Assim Assado

By Bruno Martins

Um podcast de histórias gastronómicas

  1. 1.
    Assim Assado & Paez: “Resistir de Pé” com Marcella Ghirelli
    1:08:57
  2. 2.
    Assim Assado & Paez: “Resistir de Pé” com Diana Reis
    1:09:43
  3. 3.
    Assim Assado & Paez: “Resistir de Pé” com André Cabrita
    1:14:23
  4. 4.
    Assim Assado & Paez: “Resistir de Pé”, com Ivo Tavares
    1:03:29
  5. 5.
    Assim Assado & Paez: “Resistir de Pé”, com Ana Leão
    59:10
  6. 6.
    Episódio 58: Ana Moura
    51:35
  7. 7.
    Episódio 57: Pedro Braga
    1:05:44
  8. 8.
    Episódio 56: Mauro Soares
    1:07:23
  1. 9.
    Episódio 55: Ágata Mandillo
    59:31
  2. 10.
    Episódio 54: Zé Paulo Rocha
    47:12
  3. 11.
    Episódio 53: Bruno Caseiro
    1:14:45
  4. 12.
    Episódio 52: Mateus Freire
    1:05:10
  5. 13.
    Episódio 51: Leonor Godinho
    53:02
  6. 14.
    Episódio 50: Hugo Candeias
    51:19
  7. 15.
    Episódio 49: Natalie Castro
    1:01:30
  8. 16.
    Episódio 48: Carlos Afonso
    1:00:54
  9. 17.
    Episódio 47: João Oliveira
    1:22:35
  10. 18.
    Episódio 46: Rui Rocha Costa
    1:02:00
  11. 19.
    Episódio 45: Rafael Tonon
    59:49
  12. 20.
    Episódio 44: Ricardo Dias Ferreira
    56:16
  13. 21.
    Episódio 43: Michele Marques
    55:54
  14. 22.
    Episódio 42: Rodrigo Castelo
    47:21
  15. 23.
    Episódio 41: Pedro Bandeira Abril
    1:07:54
  16. 24.
    Episódio 40: João Rodrigues
    1:04:01
  17. 25.
    Episódio 39: Duarte Lebre de Freitas
    1:07:01
  18. 26.
    Episódio 38: Hugo Brito
    54:01
  19. 27.
    Episódio 37: Marta Caldeirão e André Coelho
    34:50
  20. 28.
    Episódio 36: Lucas Azevedo
    1:00:12
  21. 29.
    Episódio 35: Manuel Lino
    1:01:01
  22. 30.
    Episódio 34: Joana Duarte
    45:40
  23. 31.
    Episódio 33: Paulo Amado
    51:00
  24. 32.
    Episódio 32: Joana Garcia
    59:15
  25. 33.
    Episódio 31: André Lança Cordeiro
    1:09:20
  26. 34.
    Episódio 30: Miguel Azevedo Peres
    1:16:33
  27. 35.
    Episódio 29: Eddy Melo
    1:04:20
  28. 36.
    Episódio 28: Tiago Lessa
    53:00
  29. 37.
    Episódio 27: Bernardo Agrela
    1:10:11
  30. 38.
    Episódio 26: Leopoldo Garcia Calhau
    52:43
  31. 39.
    Assim Assado powered by Zomato: Alex Atala
    25:56
  32. 40.
    Assim Assado powered by Zomato (VI): Roberta Sudbrack
    23:30
  33. 41.
    Assim Assado powered by Zomato (V): Vasco Coelho Santos
    37:18
  34. 42.
    Assim Assado powered by Zomato (IV): Paulo Sebastião
    28:38
  35. 43.
    Assim Assado powered by Zomato (III): o NOMA no Melting
    47:39
  36. 44.
    Assim Assado powered by Zomato (II): Noélia Jerónimo
    29:37
  37. 45.
    Assim Assado powered by Zomato (I): Shani Rosner
    37:16
  38. 46.
    Episódio 25: Miguel Laffan
    58:19
  39. 47.
    O colorido, harmonioso e muito saboroso mundo dos cocktails
    1:20:23
  40. 48.
    Episódio 24: Pedro Almeida
    55:38
  41. 49.
    Episódio 23: Julien Montbabut
    49:02
  42. 50.
    Episódio 22: Tomás Pires
    48:12

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Este é um sonho de Ana Moura há muitos anos, mesmo ainda antes ainda de ter acabado o curso de Marketing e Gestão de Empresas. À pergunta “porque é que foi do marketing para a cozinha?”, a chefe responde entre risos: “A questão é porque é que fui para o Marketing!”

