na turnê pela Europa, deu uma entrevista ao jornal espanhol El País e deu uma declaração, no mínimo, controversa. rapidamente, os principais jornais do país trataram de estampar nas capas dos portais manchete como: “Lula minimiza ditadura na Nicarágua e compara Ortega e Merkel”; “PT celebrou eleição fraudulenta de Ortega e tirou nota do ar”; Lula comparou, mas saiba a diferença entre as reeleições de Merkel e Ortega”; “General Heleno critica Lula após fala sobre Ortega”; “Lula minimiza ditadura de Ortega na Nicarágua”, e por aí vai. E os adversários políticos, é claro, se aproveitaram do momento. Até mesmo Sérgio Moro, que não é alheio ao conceito de prender opositores. Já os apoiadores de Lula consideraram a abordagem injusta e acusaram a grande mídia de distorcer as falas do ex-presidente. A recomendação da militância era que o vídeo não fosse tirado de contexto. Essa manifestação de Lula gerou uma série de questionamentos? Os dois principais candidatos elogiam ditadores? Os dois são antidemocráticos? Podemos comparar Lula a Bolsonaro nesse quesito? Diferenciar os dois é passar pano? Devemos relativizar a fala para não dar munição a uma candidatura perigosa como a do atual presidente? Afinal, Lula estava certo ou estava errado? Vamos tentar responder ao longo do episódio. E, é claro, vamos falar da confusão das prévias do PSDB e, finalmente, de uma notícia boa. A vacinação no Brasil vai bem, obrigada, apesar de você, Bolsonaro. Participam Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Nov 24

1 hr 6 min

Nesta semana, a régua de prestígio do Brasil. Lula aplaudido de pé na Europa, Bolsonaro ignorado e as novas confusões do governo. Ah, e o touro dourado na Bolsa de São Paulo. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em viagem pela Europa e com uma agenda que devolve um pouco do prestígio que o Brasil já teve em terras estrangeiras. Pouco tempo depois de o presidente Jair Bolsonaro passar por uma série de constrangimentos na reunião do G-20, Lula foi aplaudido de pé após discurso no Parlamento Europeu. Aliás, durante coletiva de imprensa em Bruxelas, na Bélgica, disse que ainda não sabe se será candidato e que ainda não discutiu sugestões para vice. Mas nós sabemos que será e que já discutiu. Tanto que, sobre o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, ele afirmou que não há nada que tenha acontecido entre os dois que não possa ser reconciliado. Isso porque o tucano vem sendo apontado como um possível vice na chapa com o petista para as eleições de 2022. A viagem do ex-presidente Lula à Europa, apesar de importante, não tem recebido muita atenção dos canais de TV aberta. Certamente tem menos espaço que a filiação de Sérgio Moro ao Podemos. Mas, ainda dará o que falar. Afinal, Lula ainda passa por Paris e se encontra com o presidente Emanuel Macron. Aliás, ele também se reuniu com o futuro chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, o mesmo que foi ignorado por Bolsonaro no G-20. Essa viagem se mostra uma régua de prestígio e de inteligência política. Até porque, o prestígio de Bolsonaro não anda baixo só em águas estrangeiras, afinal, ele ainda não está filiado a nenhum partido. Parece que o interesse em se associar ao presidente cai a todo momento. Parece ser um problema até mesmo para Valdemar da Costa Neto. Enquanto isso, mais uma confusão com relação às vacinas - desta vez, com a da Janssen -, o caos no Enem e a inauguração de um touro cafonérrimo em frente à Bolsa de São Paulo. Pelo menos o piloto Lewis Hamilton nos deu um afago. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.  Foto: Ricardo Stuckert

Nov 17

59 min 54 sec

Nesta semana, a mixórdia da política brasileira. Temos o presidente que ia lutar contra a corrupção endossando um orçamento secreto na cara dura e dizendo que tem parte dele no STF - além de estar acertando filiação ao partido de Waldemar da Costa Neto. O chamado "orçamento secreto" surgiu com a criação de uma nova modalidade de emendas parlamentares, a emenda de relator, que permite a identificação da origem e do destino do dinheiro, mas o deputado que indica a verba fica oculto. Isso significa que esse dinheiro poderá ser destinado à base política de um parlamentar sem que ele seja identificado. No final de 2020, o governo de Jair Bolsonaro criou um orçamento bilionário em emendas para conseguir apoio do “Centrão” no Congresso Nacional. A legalidade desse pagamento é discutida pelo Supremo Tribunal Federal. Aliás, o STF formou maioria nesta semana para suspender o pagamento de emendas do "orçamento secreto" do Congresso. Como se não bastasse, Jair Bolsonaro ainda disse que tem 10% dele dentro do Supremo, se referindo ao ministro Nunes Marques. Essa questão está vindo à tona porque, diante da votação da PEC dos Precatórios, o governo Bolsonaro liberou R$ 909,7 milhões em emendas de interesse dos deputados federais. Isso em apenas dois dias. Tudo a partir das emendas de relator. Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, os recursos foram empenhados pelo governo nos dias 28 e 29 de outubro. Em meio a isso tudo, Jair Bolsonaro estuda se filiar ao PL de Waldemar da Costa Neto. Segundo informações da Folha de São Paulo, Lula cogita o nome de Geraldo Alckmin para vice na chapa encabeçada pelo petista. E o PT divulga nota apoiando o as eleições mais do que suspeitas do autocrata Daniel Ortega, da Nicarágua. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Nov 10

59 min 23 sec

Nesta semana, Bolsonaro, o marginal do mundo. O conto de um presidente que está isolado e à margem da relevância internacional. O presidente Jair Bolsonaro passou cinco dias na Itália. Ele viajou para participar da reunião do G20, que reúne as maiores economias do mundo. Mas participar não é a melhor palavra para descrever o encontro. Bolsonaro ficou isolado, marginalizado. Ele não teve reuniões bilaterais com nenhum outro presidente. Também não participou de encontros do G20. Nem da COP-26, conferência do clima. Esse é Bolsonaro, o marginal do mundo. Nesse meio tempo, ele brigou com jornalistas. Um dos seguranças do presidente agrediu um jornalista com um soco. E ele ainda riu de quem o acusa de genocida. E no meio disso tudo, o ex-juiz Sérgio Moro anunciou filiação ao Podemos com o objetivo de se candidatar à presidência da república. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Nov 3

54 min 36 sec

No episódio desta semana, as culpas do presidente Jair Bolsonaro, da pandemia à economia. A CPI da Covid aprovou o relatório final do senador Renan Calheiros (MDB-AL) por 7 votos a 4. A Comissão investigou as omissões e responsabilidades de agentes públicos e privados com relação à maior tragédia sanitária da história recente do Brasil. Desde o início da pandemia do novo coronavírus o país já soma mais de 606 mil mortos. Foram seis meses de trabalho que culminaram na recomendação de indiciamento de 78 pessoas e duas empresas. O relatório responsabiliza, principalmente, o presidente Jair Bolsonaro. Os senadores entendem que ele é culpado de, pelo menos, nove crimes. Entre eles, o crime contra a humanidade. 
 Bolsonaro, obviamente, não concorda. Afinal, nada é culpa dele. Mesmo quando ele diz que a vacina, que salva a vida de milhões de brasileiros todos os dias, pode provocar AIDS.  
 É claro que ele já está dizendo que ele não disse porque ele nunca diz o que ele diz e nada nunca é culpa dele. Mas ele disse e esse absurdo foi incluído no relatório e a CPI pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente seja banido das redes sociais. 
 Como crise pouca é bobagem, a inflação está corroendo o bolso dos brasileiros. Mas isso também não é culpa dele.   
 E o combustível aumentou de novo. A Petrobras anunciou na segunda-feira (25) mais um reajuste no preço do diesel e da gasolina. É o segundo aumento em menos de um mês. Aliás, só neste ano, a gasolina subiu mais de 73% nas refinarias. Mas isso também não é culpa dele.  Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Fotos: Isaac Nóbrega/PR

Oct 27

1 hr 9 min

Nesta semana, o fim da CPI da Covid e o saldo do projeto de morte do governo do presidente Jair Bolsonaro. Na última segunda-feira, a CPI da Covid ouviu depoimentos de familiares das vítimas da Pandemia. Os testemunhos emocionantes de brasileiros que perderam parentes em função do novo conronavírus são a voz de um país machucado e dilacerado pelo projeto de morte conduzido pelo presidente Jair Bolsonaro. Os testemunhos dão rosto a todos que foram afetados direta ou indiretamente pelo negacionismo, omissão, negligência, irresponsabilidade e crueldade de um governo corrupto e incompetente. Uma mulher de 19 que agora é órfã e vai ter que sustentar a irmã mais nova. Um pai que perdeu o filho de 25 anos. E a resposta da família Bolsonaro diante de tudo é escárnio. Mas que não fiquem impunes. Na quarta-feira, dia 20, o senador Renan Calheiros apresentou o relatório final da CPI da Covid. Após meses de investigações e dezenas de depoimentos, o documento de mais de mil páginas pede o indiciamento de mais de 60 pessoas físicas e empresas. E o presidente Jair Bolsonaro está nessa lista. O texto indica que o objetivo do governo federal era expor os brasileiros ao contágio em massa. Seja por meio das declarações do presidente ou nas informações divulgadas pelo Ministério da Saúde. E aqui estão os possíveis crimes do presidente Jair Bolsonaro aparecem. É o caso de epidemia com resultado de morte, infração de medida sanitária preventiva, incitação ao crime, charlatanismo, em função da indicação de cloroquina, prevaricação, crimes contra a humanidade e crimes de responsabilidade. O genocídio ficou de fora. O texto deve ser votado na próxima semana e os pedidos de indiciamento serão encaminhados aos órgãos competentes, entre os quais Procuradoria-Geral da República, ministérios públicos estaduais e Polícia Federal.