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Ana Moura carrega uma formação riquíssima, a demonstração da sua dedicação às artes gastronómicas e às vontade de querer aprender sempre mais. Além do curso na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, formou-se em pastelaria e também tirou o curso de sommelier – algo que hoje lhe dá um jeito tremendo, uma vez que é ela que vai escolher os vinhos que terá à venda no Lamelas, tentado, inclusivamente, demonstrar “a importância de não ter os vinhos acima do preço, mas sim com os preços corretos”. 

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As saudades do País Basco

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Ana esteve uma longa temporada de cerca de quatro anos em Espanha, O tri-estrelado Arzak foi um dos restaurantes que deixou marcas na chefe, profissionais e também pessoais. Ainda hoje, confessa, e sempre que possível, gosta de poder ir passar uma semana das suas férias à cidade basca, que continua a ser para si uma forte inspiração.

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Depois da aventura da Bacalhoaria Moderna, restaurante que se tornou uma das vítimas da restauração por causa da pandemia, Ana Moura, sem medo da descentralização e de sair de um centro urbano, muda-se agora para a costa alentejana e junta-se a uma rota onde estão já estão Bruno Caseiro na Cavalariça, na Comporta; Alexandre Silva no Craveiral Farmhouse, em São Teotónio; ou Hugo Nascimento no Naperon, em Odeceixe. Todos a trazerem ainda mais sabor, criatividade e riqueza gastronómica a esta belíssima Rota Vicentina. 

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O conteúdo Episódio 58: Ana Moura aparece primeiro em Assim Assado.

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Pedro Braga é o chefe e proprietário do Mito, no Porto, restaurante que, em pouco mais de três anos, se tornou numa referência na gastronomia d a Invicta com a sua cozinha de autor e que, nos últimos meses, foi obrigado a puxar muito pelas ideias. Até à reabertura – pelo menos – o Mito chama-se “Pause Mito Play Burger”.

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Começamos a conversa com uma pequena provocação a Pedro Braga, ele que, com 15 anos teve a sua primeira experiência na restauração. Vai daí, começamos com a pergunta ao chefe de 38 anos: “Contas feitas, são já 25 anos a trabalhar em cozinhas, Pedro?”

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Nada disso, responde o chefe. Essa primeira experiência foi uma rápida passagem por um café de família em Sintra, durante umas férias de verão. A cozinha “veio mais tarde”, mas começou tudo com o curso de Gestão Hoteleira, que o levou ao “backoffice” das cozinhas: food and beverage. Ainda assim, e porque já era hábito ser ele o homem dos cozinhados nas paródias de fins-de-semana com os amigos, a ligação aos tachos começou a estreitar-se e Pedro Braga começou a passar cada vez mais tempo no lado de lá.

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De Inglaterra até casa

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Esse crescente fascínio pelo lado operacional e criativo das cozinhas levou o chefe até Inglaterra, à escola Le Cordon Bleu, onde acabou por se formar nas artes culinárias e a ganhar experiência no restaurante do mítico Pierre Koffmann – e importa prestar atenção ao minuto 15 da conversa desta semana.

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O regresso de Pedro Braga a Portugal levou-o até aos restaurantes de Pedro Lemos, à steakhouse Tenra e ao Reitoria. Até que, em 2017, chegou a aventura do seu próprio restaurante. Nasceu o Mito, um espaço de imaginação marcado por múltiplos sabores marcados pelas várias experiências e geografias na vida do chefe: das experiências na grelha com carnes maturadas, passando por referências asiáticas até aos sabores mediterrânicos.

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O que tem em comum o Mito, o Pigmeu e o Noma?

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Até Março do ano passado o Mito era uma espécie de tela em branco para Pedro Braga. Depois, tudo mudou. Depois de um período fechado – sem take aways – o chefe decidiu arregaçar as mangas e adotar uma nova estratégia. Chama-se “Pause Mito Play Burger” e é como um pop-up dentro do conceito Mito: uma hamburgueria, mas com vontade de não ser mais uma hamburgueria. Tal como, por exemplo, também Miguel Azevedo Peres transformou o Pigmeu no Reco-Reco; ou René Redzepi transformou o Noma num restaurante de hambúrgueres, também Pedro Braga quis levar o conforto dos pães cheios de molho a escorrer pelas mãos a casa dos clientes.

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É isso que o chefe do Mito explica nesta conversa: porquê os hambúrgueres e que hambúrgueres podem fazer a diferença num restaurante de cozinha de autor. E mais: será que os hambúrgueres vão continuar a fazer parte da carta quando se der um “Pause Burger Play Mito”? A isso e a muito mais – como a necessidade de ter gente de fora a trazer conhecimento e experiência à cozinha nos “#TAT – Take Away Thursdays” – responde Pedro Braga neste episódio do Assim Assado.