Oct 21

56 min 54 sec

Nesta semana, 600 mil mortes por Covid no Brasil. E a culpa é de quem, como diria Renato Russo. Mais de 600 mil mortes, 600 mil desculpas. No final da semana passada, o Brasil ultrapassou a marca dos 600mil mortos pela Covid. Um marco triste e trágico que faz com que a gente não esqueça do horror a que os brasileiros foram submetidos. Um presidente omisso e irresponsável. Um governo que insistiu em um remédio ineficaz e se esquivou da compra de vacinas até não mais poder. Um governo que naturaliza experimentos em humanos e investe em desinformação. Um governo com um projeto de morte. O presidente Jair Bolsonaro, é claro, tira o corpo fora. Nada nesse país é responsabilidade dele, aparentemente. Mas a gente não esquece. E a CPI da Covid vai chegando ao final. Os senadores desistiram de ouvir o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mas ainda deve haver um depoimento final sobre o estudo do Kit Covid. O relatório final da Comissão, redigido pelo senador Renan Calheiros, deve ser votado na semana que vem. E aí, será que o saldo é positivo? Foto: Alan Santos/PR

Oct 13

55 min 10 sec

Nesta semana, o espetáculo da corrupção diária de um governo que não é corrupto. Estrelando a imoralidade de Paulo Guedes. Reportagem publicada pela revista piauí revelou que o Ministro da Economia, Paulo Guedes, tem uma empresa milionária em um paraíso fiscal. Uma offshore. O ministro do governo Bolsonaro mantém mais de $9 milhões em empresa das Ilhas Virgens. A matéria é parte de um Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos que publicou reportagens citando mais de 330 políticos, funcionários públicos de alto escalão, empresários e artistas de 91 países e territórios que têm ou tinham empresas offshore. A abertura de uma offshore ou de contas no exterior não é ilegal, desde que o saldo mantido lá fora seja declarado à Receita Federal e ao Banco Central. Mas, no caso de servidores públicos, a situação é diferente.  O Código de Conduta da Alta Administração Federal proíbe que funcionários do alto escalão mantenham aplicações financeiras que possam ser afetadas por políticas governamentais sobre as quais “a autoridade pública tenha informações privilegiadas.” Pois veja só, Paulo Guedes é responsável por uma série decisões capazes de afetar seus próprios investimentos no exterior. Nesse meio tempo, nem um pio do ministro. Nem um pio de Jair Bolsonaro. E como nós estamos no Brasil e acontecem mais coisas do que a gente dá conta, a Folha revelou que o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos tinha uma informante no gabinete de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Ah, e ainda teve o apagão do Facebook. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox. Foto original: Edu Andrade/Ascom/ME

Oct 6

1 hr

Nesta semana, os mil dias do inferno, os experimentos tenebrosos da Prevent sênior e o depoimento de Luciano Hang na CPI da Covid. Tu achas que foi tiro no pé ou valeu a pena ter chamado o “Véio da Havan” pra depor. 
 Na segunda-feira, dia 27 de setembro, chegamos aos mil dias de Jair Bolsonaro na presidência da República. Em uma publicação oficial, o Governo Federal deu início ao que chamou de comemorações dos mil dias. Mas os brasileiros não tem nada que comemorar. Enquanto Bolsonaro celebra o que ele considera avanços e os pleno exercício da democracia, para usar palavras da Secretaria de Governo, os brasileiros lamentam.  
. Lamentamos pelo descaso, a negligência, a crueldade, a estupidez, a ignorância, o obscurantismo.  
 Lamentamos pelos constantes ataques à democracia.  
 Lamentamos pela corrupção. 
 Lamentamos pelo retrocesso. 
 Lamentamos pelo constrangimento. 
 Lamentamos pelo desmatamento. 
 Lamentamos pelo desemprego. 
 Lamentamos pelos preços dos alimentos, do gás, da gasolina, da luz.  
 Lamentamos pela fome. 
 Lamentamos pelas centenas de milhares de mortes que estão na conta desse governo, sim.  . 
 Se há algo para comemorar, é que estamos mil dias mais perto de esse governo acabar.  
 E no meio disso tudo, um depoimento estarrecedor na CPI da Covid. A advogada Bruna Morato ajudou a elaborar um dossiê com denúncias sobre a operadora acusada de ocultar mortes e de negar tratamento a pacientes. Ela também apontou falta de autonomia dos profissionais, exigência da prescrição de remédios ineficazes sem o consentimento dos pacientes e o envolvimento da empresa em uma espécie de  "pacto" com o "gabinete paralelo" do Palácio do Planalto - grupo que, segundo a CPI, orientava o presidente Jair Bolsonaro. 
 E se tu acha que acabou, tem o empresário Luciano Hang na CPI. Ele mesmo, o “véio da Havan”. A maioria dos senadores que fazem parte da CPI e a maioria dos analistas de política entende que a convocação do cara que se veste de verde e amarelo foi um tiro no pé. Será que foi? Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

Sep 30

1 hr 4 min

Nesta semana, as mentiras de Bolsonaro na Onu. O presidente Jair Bolsonaro foi responsável pelo discurso de abertura da 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. Ele foi responsável, também, pela vergonha que os brasileiros passaram no evento. Afinal, ele mentiu. Mentiu muito. Mentiu sobre não haver corrupção no governo, mentiu sobre o Brasil ter estado á beira do socialismo, mentiu sobre a política ambiental, mentiu sobre a economia, sobre o auxílio emergencial e sobre a pandemia. E como se não bastasse, reforçou a negação da ciência ao defender o mentiroso tratamento precoce contra a Covid-19. E a vergonha só aumenta, porque o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, está quarentenado em Nova York porque testou positivo para Covid. Isso mesmo. 
Por aqui, um depoente da CPI da Covid se encarregou da vergonha. O ministro Wagner do Rosário, da Controladoria-Geral da União, chamou a senadora Simonte Tebet (MDB-MS) de “descontrolada”. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Sep 22

52 min 54 sec

Nesta semana, a terceira via entre protestos e jantares. Porque além do encontro de homens empoeirados, vamos falar dos protestos contra Jair Bolsonaro no último dia 12. Afinal, a política brasileira parece estar girando em torno da terceira via, que agora ganha um reforço mofado com a entrada de Michel Temer. Em vídeo divulgado nesta semana, André Marinho, filho do empresário Paulo Marinho - aquele que apoiou Bolsonaro em 2018 e prestou depoimento sobre o trio “Rachadinha, Flávio e Queiroz” - aparece imitando e ridicularizando o presidente da República em um jantar na casa do especulador Naji Nahas. A imitação de Marinho provocou gargalhadas nos convidados, entre eles, Michel Temer, o novo fetiche da terceira via; o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, o presidente do Grupo Bandeirantes, Johnny Saad; e o jornalista Roberto Dávila, da Globo News - aliás, por isso é importante apoiar o jornalismo independente, porque ele é independente. Porque nós somos independentes. Aliás, girando em torno, não, andando em círculos, porque dizem que todo mundo quer uma terceira via, mas ninguém conhece esse todo mundo. Tanto que, no último domingo, 12, os protestos que pediam uma terceira via foram um fracasso de público. Mas pera aí, os protestos não eram contra o presidente? Em teoria, sim, mas as faixas e os pixulecos eram bem objetivos: nem Bolsonaro, nem Lula. Logo, eram manifestações pela terceira via. Tanto que vimos Dória, Ciro, Leite e Mandetta desfilando e dançando e discursando. Sim, eu disse dançando, mesmo.  Há quem culpe o PT pelo fracasso. Mas bora desapegar da síndrome de Power Ranger, ninguém é criança aqui. Esperar que o PT apoie uma manifestação que infla boneco do Lula vestido de presidiário é um pouco demais. E só pra gente não ficar um episódio inteiro sem falar das barbaridades de Jair Bolsonaro, ele agora resolveu fazer carinho nas Fake News. Ele afirmou, durante cerimônia de entrega do Prêmio Marechal Rondon de Comunicações, que as fake news fazer parte da vida e disse que não é necessário regular essa questão.   Disso nós já sabíamos, não é mesmo? Ainda mais depois do fiasco com os caminhoneiros na semana passada, que não acreditaram no áudio de Bolsonaro e comemoraram um falso estado de sítio. Pane no sistema, como diria Pitty.

Sep 15

1 hr 2 min

Nesta semana, golpismo à la Bolsonaro. 
 No último Sete de Setembro, centenas de milhares de pessoas foram as ruas para defender o presidente Jair Bolsonaro. Mesmo assim, a manifestação “flopou”.  
 Ué, mas a manifestação não foi grande? Foi. Mas foi grande e fracassou? Sim. Como? A gente explica. 
 Estamos em um contexto de queda na popularidade de Bolsonaro, queda nas avaliações da administração e piora da crise econômica. As contas do supermercado, gás, luz, gasolina estão nas alturas. Mas isso não preocupou o presidente, que ignorou os números da economia e da pandemia e só se preocupou em atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) em um tom violento e golpista.