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O conteúdo Episódio 57: Pedro Braga aparece primeiro em Assim Assado.

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Um assador de trazer por casa. Mauro Soares não é cozinheiro de restaurante, mas trabalha a grelha como um profissional. Um especialista em carne; aficcionado dos barbecues que mostra todos os seus talentos na página de Instagram “O Ponto Certo da Carne”.

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Quando apareceu a vontade de criar um podcast dedicado ao mundo da cozinha e às histórias gastronómicas, a ideia era visitar e dar a conhecer paixões de pessoas com uma proximidade visceral com a gastronomia. É natural que essa paixão seja bastante mais vincada em cozinheiros e chefes de cozinha, até porque o dia-a-dia – e como já ouvimos por aqui em vários episódios – só com amor à causa é que surge a adrenalina que faz suportar as jornadas de trabalho.

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Ainda assim, havia também a vontade de partilhar algumas histórias de pessoas que, mesmo sem esse corre-corre diário, tivessem pelo produto e pela sua confeção, a mesma paixão. Mesmo que não fosse uma ligação profissional às cozinhas. Foi com essa devoção que nasceram, nos últimos anos, tantos restaurantes ou projetos pessoais de pessoas que, a meio da vida, decidiram largar tudo para se agarrar aos tachos.

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Mauro Soares tem 35 anos e há dez que trabalha no negócio das carnes: não é talhante, não é cozinheiro, mas sabe muito da matéria. Engenheiro Zootécnico (está aqui um link direto para o Google, de nada) de formação, Mauro acabou para ir trabalhar para a grande distribuição das carnes e a aprender ainda mais sobre a criação, produção, venda e – é aqui a este ponto que chegamos agora: a confeção.

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Desde pequeno que Mauro Soares assumiu as responsabilidades do fogo e da grelha. Certamente motivado pelos convívios familiares e de amigos, foi aprendendo e a ter vontade de ganhar ainda mais conhecimento. Com o gosto a crescer, Mauro também se tornou num profundo adepto de bons espaços dedicados à confeção da carne, aproveitando o seu Instagram e a sua página “O Ponto Certo da Carne” para partilhar algumas opiniões.

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Mauro Soares tem partilhado, às quintas-feiras alguns #throwbacks de recordações de visitas a restaurantes que o marcaram.

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A carne toda no assador

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No episódio desta semana do “Assim Assado”, além de se abordarem alguns tópicos importantes com o consumo da carne – como, por exemplo, porco “mal passado”, sim ou não? – há algumas dicas para conversas com no talho, porque “atrás de um grande talhante existe um grande cozinheiro”. Mauro Soares dá também sugestões sobre a forma de melhor cozinhar carne num apartamento sem receber ralhetes dos vizinhos; e até dicas de livros que podem ajudar a aprender mais.

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Tataki de presa de porco preto da SEL – Salsicharia Estremocense
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Voltando às paixões, nesta altura da vida, Mauro não se vê a mudar de área e a tornar-se proprietário de um restaurante ou, sequer, a assumir a liderança de uma cozinha. “Eu continuo a adorar aquilo que faço e a trabalhar na empresa em que trabalho. Isto é o chamado win-win: tenho uma página onde falo sobre o que gosto, expor o que gosto e tentar ajudar as pessoas interessadas como posso”, diz. Ainda assim, há uma total abertura da parte deste mestre da grelha para eventuais pop-ups ou eventos ocasionais onde possa dar a provar o seu saber e a sua técnica – como fez, curiosamente, no evento de onde saiu a fotografia que ilustra este episódio. “Era para fazer um churrasco para 15 pessoas e acabámos na inauguração de um restaurante com 300 convidados.”

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“Franklin – Barbecue” e “Franklin – Steak”, de Aaron Franklin e Jordan MacCay
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\"\"
“Meat”, de Pat Lafreida e “Butchering – Beef”, de Adam Danforth
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\"\"
“Definição Anatómica das Peças de Talho”, de Ivo Soares (1959)
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\"\"
“Entre Brasas”, de Juan Manuel Benayas
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O conteúdo Episódio 56: Mauro Soares aparece primeiro em Assim Assado.