Sep 8

54 min 50 sec

Protestos previstos para o 7 de setembro, Carluxo preocupado e a conta de luz - e do gás, e da gasolina, e da comida e de tudo Estamos nos aproximando do 7 de setembro e começam a surgir alguns questionamentos sobre as mobilizações previstas para apoiar o presidente Jair Bolsonaro no dia da independência do Brasil. Será que o baque de Sérgio reis arrefeceu o movimento? Será que os protestos serão volumosos ou estamos dando palco pra maluco? Será que serão antidemocráticos, como prometem, ou veremos uma espécie de reedição de 2016, com mobilizações festivas? Será que Bolsonaro ainda tem o apoio que tinha? A realidade indica que não, que ele não tem o mesmo apoio. Até porque, além do governo desastroso, as denúncias e evidências de corrupção começam a se empilhar sobre a família Bolsonaro. O corrupto alvo da vez é Carlos Bolsonaro, nosso querido Carluxo. Isso porque o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do vereador. Por que? Por conta de um suposto esquema de pagamento de funcionários "fantasmas" e a famosa rachadinha. Enquanto isso, o brasileiro se afunda na miséria. Agora é a vez da conta de luz ficar mais cara. E não é só a conta de luz. Tudo fica mais caro o tempo todo. É como se eu finalmente entendesse a matemática da progressão geométrica crescente. De tudo isso, temos uma certeza, ao menos: Bolsonaro não é nenhum Super-Homem, como deu a entender em Minas Gerais, quando disse que a cadeira da presidência era igual Kriptonita. E que bom, porque bolsonaro voando e com poderes é algo que destruiria o Brasil. Pera… Foto original: Alan Santos/PR

Sep 1

1 hr 1 min

Nesta semana, “Nova cloroquina”, cobaias humanas e a esquiva de Bolsonaro, que foi ao STF contra lei que compensa profissional de saúde incapacitado por Covid-19. Sem falar no retorno de Aras. E, sim, vamos falar das coxas do Lula. Reportagem do Pedro Nakamura no Matinal Jornalismo mostrou que o hospital da polícia militar do Rio Grande do Sul testou proxalutamida em pacientes com Covid-19 sem autorização da Anvisa. O remédio fabricado na China é tratado por Bolsonaro como a “nova cloroquina” e não pode ser importado ou testado em seres humanos. Os responsáveis pelo experimento foram o endocrinologista Flávio Cadegiani e o infectologista Ricardo Zimerman, que  depôs na CPI da Covid a convite do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), para defender o uso de medicamentos ineficazes contra o coronavírus. Lembrando que a FDA, a Anvisa americana, tuitou na última semana que ivermectina é remédio pra gado. E como o buraco pode ser mais fundo, o presidente Jair Bolsonaro acionou o Supremo Tribunal Federal contra uma lei aprovada pelo Congresso que prevê compensação financeira a profissionais de saúde que ficaram incapacitados para o trabalho após contrair Covid. O argumento do Executivo é que a lei não prevê fonte de custeio para os gastos e inclui entre os profissionais de saúde assistentes sociais, pessoal administrativo e de segurança. Pelo menos o Ministério da saúde começou a levar a sério a pandemia, um ano e meio depois, e anunciou terceira dose em idosos a partir de setembro. Enquanto isso, o plenário do Senado aprovou novo mandato de dois anos para Augusto Aras como procurador-geral da república. Ele que foi indicado por Jair Bolsonaro. Ele passou por uma sabatina de seis horas na Comissão de Constituição e Justiça e, interessantemente, disse que não tem alinhamento com o presidente, fez críticas indiretas ao ex-procurador-geral Rodrigo Janot; e ainda criticou vazamentos, a Lava Jato e a "espetacularização" de inquéritos. Ah, e ainda falou sobre a idoneidade das urnas eletrônicas. É bobo, não.

Aug 25

1 hr 2 min

Nesta semana, Sérgio Reis cantando onde não foi chamado, Bolsonaro despencando nas pesquisas e, principalmente, a volta do Talibã ao poder no Afeganistão. Uma situação que é MUITO diferente da do Brasil.
 Por aqui, o cantor sertanejo Sérgio Reis está convocando uma manifestação com caminhoneiros e pessoas ligadas ao agronegócio para setembro. O protesto é uma mobilização A FAVOR de Jair Bolsonaro. Segundo o ex-deputado, o movimento pede a destituição dos ministros do Supremo Tribunal Federal e, é claro, o voto impresso. 'Se em 30 dias não tirarem os caras nós vamos invadir, quebrar tudo’, disse. Ou seja, a tentativa de golpe da semana.  Mas Sérgio Reis, que podia ficar em casa cantando Menino da Porteira, não recebeu o apoio que imaginava. Inclusive, diz-se que ficou chateado com a repercussão negativa da investida, que não tem apoio nem dos caminhoneiros. Afinal, o combustível está caro.  Só Jair Bolsonaro gostou da mobilização do cantor, afinal, ele também não consegue ficar sem a ameaça da semana. Mas é só o que lhe resta, porque ele está despencando nas pesquisas. Levantamento da XP Ipespe mostra que a vantagem de Lula passou de 12 para 16 pontos. Agora, o ex-presidente aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro tem 24%.  Mas se no Brasil estamos sob ameaça, o que acontece no Afeganistão é infinitamente mais grave. Após a retirada das tropas americanas de solo afegão, o Talibã retornou ao poder. Então, nós vamos conversar com o jornalista e professor Luiz Antonio Araújo, autor dos livros “Binladenistão - um reporter brasileiro na região mais perigosa do mundo” e “ORIENTE EM REVISTA - de que o jornalismo fala, quando fala do islã.” Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Aug 18

56 min 30 sec

Nesta semana, não vale a pena ver de novo. Voto impresso, golpismo e a volta do vírus que não foi. Nos últimos tempos, é como se o Brasil fosse uma versão continental do Canal Viva. A gente vive de reprises. O primeiro episódio reprisado desse novelão é a votação da PEC do voto impresso. Na noite de terça-feira, 10 de agosto de 2021, os deputados federais apreciaram a Proposta de Emenda Constitucional que propunha o retorno do voto no papel. Ou melhor, com recibo, porque o voto seria eletrônico, mas teria um comprovante impresso. O presidente da Câmara, Arthur Lira, resolveu levar o texto ao plenário mesmo após rejeição da comissão que avaliou o tema. A PEC do voto impresso foi rejeitada e Jair Bolsonaro foi derrotado. . Afinal, é ele quem quer voltar ao passado com medo de perder a próxima eleição . Bolsonaro e os filhos foram eleitos pelo voto eletrônico e isso nunca foi problema. Agora, na iminência de ser derrotado em 2022, começa a levantar suspeitas sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Segundo ele, que admite que não tem provas, ele teria ganho no primeiro turno em 2018. É a primeira vez que o candidato que venceu alega que a eleição foi uma fraude. Mas isso nos leva ao segundo episódio reprisado da nossa história: o golpismo. Porque é disso que se trata essa balela de voto impresso. É permissão pra um golpe de estado na eventualidade de derrota. Tanto é assim que o governo promoveu, inclusive, uma tentativa de constrangimento, com um patético desfile de tanques de Guerra minguados em Brasília. A PEC precisava de 308 votos para ser aprovada, mas teve o apoio de APENAS 229 deputados. Outros 218 votaram contra e 64 não votaram. É uma derrota, mas talvez seja um alerta. Será que temos 229 deputados dispostos a apoiar um evento golpe? Ou será que é forçar? Vamos ver. E como se não bastasse, o terceiro episódio da reprise brasileira do inferno é a volta do vírus que nunca foi. Então, para entender a variante Delta, conversamos com o Dr. Alexandre Zavascki, médico infectologista e professor da Universidade Federal do rio grande do Sul. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.  Foto original de capa: Marcos Corrêa/PR Montagem de capa: Geórgia Santos Áudio de apoiadores de Jair Bolsonaro usados no podcast: Uol

Aug 11

1 hr 4 min

Nesta semana, a crise do Fundão e do Centrão. O Congresso Nacional aprovou, na semana passada, o Fundo Eleitoral de 5,7 bilhões de reais. O montante foi aprovado durante a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022. Três vezes o valor previsto para as eleições de 2018. Agora, cabe ao presidente Jair Bolsonaro sancionar a LDO integralmente, parcialmente ou vetar o texto. Ele já disse que pretende vetar. Mas é um movimento curioso, já que os filhos votaram a favor do texto. Os filhos Eduardo e Flávio, deputado e senador, respectivamente, e os aliados na Câmara e no Senado. Os mesmos filhos que aliados que se diziam contrários à proposta e que agora culpam Marcelo ramos, vice-presidente do Congresso, que conduziu a sessão de votação. O argumento é de que votaram pela aprovação do aumento do Fundão porque o texto apresentava uma série de dispositivos para orientar a LDO de 2022. Porque o orçamento, em si, precisava ser aprovado, senão atrasaria o orçamento do governo para o próximo ano. Mas é mentira. Ele só precisava ser aprovado para o Congresso entrar em recesso. Ou seja, a grosso modo, se não eram a favor, tinham pressa em parar de trabalhar. E a história não termina aí. Porque alem do desgaste de aprovar a matéria e precisar se justificar, os aliados de Bolsonaro conseguiram irritar o Centrão pelo caminho, que é a favor do Fundão. E o próprio Bolsonaro conseguiu a proeza de atacar Marcelo ramos, do PL do Amazonas. Que não deixou quieto. O resultado? Jair Bolsonaro indicou uma "pequena mudança ministerial” para a próxima segunda-feira, dia 26. Segundo a jornalista Natuza Nery, da Globonews, o presidente cogita colocar o senador Ciro Nogueira (PP-PI), líder do Centrão, na Casa Civil. Ele também estuda recriar o Ministério do Trabalho e Previdência acomodar Onyx Lorenzoni, atualmente ministro da Secretaria-Geral do governo. Por que? Para abrir vaga para Luiz Eduardo Ramos, hoje na Casa Civil. Eita que nem o recesso dá folga. Isso sem falar no stalker de Flávio Bolsonaro e a Amazônia, que tem primeiro semestre de 2021 com maior área sob alerta de desmate em seis anos. Salles, é você?