","id":"6fmqN5JQ0432nrPdN9G0Dk","images":[{"height":640,"url":"https://i.scdn.co/image/566b4cf86479d8730657cff8015d90466238a3a6","width":640},{"height":300,"url":"https://i.scdn.co/image/629df76b9d49cb06526c74a130235820a5b4873e","width":300},{"height":64,"url":"https://i.scdn.co/image/7f963dc07bacaecd32d5573f307530d4d237a051","width":64}],"is_externally_hosted":false,"is_paywall_content":false,"is_playable":true,"language":"pt-PT","languages":["pt-PT"],"name":"Episódio 56: Mauro Soares","release_date":"2021-03-05","release_date_precision":"day","type":"episode","uri":"spotify:episode:6fmqN5JQ0432nrPdN9G0Dk"},{"audio_preview_url":"https://p.scdn.co/mp3-preview/a67828f9c678ebfc8eb4d0a4ad8fb02fa155d5ae","content_type":"PODCAST_EPISODE","description":"Há quase sete anos que Ágata Mandillo lidera o In Bocca Al Lupo. O nome em italiano denúncia: é um restaurante de pizzas, projeto que começou por ser de família, mas que é hoje espaço para a afirmação de uma ideologia pessoal: o respeito máximo pela sazonalidade de pelos produtos… O conteúdo Episódio 55: Ágata Mandillo aparece primeiro em Assim Assado.","duration_ms":3571000,"explicit":false,"external_urls":{"spotify":"https://open.spotify.com/episode/5xbvfjfDoFPBce7dcUKYgU"},"href":"https://api.spotify.com/v1/episodes/5xbvfjfDoFPBce7dcUKYgU","html_description":"

Há quase sete anos que Ágata Mandillo lidera o In Bocca Al Lupo. O nome em italiano denúncia: é um restaurante de pizzas, projeto que começou por ser de família, mas que é hoje espaço para a afirmação de uma ideologia pessoal: o respeito máximo pela sazonalidade de pelos produtos orgânicos.

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Ágata Mandillo nasceu em Portugal, filha e neta de italianos, e foi com a cultura italiana que cresceu. E aqui, quando falamos de Itália, falamos, particularmente, das festas nas mesas da cozinha recheadas de comida e de pizzas. A imaginação cinematográfica leva-nos, claro, para toalhas aos quadrados, vinho, queijo, pasta e gente feliz a rir e a falar alto.

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São clichês que vêm do grande ecrã e dos livros – Ágata, certamente, não nos levará a mal. Mas foi dessa união familiar, da troca de experiências e de pizzas feitas em forno de lenha numa casa de férias no Alentejo que nasceu In Bocca Al Lupo – uma expressão muito utilizada pela avó que significa “boa sorte”. Boa sorte porque vais meter-te “na boca do lobo”. Em julho de 2014, o restaurante era inaugurado e apresentado como a primeira pizzaria 100 por cento biológica de Lisboa.

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A crescer, mesmo sem fermento

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Para Ágata Mandillo, o respeito pelo produto é fundamental neste projeto que continua a crescer. A chefe e proprietária do In Bocca Al Lupo é vegetariana desde bebé. “Nunca comi carne de vaca”, diz, mas sem qualquer tipo de sobranceria. Foi assim que os pais a educaram e acabou por se tornar natural. De qualquer das formas, não se pense que aqui não se vendem pizzas sem carne: no menu, por exemplo, podemos encontrar presunto de Parma e salame.

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No meio de quase três dezenas de criações que são cozidas num forno a lenha – e com uma base sem fermento! – o denominador comum e um elemento fundamental é a frescura dos ingredientes, que são oriundos de vários pontos de Portugal e também de Itália, alguns deles que se podem comprar na recém-inaugurada mercearia In Bocca Al Lupo.

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Este é um projeto em constante mutação e crescimento. Nesta conversa que percorre a história da pizzaria e que reflete a determinação de Ágata Mandillo e da sua equipa na busca dos sabores mais puros, acabamos por descobrir a vontade de trazer algo novo para este projeto de vida: uma ideia de sustentabilidade, de mudança de costumes através da ação, mas sem imposições.

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“É uma estratégia de sobrevivência”, diz a chefe, a propósito dos desafios do último ano. Novas ideias e, inclusivamente, a criação de um novo conceito: um novo restaurante, feito a meias entre Ágata Mandillo, cinco dos seus atuais colaboradores na pizzaria, e também com série de produtores.

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O novo espaço – também apresentado nesta conversa – verá a luz do dia, correndo tudo bem, nos próximos meses. “É a forma de nos mantermos a acreditar e positivos: fazer coisas que possam ter impacto e tentar fazer sentido”.

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A tudo isto, dizemos nós: “In Bocca Al Lupo” – boa sorte!

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O conteúdo Episódio 55: Ágata Mandillo aparece primeiro em Assim Assado.