Jul 21

1 hr 3 min

Nesta semana, a doença do presidente que anda para a CPI , os militares saindo da caserna e um ministro terrivelmente evangélico O presidente Jair Bolsonaro passou mais de dez dias com soluços. Passou mal em um jantar em Bento Gonçalves, no rio grande do Sul, e, segundo pessoas próximas, não estava nada bem. Depois de praticamente desintegrar diante do público, foi internado com fortes dores abdominais. Bolsonaro está doente. Talvez ele não esteja tão tranquilo com relação à CPI como quer fazer crer. Nem ele, nem os militares, que se ofenderam com as declarações do presidente da CPI, senador Omar Aziz. Os militares foram longe demais. Em nota assinada pelo ministro da Defesa, general Braga Netto, pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio, da Marinha, Almir Santos, e pelo da Força Aérea, Carlos Baptista Júnior, os militares afirmam que "não aceitarão qualquer ataque levado às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro". A pergunta que fica é: vão fazer o que? Lembrando que até o momento, a CPI da Pandemia identificou integrantes e ex-integrantes das Forças Armadas ligados a denúncias de corrupção na aquisição de vacinas. 
E não podemos esquecer que a CPI está em um novo momento, afinal, o presidente Omar Aziz mandou prender o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias  E em meio a isso tudo, o presidente Jair Bolsonaro cumpre uma promessa de campanha. Em um aceno, ou melhor, com um sinalizador em chamas para chamar a atenção das bases mais conservadoras, Bolsonaro indicou um nome “terrivelmente evangélico” para ocupar a vaga do ministro Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal. André Mendonça é o atual advogado-geral da União. Só para lembrar, o pastor presbiteriano mandou a Polícia Federal investigar os críticos do presidente quando esteve à frente do Ministério da Justiça. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.  Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

Jul 14

45 min 35 sec

Nesta semana, entrevistamos o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM). Afinal de contas, parece que há uma rede em torno de superfaturamento e propina de vacinas. E não, nós não esquecemos da rachadinhas. Gravações inéditas apontam o envolvimento direto de Jair Bolsonaro em esquema ilegal de entrega de salários de assessores quando era deputado federal. A reportagem da jornalista Juliana Dal Piva, do Uol, traz áudios de Andrea Valle, ex-cunhada de Bolsonaro, que revela que o irmão foi demitido porque se recusou a devolver parte do salário. É a primeira vez que um ex-assessor admite o envolvimento direto do presidente. Bolsonaro fez da rachadinha um negócio de família. Mas não nos esqueçamos que há corrupção ocorrendo AGORA, enquanto milhares morrem em função da Covid. Porque à medida que as investigações avançam, se percebe que há todo um esquema em torno do superfaturamento e da propina. Por isso vamos conversar com o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM). É treta demais. Covaxin, Davati, um dólar, Luís Miranda, Dominghetti, Reverendo, Cristiano, propina, fiscal de contrato, superfaturamento, shopping, depoimento, chopp, coronel, 400 milhões de doses, emails ignorados, servidor exonerado, servidor ameaçado. Ahhh. Só resta dizer uma coisa. Fora Bolsonaro. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Jul 7

51 min 37 sec

Nesta semana, o petardo da Folha e a queda do rei. Será que Bolsonaro Cai? O representante de uma vendedora de vacinas afirmou, em entrevista à jornalista Constança Rezende, da Folha de São Paulo, que o Governo Bolsonaro pediu  propina de UM DÓLAR por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde. Luiz Paulo Dominguetti Pereira se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply. O esquema é obscuro e tudo leva a crer que a tal da empresa é picareta. Essa poderia ser uma justificativa de Jair Bolsonaro para se defender. Mas aí o governo faz o que? Exonera o diretor de Logística do Ministério da Saúde. Roberto Ferreira Dias seria o contato do tal representante e a pessoa a cobrar a propina. E na quarta-feira pela manhã a Folha divulga que emails mostram que o governo negociou oficialmente a compra de vacinas com essa empresas. . Pra o governo Bolsonaro, a vida do brasileiro vale R$10  . Lembrando que há investigações sobre suspeitas de irregularidades na compra da vacina Covaxin. O esquema foi denunciado pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e pelo irmão do deputado, o servidor Luis Ricardo Miranda, chefe do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Os irmãos prestaram depoimento na CPI da Covid e, à comissão, o deputado afirmou que ouviu de Bolsonaro, durante encontro em março, que as tratativas suspeitas  eram “coisa” do Barros, referindo-se ao líder do governo na Câmara, Ricardo Barros. E ainda tem o depoimento de Carlos Wizard na CPI da Covid. O empresário é suspeito de integrar o gabinete paralelo e chegou à CPI segurando uma placa em que se lia: Isaías 41:10. “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” . E aí, cai ou não cai? Segundo Carla Zambelli, o governo precisa de orações . Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Jun 30

1 hr 4 min

Nesta semana, vacina superfaturada e 500mil motivos para gritar Fora Bolsonaro
 Depois de o governo de Jair Bolsonaro ignorar dezenas de emails da Pfizer e recusar, inclusive, um desconto, documentos do Ministério das Relações Exteriores mostram que o governo comprou a vacina indiana Covaxin por um preço 1.000% maior do que era anunciado SEIS MESES ANTES pela própria fabricante. O Estadão teve acesso a um telegrama sigiloso da embaixada brasileira em Nova Délhi de agosto do ano passado que informava que o imunizante produzido pela Bharat Biotech tinha o preço estimado em US$ 1,34 por dose. Em dezembro, outro comunicado dizia que o produto custaria “menos que uma garrafa de água”. . Sabe quanto o governo brasileiro pagou? $15 por unidade. Pela cotação de fevereiro, o Ministério da Saúde pagou $80,70. A mais cara das seis vacinas adquiridas até agora . 
 Mas o escândalo da vacina superfaturada não para por aí. Porque há indícios de que o presidente Jair Bolsonaro foi alertado sobre um possível esquema. O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), irmão de um servidor do Ministério da Saúde, disse que conversou pessoalmente com Bolsonaro sobre as suspeitas de corrupção. O presidente, por sua vez, disse que levaria o caso à Polícia Federal, mas o parlamentar não teve mais retorno e as vacinas foram compradas.  
Tudo isso acontece na semana em que o Brasil chega a o terrível e trágico número de 500 mil mortos por Covid-19. Um número que poderia ter sido evitado. Um número que é muito mais que um número. Um número que é feito de gente, de sofrimento, de famílias destruídas, de pais sem filhos, filhos sem mães, homens sem irmãs, mulheres sem amigos. E o presidente não foi capaz de dizer nada.  
Jair Bolsonaro esperou dois dias para se manifestar. E apesar de dizer que lamenta as mortes, a reação aos jornalistas foi outra.Por essas e outras que no último sábado, dia 19, o país gritou FORA BOLSONARO. E nós, no Benita Sois Vós, fazemos coro. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Jun 23

1 hr 8 min

BSV Especial Coronavírus #62 Motociata, Whitney Houston na CPI e tudo muito caro Nesta semana, o recorde fake da motociata, máscara como guardanapo, Whitney Houston na CPI da Covid e tudo muito caro. 
 No último final de semana, ocorreu uma manifestação de apoio ao presidente Jair Bolsonaro em São Paulo. Era uma manifestação de pessoas que estavam montados em motocicletas. A tal da motociata. Circulou nas redes sociais uma mensagem afirmando que a tal da motociata reuniu 1,3 milhão de veículos e entrou para o Guinness Book. Obviamente, é fake. É falso. 
 Vídeo divulgado nesta segunda-feira indica que a mobilização liderada por Jair Bolsonaro reuniu pouco mais de 6mil motos. O vídeo foi disponibilizado pelo canal “Análise de vídeos”, que estudou imagens da Marginal Pinheiros por 16 minutos e indicou, inclusive a metodologia. Deu ruim.  Pra dar seguimento ao ridículo, em cerimonia no inicio da semana, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro-chefe da casa civil, Luiz Eduardo Ramos, decidiram tirar a máscara logo após o hino nacional. Ramos então deu uma nova utilidade ao acessório e o usou como um guardanapo. 
Mas esta semana está demais, ainda tem o ex-governador Wilson Witzel na CPI da Covid, espalhando coisa linda no ventilador. Também conhecido como Whitney Houston, ele complicou Sérgio Moro e trouxe as milícias para o rolo da pandemia. O senador Flávio Bolsonaro, também conhecido por 01, não gostou. Pensou que acabou? Não. Tem  aFundação Palmares, que se desfez de exemplares raros e mais de 5 mil livros do acervo. E ainda vamos falar na queda da renda dos brasileiros e porque o gás, a luz, a comida e tudo está tão caro. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Jun 16

1 hr 1 min

Nesta semana, a gente fala de futebol, porque tudo é político, de Copa América, CPI da Covid e eleições no Peru. Após disputas internas na CBF, está confirmada a realização da Copa América no Basil. Jogadores levantaram a voz, o técnico foi ameaçado e o presidente da CBF, Rogério Caboclo, ofereceu a cabeça de Tite ao presidente Jair Bolsonaro. O vice, General Hamilton Mourão, também meteu o bedelho. Mas nada disso aconteceu. Caboclo foi afastado por uma denúncia de assédio, mas foi o posicionamento dos jogadores que o derrubou. Não são jogadores revolucionários, longe disso, mas se posicionam. O governo federal também se posicionou, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que é um evento pequeno e que não oferece risco ADICIONAL. Ele disse isso em novo depoimento à CPI da Covid. Enquanto isso, Bolsonaro continua mentindo a respeito da COVID, dizendo que não morreu tanta gente assim e usando dados falsamente atribuídos ao Tribunal de Contas da União.O TCU desmentiu a lorota em seguida e o presidente precisou admitir o engodo. E ainda, as eleições no Peru. A legítima filhote de ditador, Keiko Fujimoi, foi derrotada por Pedro Castillo. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

Jun 9

1 hr 11 min

Nesta semana, as manifestações contra Bolsonaro, a Copa América e o PIB. No último sábado, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra o governo de Jair Bolsonaro. Milhares de pessoas que chegaram à conclusão de que ele é mais perigoso que o vírus. Milhares de pessoas que lamentam a morte de quase 500 mil outras pessoas e a destruição de quase 500 mil famílias. . Milhares de pessoas foram às ruas para protestar contra a inoperância e irresponsabilidade de um governo negacionista, que tem projeto de morte . O presidente Jair Bolsonaro, em resposta, disse que as manifestações foram pequenas e ironizou. Pra citar uma figurinha de WhatsApp da qual eu gosto muito, banhou-se nas águas do equívoco. Bolsonaro tanto se banha nas águas do equívoco que está disposto a oferecer o Brasil para sediar a Copa América, às vésperas de uma terceira onda e do novo pior momento da pandemia no país. Copa América ou Cova América, ou Cepa América… E ainda vamos falar do porque não podemos ficar otimistas com a alta do PIB no primeiro trimestre. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Jun 2

55 min 53 sec

Nesta semana, Os motoqueiros de Bolsonaro versus Lula e FHC. E os bons ventos que sopram no Rio Grande do Sul. No último final de semana, o Brasil assistiu um passeio do presidente Jair Bolsonaro com milhares de motoqueiros no Rio de Janeiro. O ato político contou com a presença, inclusive, o GENERAL DA ATIVA Eduardo Pazuello. De novo, sem máscara. O encontro reuniu pessoas muito preocupadas com o uso de máscara, com a covid e com a vida dos brasileiros. Só que não. A mobilização pró-Bolsonaro acontece após um encontro histórico para a política brasileira. Na última sexta-feira, dia 21, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso se encontraram na casa do ex-ministro Nelson Jobim para discutir como superar o bolsonarismo. Frente ampla? Ou frente super-hiper-mega-blaster ampla? E para fechar em nota ainda melhor, um ciclone derrubou a estátua da Havan que fica em Capão da Canoa, no litoral do Rio Grande do Sul. Bons ventos na política brasileira, bons ventos. E ainda tem o depoimento da capitã cloroquina e a lorota do email da Pfizer.

May 26

56 min 24 sec

No episódio desta semana, o depoimento mentiroso de Pazuello na CPI da Covid. E a gente não esqueceu de Ricardo Salles, viu. 
 O ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello prestou depoimento ao longo de quarta e quinta-feira na CPI da Covid, no Senado. Ele foi questionado sobre recomendações para o uso da cloroquina, sobre a demora do Brasil em adquirir doses de vacinas contra a Covid-19, sobre a falta de oxigênio no Amazonas, sobre não ter usado máscara em passeio no shopping, sobre não defender distanciamento, sobre as posturas dele mesmo e do presidente Jair Bolsonaro. E mentiu.  
 Alguns questionaram as contradições e mentiras, como o senador Eduardo Braga, do MDB do Amazonas. Outros questionaram a competência, como o senador Otto Alencar, do PSD da Bahia. Outros, questionaram a palavra de Bolsonaro, como o senador Randolfe Rodrigues, da Rede do Amapá. E agora estamos aqui, para destrinchar as mentiras e as repercussões do depoimento de Eduardo Pazuello. Sem esquecer que a Polícia Federal deflagrou, na última nquarta-feira (19) uma operação que teve como alvo o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por suspeitas de exportação ilegal de madeira.

May 20

1 hr 2 min

Nesta semana, o tratoraço, a CPI e o STF. Reportagem do jornal Estado de São Paulo revelou um esquema montado pelo governo para conquistar apoio por meio de um orçamento secreto. No ano passado, o governo destinou R$ 3 bilhões em emendas para parlamentares do Centrão. Esses parlamentares puderam escolher onde os recursos de emendas de relator seriam aplicados. E foram aplicados inclusive na compra de tratores superfaturados. O caso foi apelidado de "tratoraço" nas redes sociais. Jair Bolsonaro reagiu xingando jornalistas, por isso a gente resolveu fazer um bingo de respostas prontas do presidente. Mas como desgraça pouca é bobagem, em depoimento à CPI da Covid, o diretor presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, confirmou que houve, sim, uma tentativa de se alterar a bula da cloroquina, conforme havia alertado o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Falando em CPI, ainda tem as mentiras no depoimento de Fábio Wajngarten, ex-secretário de comunicação do Governo Federal, que quase saiu preso da reunião de quarta-feira. E como se não bastasse, a Polícia Federal pediu ao STF a abertura de inquérito para investigar suspeita de pagamentos ao ministro Dias Toffoli por venda de decisões. O pedido tem como base o acordo de colaboração premiada de Sérgio Cabral. E ainda tem o jornalista colombiano Daniel Guarín, que vai explicar alguns paralelos entre Brasil e Colômbia nessa crise decorrente da pandemia.

May 12

1 hr 10 min

No episódio desta semana, Paulo Gustavo, o sangue nas mãos de Jair Bolsonaro, e a CPI da Covid O Brasil amanheceu ainda mais triste na quarta-feira (5), com a notícia da morte de Paulo Gustavo, alguém que sempre nos fez rir. O ator morreu em função de sequelas da Covid-19, aos 42 anos. Um homem jovem, saudável, que deixa o marido e dois filhos. O presidente Jair Bolsonaro escreveu no Twitter que lamenta. Será? Pois a partir dos depoimentos dos ex-ministros da saúde na CPI da Covid, fica difícil acreditar que ele lamente de verdade. O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta expôs um projeto de governo baseado no negacionismo e na mentira, em que o governo tentou, inclusive, alterar a bula da cloroquina. Mandetta ainda expôs o ministro da Economia, Paulo Guedes, que já mostrou que não se preocupa com a vida de ninguém além da dele. E citou a participação de um dos filhos do presidente, Carlos Bolsonaro, em reuniões do governo federal. Já o ex-ministro Nelson Teich deixou claro que saiu porque percebeu que não teria autonomia e, também, divergia com relação à cloroquina. Enquanto a isso, o ex-ministro Eduardo Pazuello foge. Depois de passear sem máscara por um shopping no Amazonas, alegou suspeita de Covid para não depôr à CPI nesta semana. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

May 5

1 hr 2 min

No episódio desta semana, o cara da casa de vidro e o fogo no parquinho da CPI da Covid. Com a instalação da CPI da Covid, membros do governo de Jair Bolsonaro resolveram se adiantar às acusações e elaboraram uma tabela com 23 possíveis enquadramentos. Até aí tudo bem, afinal de contas, é preciso se prevenir e saber o que pode enfrentar pela frente. O problema é que, no domingo, reportagem do UOL mostrou que o documento elaborado pela Casa Civil foi enviado a 13 ministérios e sugere acusações, no mínimo, interessantes. Certamente nenhuma desconhecida dos ouvintes do Bendita Sois Vós. Quais seriam elas? 1 - O governo foi negligente com processo de aquisição e desacreditou a eficácia da CoronaVac (que atualmente se encontra no Programa Nacional de Imunização). 2 - O governo minimizou a gravidade da pandemia (negacionismo). 3 - O governo não incentivou a adoção de medidas restritivas. 4 - O governo promoveu tratamento precoce sem evidências científicas comprovadas. 5 - O governo retardou e negligenciou o enfrentamento à crise no Amazonas. 6 - O governo não promoveu campanhas de prevenção à Covid. 7 - O governo não coordenou o enfrentamento à pandemia em âmbito nacional. 8 - O governo entregou a gestão do Ministério da Saúde, durante a crise, a gestores não especializados (militarização do Ministério da Saúde). 9 - O governo demorou a pagar o auxílio-emergencial. E por aí vai. Como se não bastasse, o governo ainda listou coisas que a CPI sequer pretendia investigar. Lembrando que a CPI da Covid tem o objetivo de investigar as ações e as omissões do governo federal na gestão da pandemia e os repasses de recursos a estados e municípios. E por falar em CPI, a excelentíssima deputada Carla Zambelli resolveu comprar briga com Renan Calheiros e entrou na justiça pra impedir que o senador emedebista seja o relator. Não vai rolar. Mas a semana complicada de Bolsonaro, que só está começando, é pior do que parece. Pra ele e pra todos nós. Afinal de contas, reportagem do The Intercept Brasil mostra que grampos sugerem que comparsas do miliciano Adriano da Nóbrega recorreram a Bolsonaro. Quem é Adriano da Nóbrega? O assassino de Marielle Franco. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Apr 28