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O que leva um jovem de 21 anos a abrir um restaurante? No caso de Zé Paulo Rocha, do Velho Eurico, uma excelente oportunidade de fazer várias homenagens: à comida portuguesa (particularmente às heranças minhotas); à família e também ao antigo proprietário de uma velha tasca, junto ao Castelo de São Jorge.

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Foi em 2019 que Zé Paulo Rocha e Fábio Algarvio uniram esforços e atiraram-se, corajosos, para um tremendo desafio: abrir um restaurante na então concorrida, agitada, desafiante e desconfinada Lisboa. Com turistas a calcorrearem as calçadas de Alfama; com tuc-tucs a acelerarem para cima e para baixo nas encostas; com uma clientela cada vez mais esfomeada por novos sabores e sensações, a dupla de jovens cozinheiros não virou as costas ao desafio e transformou a Eurico Casa de Pasto na nova tasca O Velho Eurico.

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“Eu não podia desperdiçar um nome destes”, diz Zé Paulo Rocha, hoje com 23 anos, a partir da cozinha onde vai trabalhando num novo-velho desafio: levar comida de conforto até à casa dos clientes. “Também queria muito fazer uma homenagem ao senhor Eurico”, que trespassou a casa por doença, “e à dona Lina”, a mulher que agarrou nos tachos após as dificuldades de saúde do marido.

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Herança minhota

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O senhor Eurico e a dona Lina são ambos de Paredes de Coura e há já 40 anos que traziam até este histórico bairro de Lisboa os sabores da tradição minhota. Zé Paulo Rocha é lisboeta, mas também carrega às costas uma forte e orgulhosa herança minhota, ou não fosse a sua família de Vila Nova de Cerveira. Filho de pai e mãe que também vieram para Lisboa para abrir restaurante na Praça da Figueira.

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Era quase impensável que Zé Paulo Rocha, que passava as tardes e as férias na tasca dos pais, não se entregasse à vida de restaurador. Esteve para tirar desporto, mas o prazer do palato foi maior, por isso formou-se na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, no Alto de São João (onde conheceu Fábio Algarvio); abriu um negócio com os pais; trabalhou na Taberna Sal Grosso (com alguns amigos do coletivo de cozinha-punk New Kids On The Block que anda a incendiar a região de Lisboa e a tornar o confinamento de alguns bem mais suportável) até se estabelecer nesta sua casa: O Velho Eurico.

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Tradição 2.0 premiada

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N’O Velho Eurico, Zé Paulo e Fábio praticam uma espécie de tradição 2.0. Uma mistura aprimorada de sabores tradicionais conseguidos através dos melhores produtos e de uma técnica infalível. É por isso que cada garfada é um deboche e cada lambidela de dedos é um festim; alegrias constantes que não passaram despercebido ao júri dos prémios Mesa Marcada 2021, que galardoou O Velho Eurico com o prémio Mesa Diária, uma distinção para os restaurantes que aliam a qualidade aos preços acessíveis.

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Em alturas de confinamento e de restaurantes fechados, juntou-se mais uma inquilina à cozinha d’O Velho Eurico: a Colher Torta de Ana Leão que trouxe mais saborosas novidades a uma cozinha de portas e de coração abertos a todos os que estão dispostos à partilha. Esse é, aliás, um dos desígnios desta casa: se a pandemia, por um lado, afasta-nos uns dos outros, por outro a comida une. Traz-nos memórias no conforto do lar e, neste caso particular, traz alegria e união a um grupo de cozinheiros e amigos que só quer ver gente feliz à mesa.

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O conteúdo Episódio 54: Zé Paulo Rocha aparece primeiro em Assim Assado.

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É o chefe da cozinha – e um dos sócios – da Cavalariça, na Comporta. Em alturas de novo confinamento, uma conversa sobre as ambições de Bruno Caseiro, cozinheiro que foi dançarino de alta competição, pensou tornar-se fisioterapeuta, formou-se em psicologia e hoje é uma referência da nova gastronomia em Portugal.

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Foto: Gonçalo F. Santos

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A conversa era para acontecer no mais recente espaço da Cavalariça, aberto no final do ano, em Lisboa. As restrições trocaram as voltas ao encontro do Assim Assado com o chefe Bruno Caseiro: uma conversa feita à distância, mas também com mais tempo. O cozinheiro e toda a sua equipa tiveram que voltar a fechar os dois espaços por tempo indeterminado.

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Há, contudo, ilações a tirar da experiência do primeiro confinamento. Esta é uma entrevista onde Bruno Caseiro explica, por exemplo, a adaptação da carta da Cavalariça a um público mais nacional.