1 hr 3 min

Nesta semana, vamos falar sobre a cúpula do clima, o desastrea de Ricardo Salles e a piada da mais nova terceira via para 2022. Ninguém em sã consciência esperava bons números do governo de Jair Bolsonaro em relação à preservação do meio ambiente, mas o Brasil chega à Cúpula do Clima com os piores números em muito tempo. Segundo o levantamento do Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia, foram derrubados 810 km2 de árvores na Amazônia Legal em março. Pra se ter uma ideia, Porto Alegre tem 500km2. É o pior resultado para o mês de março em dez anos. O problema é que esses números desmentem a carta que Jair Bolsonaro enviou à Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, na semana passada. Ele prometeu eliminar o desmatamento ilegal até 2030 e pediu apoio dos americanos para conseguir atingir a meta. E agora Bolsonaro chega à Cúpula do Clima com o constrangimento da realidade de que o governo brasileiro só faz destruir. E quanto à corrida presidencial de 2022, temos uma articulação insólita à direita. O humorista Danilo Gentili, se é que se pode chamar-lo assim, reuniu-se com o presidente do Partido Novo, João Amoedo. Gentili aposta em uma chapa formada por Amoedo e Sérgio Moro como uma terceira via. Mas há quem aposte no próprio Gentili como alternativa às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Ele não admite a possibilidade publicamente, mas há quem tenha se empolgado com a ideia. Quem? O MBL. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

Apr 21

1 hr 1 min

No episódio desta semana, o tão esperado alvo na testa de Jair Bolsonaro. Vamos falar sobre a CPI da Covid, o áudio do senador Jorge Kajuru e a mais nova bravata autoritária do projeto de líder e o cancelamento. Um ano após o início da pandemia do novo coronavírus que já matou centenas de milhares de pessoas no Brasil, temos no horizonte a criação da CPI da Covid. O requerimento que pede a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AM). A ideia é, obviamente, investigar as “possíveis” irregularidades do governo federal no combate à pandemia da Covid-19. O presidente Jair Bolsonaro não gostou e, ao que tudo indica, sentiu forte a movimentação. Até porque a CPI pode e deve investigar a crise de oxigênio em Manaus; violações às medidas sanitárias; trocas no Ministério da Saúde; além da recusa de vacinas e consequente atraso na vacinação e falta de insumos. Como resposta, a base do governo ainda tenta apoio para a criação de outra CPI que investigaria governadores e prefeitos. O senador Eduardo Girão, do Podemos do Ceará, elaborou o pedido que já conta com 41 assinaturas. Mas a semana difícil de Bolsonaro não acaba por aí. Porque o senador Jorge Kajuru divulgou o áudio de uma conversa com Jair Bolsonaro em que o presidente pede, justamente, pra jogar governadores e prefeitos na roda. Kajuru disse que avisou Bolsonaro que divulgaria o audio e que o presidente teria concordado. Bolsonaro respondeu falando que, para divulgar, seria necessária uma autorização judicial. E ainda dizem que a terra é plana. Mas Bolsonaro sentiu e sentiu forte. Segundo ele, o país está no limite. Mas ele não se refere às milhares de mortes por dia. Ele diz que espera um “sinal” do povo para tomar “providências. E no meio de tudo isso, ainda tem o cancelamento do Censo, que pode significar uma tentativa do governo de esconder eventuais indicadores negativos. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Apr 14

59 min 43 sec

No Brasil em que morrem mais de quatro mil pessoas por dia em função da Covid-19, o presidente da República, Jair Bolsonaro, faz graça. No Brasil em que morrem mais de quatro mil pessoas por dia em função da Covid-19, o presidente da República, Jair Bolsonaro, diz que não vai ter lockdown. . Mas o Brasil em que morrem mais de quatro mil pessoas por dia em função da Covid-19, temos  os primeiros sinais de que Jair Bolsonaro pode estar derretendo, abrindo espaço para o centrão e implorando para não ser abandonado pelos fascistóides que o apoiaram até aqui . Alguns indícios apontam para esta tendência.  As já discutidas trocas nos ministérios, o fato de que Bolsonaro está atrás de Lula nas pesquisas, os ministros da saúde e relações exteriores  falando coisas normais, e o imbróglio do orçamento, em que ele precisa agradar o Centrão. O problema é que tem santo demais pra pouca missa. E não esqueçamos que Paulo Guedes pode cair. Tudo isso no país em que morrem mais de quatro mil pessoas por dia e a preocupação do governo é que os empresários possam furar a fila e conseguirem vacina antes dos grupos prioritários. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

Apr 7

52 min 53 sec

No episódio desta semana, a confusão no governo de Jair Bolsonaro. Por que, confusão? Vamos lá. O presidente da República foi pressionado pelo Congresso e teve que engolir a queda do chanceler Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores. Em reação surpreendente, ele forçou a saída do general Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa. Mas não parou por aí. Ao todo foram seis trocas no primeiro escalão do governo que, em princípio, indicam uma tentativa de agradar o Centrão e ter mais controle sobre as Forças Armadas. . Porém, porém, porém, parece que o pessoal não concorda com essa ideia de controle. Tanto que, em um movimento inédito, os três comandantes das Forças Armadas colocaram seus cargos à disposição . Mas isso não significa que os militares tenham abandonado o governo, eles só não querem pagar o pato do desastre. Aliás, espalhou-se o boato de que essa debandada foi um protesto às ações antidemocráticas de Jair Bolsonaro, num movimento de preservação das instituições. Ora, gente, não sejamos ingênuos.  Aqui, a gente não acredita que os militares sejam os guardiães da democracia brasileira. Por aqui, esse papo não cola. . Estamos, inclusive, na semana de aniversário do Golpe de 64 . Será que essa movimentação toda significa uma escalada autoritária ou, pelo contrário, um enfraquecimento de Bolsonaro? Ou os dois? Afinal, nessa dança das cadeiras, ninguém sabe que música está tocando. Mas a gente sabe que os militares estão dançando. Não esquecendo que milhares de brasileiros morrem todos os dias em função da Covid-19, em função da inoperância e irresponsabilidade do governo. O desempenho desastroso na pandemia é, inclusive, um ponto de pressão fundamental sobre Jair Bolsonaro. Talvez a gota água. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

Mar 31

1 hr 5 min

Nesta semana, o Brasil ultrapassou o número de 3mil mortes em um dia. Uma marca trágica que não parece comover o presidente da República. Aliás, não parece comover governadores e prefeitos que, na maioria, preferem manter a economia girando enquanto as pessoas morrem aos magotes na república infectada. Por isso, no episódio desta semana, um guia para conversar com negacionistas. Por que Bolsonaro é chamado de genocida? Por que o dilema entre economia e saúde é falso? Onde está a culpa de governadores e prefeitos? Por que as pessoas negam os riscos e por que elas estão erradas? Por que só a vacina pode nos tirar desse buraco? Portanto, se você está com raiva, frustrado, cansado, ouça esse episódio e passe a palavra da salvação adiante. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tercio Saccol.

Mar 24

1 hr

A primeira morte por coronavírus aconteceu há um ano, no Brasil. E agora chegamos à marca de 280 mil vidas perdidas em função da Covid-19 no país. E o que o governo federal e o presidente da República estão fazendo? Pouco, ou quase nada. Depois de dizer que máscaras não funcionam, que lockdown é inútil, que não vai se vacinar, depois de recusar milhões de doses de vacinas, depois de fazer absolutamente tudo para que o vírus continue circulando, Jair Bolsonaro resolveu trocar o Ministro da Saúde. De novo.  
 A primeira sondagem foi com a médica Ludhmilla Hajjar, que se mostrou favorável à necessidade do lockdown regionalizado e contrária ao tratamento precoce. Ela, que já poderia parecer suspeita a uma parte da população por aceitar conversar com Bolsonaro, virou alvo da outra metade. Bolsonaristas ameaçaram inclusive a integridade física da médica, segundo ela contou em entrevista à Globonews. E qual foi a resposta do presidente com relação a isso? Que faz parte. 
 O novo ministro da saúde, então, é o médico Marcelo Queiroga. Na primeira entrevista após o anúncio, o cardiologista afirmou à CNN que lockdown só deve ser aplicado em “situações extremas”. 
 Se isso não é situação extrema, não sabemos o que é. Para termos dimensão da gravidade do momento, conversamos com o Dr. Alexandre Zavascki, médico infectologista e professor da UFRGS, que ressalta o papel fundamental do presidente na desinformação. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Mar 17

57 min 10 sec

Lula tinha certeza que esse dia chegaria. O dia a que Luiz Inácio Lula da Silva se refere é o dia em que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu anular as condenações do ex-presidente petista na Operação Lava Jato. Como se não bastasse, o ministro Gilmar Mendes resolveu retomar a discussão sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro. No dia seguinte. Depois de anos, Lula convocou uma coletiva para falar justamente sobre a anulação das condenações. Mas ao contrário do que muitos esperavam, o tom não foi de raiva, ódio ou ressentimentoNo pronunciamento desta quarta-feira (10), Lula mostrou uma face humana, conciliadora, que dialoga com os mais pobres, que se solidariza com os parentes dos mortos pelo coronavírus. O discurso do petista se opõe frontalmente ao de Jair Bolsonaro. Na forma e no conteúdo. Contrasta com a posição raivosa que, infelizmente, estamos habituados a ouvir. Eleva o nível do debate político e deixa de lado grosserias, ameaças, termos chulos. Mas nao se exime de críticas, pelo contrário. Acerta Bolsonaro na jugular e defende a vacina. Lula não fala em 2022, não diz se será ou não candidato, afinal, essa decisão faz com que ele possa disputar as eleições, mas a disputa está lançada e parece que Bolsonaro entendeu o recado.

Mar 10

59 min

Nesta semana, na primeira semana de março de 2021, o Brasil vive o pior momento da pandemia. Na última terça-feira (2) recorde de mortes. Mais de 1700 pessoas perderam a vida. Vítimas da Covid -19. Vítimas da irresponsabilidade e incompetência e descaso de Jair Bolsonaro. Uma manchete da folha de São Paulo desta quarta-feira (3) diz que, “alegre, Bolsonaro promove almoço bem descontraído, com leitão, em dia de recorde de mortes por Covid-19” Os brasileiros foram abandonados à própria sorte. atordoados por desinformação, há quem não use mais máscara, quem não se preocupe com a nova variante - mais cruel, mais letal -, há quem não veja problema em aglomerar, fazer festa, deixar tudo aberto. Os brasileiros foram abandonados pelo presidente Jair Bolsonaro. Fomos abandonados por quem tem responsabilidade LEGAL pela crise sanitária que vivemos. Sim, legal, porque ele é o presidente. O presidente que não compra vacinas, o presidente negacionista, o presidente que promove cura falsa, o presidente que MENTE compulsivamente. Então temos de nos apegar uns aos outros. Por isso, esse episódio é, também, sobre como resistir. Sobre o importante e necessário mutirão de amor que pode salvar vidas.

Mar 3

1 hr 4 min

Chegando perto da marca de um ano desde a primeira morte por coronavírus no Brasil, resolvemos mostrar, com depoimentos e entrevistas, como essa pandemia afetou as pessoas de forma diferente. No último episódio, falamos sobre o abandono dos profissionais da cultura. . Nesta semana, vamos falar dos tão machucados professores e professoras . É de conhecimento geral que a rotina dos professores no Brasil é cruel. Baixos salários, pouca infraestrutura e praticamente nenhum apoio emocional - ao menos não institucional. Diariamente, os educadores brasileiros lidam, inclusive, com agressões físicas e verbais. . Mas como será que os professores estão lidando com a pandemia? . Os professores foram jogados em turbilhão em que precisaram, do dia para a noite, aprender a dar aulas online, dar conta da presença remota dos alunos, trabalhar de casa, acumular funções e horas. Estudo coordenado pelo pesquisador Flavio Comim, professor das Universidades Ramon Llull, de Barcelona, e de Cambridge, no Reino Unido, indica que seis em cada dez professores se sentiram sem condições de ministrar aulas remotas em casa. E agora podem ser colocados em risco neste novo pico da pandemia. Desde março do ano passado, as aulas presenciais de escolas e universidades das redes pública e privada foram interrompidas. E desde março do ano passado há um debate sobre se retomar o formato presencial. Especialmente agora, com o início do novo ano letivo. É preciso se discutir essa questão por uma série de motivos. Há crianças sem acesso à internet, que não tem como acompanhar aulas online. Há crianças que dependem da escola, inclusive, para ter acesso a uma alimentação de qualidade. Sem contar que há famílias em que os pais precisam sair para trabalhar e não tem com deixar as crianças. O problema é que toda essa discussão que envolve o retorno das aulas presenciais está deixando de fora a opinião, justamente, dos professores, que em última análise serão os mais expostos. Geórgia Santos conversou com o professor Flavio Comim e com a professora Najla Diniz. Também participa do episódio o jornalista Tércio Saccol.

Feb 24

53 min 23 sec

Chegando perto da marca de um ano desde a primeira morte por coronavírus no Brasil, resolvemos mostrar, com depoimentos e entrevistas, como essa pandemia afetou as pessoas de forma diferente. No último episódio, mostramos a situação precária dos motofretistas e entregadores de delivery. . Nesta semana, vamos falar sobre os profissionais da cultura . Os artistas são tratados por vagabundos pelo governo federal e apoiadores. Não é segredo para ninguém. Jair Bolsonaro disseminou muita desinformação sobre artistas e a Lei Rouanet - antes, durante e depois da eleição. Já presidente, acabou com o Ministério da Cultura. O terceiro secretário, Roberto Alvim, caiu porque fez um discurso praticamente plagiando Goebbels. Sim, o ministro da propaganda de Adolf Hitler. Depois, veio Regina Duarte com a missão de "pacificar" a relação entre a classe artística e o governo federal. Não funcionou.  Agora temos Mário Frias, o eterno galã de malhação. Apagado e que, para variar, também não faz absolutamente nada pela cultura do país ou pela classe artística. . E com este governo ATENTO ao setor, não é surpresa que os trabalhadores da cultura estejam entre os profissionais que mais sofreram o impacto financeiro causado pela pandemia de coronavírus no Brasil . E nós não estamos falando de Caetano, Zeca Pagodinho ou Roberto Carlos. Estamos falando de milhares de artistas, roadies, técnicos, operadores de som e luz e até motoristas que dependem da indústria da cultura para sobreviver e foram abandonados. Para compreender melhor o cenário, ouvimos a assessora Bebê Baumgarten; a produtora cultural Luka Ibarra; o ator Alvaro Rosa Costa; e a cantadora Gabriela Lery. Participam as jornalistas Geórgia Santos e Flávia Cunha, que também é responsável pela produção, ao lado de Igor Natusch.

Feb 17

29 min 57 sec

Estamos há quase um ano vivendo a pandemia do novo coronavírus no Brasil e mais, muito mais, de 200 mil pessoas já perderam a vida em função da Covid-19. E como estamos chegando perto dessa marca de um ano, nós resolvemos mostrar, com depoimentos e entrevistas, como essa pandemia afetou as pessoas de forma diferente. Em meio a mobilização de olhar, de forma justa, para os profissionais de saúde, fragilizados e agredidos publicamente, outros trabalhadores passaram ao largo das atenções midiáticas e sociais. E é deles que vamos falar nos próximos quatro episódios. Neste semana, falamos sobre a luta por sobrevivência do Brasil que anda de moto. Vamos falar dos motofrentistas e entregadores de delivery. Para diminuir o contato entre as pessoas, em diversas cidades, como Porto Alegre e São Paulo, apenas atividades essenciais foram mantidas funcionando durante alguns meses de 2020. Shoppings, comércio de rua, escolas, universidades, tudo fechado. Em casa, muitos recorreram ao delivery e compras online. 
 Comida, pacotes, presentes, eletrônicos, medicamentos. O Brasil andou de moto e bicicleta durante alguns meses de 2020. Mas ainda que na maioria das cidades do Brasil o trânsito tenha se reduzido, a situação para os motofrentistas e entregadores não mudou para melhor. Participam Geórgia Santos, Flávia Cunha e Tércio Saccol.

Feb 10

25 min 41 sec

No episódio desta semana, a eleição na Câmara dos Deputados. Maia derrotado, Bolsonaro renascido e Lira abusando do poder - e depois voltando atrás. No filme O Auto da Compadecida, de Guel Arraes, Cabo 70 fala para um João Grilo falsamente surpreso que as autoridades também sofrem. Pois é verdade na ficção e é verdade na realidade. E quem prova é o emotivo Rodrigo Maia, que se despediu da presidência da Câmara dos Deputados com lágrimas nos olhos e a certeza de que falhou. No embate entre Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro, o presidente que adora leite condensado venceu. Mas não nos enganemos. Bolsonaro se fortaleceu, sim, com a vitória de Artur Lira. Mas foi uma vitória cara. Ele está nas mãos do novo presidente da Câmara, que assumiu tirando os opositores da mesa diretora, mas voltou atrás e fez acordo. E o deputado do Progressistas do Alagoas fez festinha, com aglomeração, filha de Roberto Jeferson e Joyce Hasselman. Na peça - ou livro - do Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, o autor diz que se trata de uma história altamente moral, um apelo a misericórdia. Ao que João Grilo responde: ele diz à misericórdia porque sabe que, se fossemos julgados pela justiça, toda a nação seria condenada. Estamos presos em uma peça de literatura. Em uma novela que parece não ter fim.

Feb 3

55 min 22 sec

No episódio desta semana, vamos falar de impeachment. Calma, vamos especificar, porque entre Estados Unidos e os cinco anos do golpe institucional contra Dilma Rousseff se aproximando, é importante esclarecer. Vamos falar sobre o impeachment de Jair Bolsonaro. Não, o processo não foi aberto. Por enquanto, ainda é um sonho. Mas, pela primeira vez desde 2018, é um sonho que pode ser concretizado. No último final de semana, manifestações pelo país pediam a saída de Jair Bolsonaro. Editoriais de jornais tradicionais, que antes apoiaram "Paulo Guedes", agora também pedem a saída de Bolsonaro. Enquanto isso, os crimes de responsabilidade são empilhados no Palácio do Planalto. O que está faltando, então? Pressão política? Apoio do Centrão? Vontade do Rodrigo Maia? O alinhamento dos astros? O Faustão sair da Globo? Opa. Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Jan 27

44 min 50 sec

A boa notícia é que, agora, finalmente, a gente vai respeitar a necessidade de distanciamento socialenquanto parte da população é vacinada. A vacina, finalmente, chegou ao Brasil e a imunização começou nesta semana. O momento que todos os que acreditam na ciência esperavam. O momento que todos os que levam informação a sério esperavam. O começo do fim da pandemia. Mas não por causa de Jair Bolsonaro. Logo após a aprovação, pela Anvisa, das vacinas de Oxford em parceria com a FioCruz e da Sinovac em parceria com o Butantan, não se ouviu falar em Jair Bolsonaro. Nem depois de a enfermeira Mônica Calazans ser a primeira vacinada no país. Não. O grande estadista só se manifestou no dia seguinte e pra falar da inauguração de uma obra. Quando falou, se referiu ao momento mais importante deste 2021 com a expressão APESAR DA VACINA. Se dependesse de Jair Bolsonaro, não teríamos vacina, apenas a mentira de que o tratamento precoce funciona. Aliás, quando dependemos de Jair Bolsonaro, ele rejeitou 50 milhões de doses da vacina de Oxford, 40 milhões da Sinovac. Quando dependemos de Jair Bolsonaro, ele rejeitou as vacinas. Mas este é um episódio de esperança. E pra coroar esse sentimento maravilhoso, hoje, dia 20 de janeiro, é a posse de Joe Biden como o novo presidente dos Estados. É o fim da era Donald Trump e, quem sabe, o começo de um período em que a humanidade tenha algum valor.