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Cavalariça 2.0 também em Lisboa

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A Cavalariça foi inaugurada em 2017 na vila alentejana da Comporta, num projeto a meias entre Bruno Caseiro, a sua mulher, Filipa Gonçalves, e o sócio Christopher Morell. A ideia de abrir noutro ponto do país concretizou-se no final de 2020, com um outro espaço a ser inaugurado – provisoriamente – em Lisboa, entre o Cais do Sodré e Santos.

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Aconteceu em plena pandemia, num desafio ousado, mas há muito desejado e bem calculado. Um primeiro passo antes da mudança em definitivo, tudo indica, para perto do Largo Camões, bem perto do restaurante onde Bruno Caseiro deu os seus primeiros passos enquanto cozinheiro: o Sea Me.

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A vida do chefe deu muitas voltas: de dançarino de alta competição até à formação em psicologia para trabalhar, durante uma década, em Recursos Humanos. O bichinho da comida e das cozinhas veio dos programas de televisão, a que assistia com um bloco de notas na mão. Viragem à esquerda já em idade adulta e toca a correr atrás de um sonho: ter o seu próprio restaurante.

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Além do Sea Me, Bruno estagiou em Londres – com Nuno Mendes; foi para a América do Sul, onde esteve no DOM de Alex Atala, voltou a Londres para trabalhar com Nuno Mendes e António Galapito; conheceu a sua mulher – Filipa é pasteleira – e concretizou o objetivo, há quase cinco anos quando voltou para Portugal e se mudou para a Costa Alentejana.

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Em período de paragem, o chefe confessa que vai voltar a dedicar mais tempo à mulher e ao bebé que há seis meses que há lá em casa; vai pôr em dia a “checklist” de tarefas e ideias diárias que continua a apontar num caderninho que anda sempre consigo.

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O conteúdo Episódio 53: Bruno Caseiro aparece primeiro em Assim Assado.

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Nasceu e cresceu na Covilhã e não nega que as suas origens beirãs influenciam a sua paixão pela cozinha tradicional. No Faz Frio, Mateus Freire faz questão de ter sempre bacalhau e em véspera de Natal dá-nos uma dica preciosa para a confeção da ceia de hoje.

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Mateus Freire tem 32 anos e percebeu que queria fazer vida nas cozinhas há cerca de década e meia. O percurso do chefe, que há dois anos se estabeleceu na liderança da cozinha do restaurante Faz Frio, passa por várias regiões de Portugal: a começar na cozinha da avó e da mãe; passando pelas escolas de cozinha do Fundão e de Santarém; pelas cozinhas de Vítor Claro (no Alentejo e em Paço de Arcos); até à Fortaleza do Guincho.

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Hoje, no Restaurante Faz Frio – restaurante com mais de um século de existência física no Príncipe Real (Lisboa), reaberto há dois anos – Mateus Freire abraçou, definitivamente, a paixão que tem pelo clássico receituário português, de Norte a Sul do País.

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Cozinha de muito sabor, de muito conforto, com pratos clássicos e reconhecidos dos mais antigos canhenhos: das empadas aos arrozes de tacho até ao indispensável bacalhau, incluindo uma receita que, diz Mateus, terá sido resgatada a um tempo perdido: o Bacalhau à Assis, feito com batata e cenoura em palha e presunto.

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Dica para a ceia de Natal

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Este é um episódio de coincidências: uma conversa que era para ter acontecido no Faz Frio a 21 de dezembro, dia do solstício de inverno, em que o tempo começa a arrefecer (acabou por acontecer no dia seguinte). Mateus é também um chefe que gosta de ter sempre na carta um prato de bacalhau, iguaria que não costuma faltar da casa-portuguesa-com-certeza na ceia de Natal.

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Ora, aproveitando a conversa com um especialista em bacalhau, pedimos-lhe uma sugestão para a confeção do “fiel amigo” na noite de Natal.

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Para ouvir a resposta completa, é só ficar a escutar o episódio com o Mateus Freire. É esta a prenda especial do podcast Assim Assado para todos os seus ouvintes, com votos de Boas Festas: Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

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O conteúdo Episódio 52: Mateus Freire aparece primeiro em Assim Assado.

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Foi há um ano e meio que Leonor Godinho assumiu a liderança da cozinha da tap room Musa da Bica, em Lisboa, com um desafio de ousadia e rebeldia: pôr os clientes a comer com as mãos e lamber os dedos. Uma proposta bem diferente de outras que Leonor teve no passado.