Jan 20

1 hr 4 min

No episódio desta semana, como será o nosso capitólio invadido em 2022? No último dia seis, apoiadores de Donald Trump adentraram o Capitólio, a casa do legislativo dos Estados Unidos, para impedir que o Congresso aceitasse o resultado do pleito que elegeu o democrata Joe Biden como o novo presidente. Os manifestantes foram incitados pelo próprio Trump, que disse que foi roubado. Ou melhor, que MENTIU que houve fraude na eleição. Mas não termina por aí, porque o episódio inédito na história da política dos Estados Unidos andou dando ideias a Jair Bolsonaro, que disse que se a eleição não for no papel em 2022, se ainda houver urna eletrônica, aqui "pode acontecer pior" que nos EUA. O problema é que enquanto Bolsonaro se preocupa com 2022, o coronavírus avança no Brasil, deixando um rastro de mais de 200mil mortos e poucas perspectivas de vacina no curto prazo. O ministro da saúde, Eduardo Pazzuelo, é a cara da tragédia. Segundo ele, vamos nos vacinar "no dia D, na hora H". Para discutir esses e outros assuntos participam as jornalistas Geórgia Santos e Flávia Cunha e os jornalistas Igor Natusch e Tércio Saccol.

Jan 13

1 hr 1 min

No episódio desta semana, trazemos razões para ficarmos ainda mais atentos ao Brasil do novo ano. Antes de mais nada, o constante descaso do governo de Jair Bolsonaro com a pandemia de coronavírus. No último final de semana, o estadista mergulhou no mar de uma praia aglomerada onde foi saudado por uma horda de negacionistas. O Reveillon da Covid foi forte. O ministro da saúde, general Eduardo Pazzuello, não se manifesta publicamente há duas semanas e a vacina não está nem perto de chegar, temos nem seringa. O Reino Unido, que já está vacinando a população contra a Covid-19, entrou em lockdown. Por aqui, o presidente diz que a vacina transforma em jacaré, estimula aglomeração e não faz absolutamente nada para impedir que a pandemia se agrave. Enquanto isso, a disputa à presidência da Camara dos Deputados está acirrada. Há quem fale em frente ampla? Será? E para finalizar, ainda vamos falar em resoluções. Qual a tua?

Jan 6

58 min 29 sec

Se você nos perguntar por onde andamos ao longo de 2020, a resposta é que nos desesperávamos. Desesperadamente gritamos em português. Gritamos de medo, por revolta, angústia, ansiedade, incerteza, dor, luto, desalento, desespero, desesperança, dúvida e mais medo. Desesperadamente gritamos em português por mais cuidado, mais emprego, renda, saúde, educação, mais atenção, remédios, mais médicos, empatia, respeito, máscaras, comida. Mas não nos ouviram. O ano de 2020 fica marcado na historia do mundo como o receptáculo da pior pandemia dos últimos cem anos. E presentemente, nós, brasileiros, não podemos nos considerar sujeitos de sorte. Porque 2020, por estas bandas, fica marcado na história como o ano em que fomos abandonados à própria sorte. Mais de 190mil brasileiros morreram vítimas do coronavírus, principalmente, porque o governo de Jair Bolsonaro escolheu ser guiado pela ignorância. Mais de 190mil famílias passaram o Natal de luto também porque o governo de Jair Bolsonaro escolheu não combater a pandemia. Mais de 190mil famílias não estão sãs, salvas e fortes porque o governo de Jair Bolsonaro escolheu ironizar medidas de proteção, incentivar o consumo de medicação não aprovada para combater a Covid-19, desacreditar as vacinas que chegam como um sopro de esperança. Mais de 190mil brasileiros sangraram demais e pagaram a conta por termos escolhido uma pessoa que não é apenas despreparada para governar o nosso país, mas que é imoral, sádica e não, não está nem aí para a pátria, para Deus ou para qualquer família que não seja a dele. De todas as vezes em que o brasileiro quis que um ano acabasse, o desejo nunca foi tão sincero. Mas emprestando a letra da canção de Belchior que virou o hino desta pandemia, chegamos ao último episódio do ano com o alívio de que pelo menos agora a gente já não pode sofrer no ano passado. 2021 se avizinha. Sim, com esperança, porque estamos juntos. Participam do programa os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

Dec 2020

52 min 39 sec

Algumas pessoas imaginavam que em dezembro já estaríamos vivendo normalmente. Outros, só esperavam um Natal em família. Mas 2020 chega ao fim e ainda estamos enfrentando o vírus e diversas outras epidemias. Epidemia de ansiedade, epidemia de violência, epidemia de empobrecimento. . Chegamos a 2021 em uma tempestade perfeita. A pandemia que não se foi, desemprego alto, inflação alta - especialmente de alimentos - e o fim do auxílio emergencial . Essa conjuntura provoca uma série de incertezas, especialmente para os brasileiros mais frágeis economicamente e que começam o ano sem saber exatamente quais as possibilidades de trabalho e sem saber se terão os R$600, os R$300 reais ou nada. Soma-se a isso uma crise política, a incapacidade do governo de Jair Bolsonaro de lidar com a pandemia e a demora do Brasil em institucionalizar a vacinação e temos, de fato, uma tempestade perfeita. Para tentar entender essa conjuntura econômica, nós vamos conversar com o economista Ely José Mattos, professor da PUCRS, sobre a inflação e a importância do auxílio emergencial. Nós ainda conversamos com a educadora financeira Cintia Senna e com o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, sobre como a educação financeira pode ajudar, inclusive, a população de baixa renda. Mas a educação financeira também tem seus limites. E aí entra o trabalho de pessoas como a Raquel Grabauska, que, diante dessa epidemia de empobrecimento, criou o projeto solidário CQM+, que ajuda pessoas em vulnerabilidade social em Porto Alegre. Participam do programa os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Dec 2020

1 hr 18 min

No início do ano, a esperança era passar o Natal e o Ano Novo com a família reunida. Mas a incompetência de Bolsonaro não permitiu. O coronavírus venceu. A incompetência de Bolsonaro está na morte de mais de 180mil pessoas por coronavírus no país.  Enquanto isso, o ministro da saúde, General Eduardo Pazzuello, participou de festinha, sem máscara, na casa do governador de Brasília, Ibaneis Rocha. Com direito a karaokê e Zezé di Camargo. . O máximo que o Ministério da Saúde faz é transmitir uma missa no canal do SUS . Ah, mas tem o plano nacional de vacinação, não? Não. O governo convidou um grupo de 36 especialistas para montar a estratégia e inclusive cita o nome dos pesquisadores no documento de 93 páginas. O problema é que esqueceram de comunicar os pesquisadores, que ficaram sabendo do plano pela imprensa. Ou seja, o governo afirmou que os 36 cientistas endossavam o plano, mas eles sequer tiveram acesso ao documento. Pensa que acabou? Não. De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, em reunião com Pazuello, pesquisadores tiveram microfones silenciados e não puderam falar. . O mundo começa a ser vacinado, profissionais da saúde dançam de alegria nos Estados Unidos, e nós estamos aqui, esperando um governo inepto e criminoso assistir à população brasileira. Estamos à merce da incompetência de Bolsonaro . Ah, e ainda tem o novo Fundeb e a ABIN, a Agência Brasileira de Inteligência, a serviço de Flávio Bolsonaro, filho do presidente. É mole? 2020 não dá folga nem dezembro. E não tem indicativo de que 2021 será melhor. A falta de planejamento e a incompetência cobram seu preço. Participam do programa os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Dec 2020

50 min 37 sec

Finalmente, uma vacina. Finalmente, uma luz no fim do túnel. O Reino Unido começou a vacinar a população contra a Covid-19 na última terça-feira, 8. Os britânicos estão sendo imunizados com a vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer e da empresa alemã de biotecnologia BioNTech. Margaret Keenan, uma senhora de 90 anos, foi a primeira a receber a dose da vacina que o Brasil não quer - pelo menos o governo age como se não quisesse. Por aqui, o presidente da República Federativa do Brasil, um país em que mais de 178 mil pessoas morreram em função da Covid-19, não faz nada. Não, faz sim. Jair Messias Bolsonaro inaugurou uma exposição com as roupas que ele e a primeira-dama, Michelle, usaram na posse. O governo de São Paulo anunciou que pretende começar a imunização com a CoronaVac em janeiro. A vacina está sendo desenvolvida no Brasil pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Mas depende da aprovação da Anvisa. E não nos esqueçamos que Bolsonaro colocou militares na Anvisa para controlar as vacinas. É quase como se ele não quisesse que a pandemia acabe. Participam do programa os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.

Dec 2020

1 hr 4 min