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O ano de 2020 não está, de todo, a ser fácil, mas Leonor Godinho, chefe da Musa da Bica, recusa-se a baixar os braços. Há um assumido sentido de resiliência, de não ficar à espera que os problemas desapareçam unicamente às custas de uma vacina. É por essa resiliência e por olhar para o copo “meio cheio” que Leonor diz que o último ano, ainda que tenha sido diferente de tudo o que esperava, foi um ano positivo.

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Os desafios, quando se juntou ao projeto da Musa – a fábrica de casa de cervejas em Marvila e, mais recentemente, no cruzamento da Bica com o Cais do Sodré – eram bastante diferentes de tudo aquilo que Leonor Godinho tinha feito até então: os últimos anos tinham sido passados no Hotel Altis, em Belém, onde chegou a passar pelo restaurante Feitoria, do chefe João Rodrigues.

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O fine dining ficou lá para trás. As vontades da chefe hoje são outras: na Musa da Bica não há, por exemplo, serviço de mesa. Usam-se poucos talheres e privilegia-se o uso das mãos para comer o que vem da cozinha, praticamente tudo ali mesmo preparado: das tortilhas dos tacos aos produtos fermentados, tudo com sabores fortes e provocantes, a refletir a personalidade rebelde e destemida da chefe Leonor.

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The Right Stuff

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A compor o ramalhete de um desafiante ano de 2020, Leonor Godinho encontrou ainda um grupo de almas gémeas na cozinha com quem tem partilhado uma série de ocasiões especiais: a começar nas Monday Takeovers no verão do Chapitô, a convite de Pedro Bandeira Abril; até aos pequenos-almoços na Fábrica da Musa das últimas semanas, onde os New Kids On The Block (é assim que se auto-intitula este coletivo de cozinheiros da nova vaga da cozinha em Portugal) têm feito grandes comezainas, de comer e chorar por mais, de forma descontraída e irreverente, mas sem nunca descurar no trabalho nem, sobretudo, nos sabores.

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Foto: Ana Viotti ©

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O conteúdo Episódio 51: Leonor Godinho aparece primeiro em Assim Assado.

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Uma refeição num restaurante pode ser comparável a uma experiência artística? Hugo Candeias, chefe de cozinha, diz que sim e vai mais longe: criou um menu para ser provado no restaurante de uma galeria de arte no coração de Lisboa. Fomos conhecê-lo ao The Art Gate.

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Pode não ser um projeto totalmente inédito, mas não há-de andar longe: um hotel que é também uma galeria de arte e um restaurante. O The Art Gate fica situado no coração do Bairro Alto, no Largo da Trindade, em Lisboa, paredes meias com o Teatro da Trindade e com uma série de outros restaurantes que levam, até esta zona, muitos curiosos pela arte de sentar à mesa.

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Hugo Candeias, de 32 anos, é o chefe responsável pelo lado gastronómico do The Art Gate, projeto que arrancou em meados de Março, e que tem esse objetivo de claro de ser um três em um, em que todos os espaços coabitam harmoniosamente: espaços de descanso com arte espalhada nas paredes e, aquilo que hoje nos trouxe aqui: arte à mesa.

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A conversa com o chefe Hugo Candeias acontece na sala de jantar, numa mesa única para 12 comensais (nesta altura pandémica, em que as medidas de segurança são mais apertadas). Atravessando uma porta, aterramos na cozinha onde um balcão tem capacidade para acolher mais quatro pessoas que se sentam na chamada “Chef’s Table” – um outro espaço perfeito para ficar a conhecer, ao pormenor as ideias do chefe que regressou a Portugal há cerca de ano e meio, depois de uma aventura de quatro anos em Barcelona, onde – por exemplo – foi chefe executivo em restaurantes de Albert Adriá.

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A influência das cidades das artes

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É impensável não conversar com o chefe Hugo e não falar da importância dessa passagem pela capital catalã, onde todo o conhecimento e toda a técnica foram elevados a um outro patamar. Não só pela experiência na cozinha, mas também pelo próprio lado mais artístico e dinâmicas culturais de Barcelona.

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A experiência trouxe Hugo Candeias de volta ao seu país, para liderar uma cozinha ousada, muito imaginativa e sensorial, requintada e, também, de mente aberta, a convidar a múltiplas interpretações e conversas, em muita segurança, numa refeição que pode contar com um também, certamente, quase inédito pairing de chás.

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Depois de uma primeira experiência de menu de degustação que não correu como Hugo Candeias e a sua equipa desejavam – e o chefe explica isso mesmo neste episódio – no outono arranca uma “segunda temporada” do The Art Gate com novas propostas, mais outonais, com sabores mais reconfortantes para uma altura em que a comida com memórias de casa é, talvez, o que nos faz sentir melhor.

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Fotos: © Armando Jorge Mota Ribeiro

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O conteúdo Episódio 50: Hugo Candeias aparece primeiro em Assim Assado.

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Natalie Castro é cozinheira no Isco – Padaria e Bistro, em Alvalade. Há três anos fazia joalharia; hoje desenha outro tipo de criações, daquelas de lamber os dedos. A atenção ao detalhe é a mesma; a criatividade é parecida, mas agora em busca de outras sensações que vêm, sobretudo, do paladar.

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Há quatro anos, Natalie Castro não cozinhava profissionalmente. Era apenas uma paixão pela cozinha, alimentada desde pequenina, quando começou a precisar de tomar o lugar da mãe nos almoços da jorna, na Bidoeira de Cima – Leiria. Natalie, hoje com 41 anos, é (mais) uma prova de que nunca é tarde demais para encontrar novos rumos.

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A aventura mais a sério nas cozinhas começou quando se candidatou a uma vaga à experiência no restaurante Cavalariça, na Comporta. A experiência correu tão bem que Natalie nunca mais quis outra coisa: tinha encontrado a sua nova vocação.

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Uma das “fundadoras” do Isco

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Por ser fã do trabalho de Paulo Sebastião – e podem recordar a entrevista com o fundador do Isco aqui – Natalie candidatou-se, em 2018, a uma vaga na padaria de Alvalade que, na altura, estava para abrir e que viria a tornar-se num dos espaços de referência na capital na arte de fazer pão.

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No Isco, Natalie tem crescido muito enquanto cozinheira. Apesar de não ter formação profissional em escolas de cozinha, Natalie tem a paixão, o foco, a imaginação e, sobretudo, o paladar que lhe tem permitido fazer uma evolução sustentada, algo que se pode comprovar, de forma direta, numa carta criativa e em constante mudança no Isco, desenvolvida a meias com Fábio Santos. Depois, a chefe (e prefere continuar a ser chamada de “cozinheira”) tem vindo a ganhar o respeito dos seus pares, tendo sido convidada, por exemplo, para eventos gastronómicos como os Monday Takeovers do Chapitô, organizados por Pedro Bandeira Abril; ou, mais recentemente, Arrebita Portugal, que passaram por Portimão e Idanha-a-Nova. 

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Passar pelo Isco à hora de almoço continua a ser um dos grandes prazeres da cidade de Lisbao, a darmos de caras sempre com novidades diferentes, propostas ousadas e divertidas que ajudam a trazer um outro sabor ao resto do dia.

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O conteúdo Episódio 49: Natalie Castro aparece primeiro em Assim Assado.

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Carlos Afonso é o chefe d’O Frade, na Ajuda, em Lisboa, um restaurante de memórias que não vive apenas de recordações do passado. Aqui respeita-se a tradição da melhor forma possível: fazendo-a sobressair através dos produtos e dos sabores.

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Assim que entramos n’O Frade damos de caras com um balcão em forma de “U” e umas paredes revestidas com uns belíssimos azulejos em tons de azul e cinza. Nas paredes, uma generosa garrafeira – que vende para fora – e fotografias das tradicionais Talhas de Vinho que nos levam até às memórias de uma recente passagem pela zona de Beja – e de visitas ao País das Uvas, em Vila de Frades; e à Casa da Adega Monte Pedral, em Cuba.

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“Aquele ali de costas é o José Júlio Vintém?”, pergunto ao chefe Carlos, apontando para a fotografia, onde está um homem de ombros largos, cabelo grisalho e patilhas – que me faz lembrar o dono do Tombalobos. Carlos levanta os olhos do balcão e responde: “Não. Mas olha, podia ser”, ri-se, para depois voltar a preparar a Papada de Porco Preto – uma das várias entradas que antecederam o estupendo arroz de forno que acompanhou um naco de borrego cozinhado lentamente.

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“O Zé Júlio ainda não veio cá… mas pronto, eu percebo. Andamos todos nas nossas vidas”, diz o cozinheiro, recordando um dos seus mestres. Carlos tem 32 anos e o seu percurso na gastronomia tem paragens na Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre (onde foi aluno, precisamente, de José Júlio Vintém); também no Marmóris, também no Alentejo (Vila Viçosa) ainda com Alexandre Sílva, seguindo depois para outros espaços de referência, como o Azurmendi, em Bilbau, e o Ocean, no Vila Vita Park, em Porches, onde trabalhou com o chefe Hans Neuner.

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Os primos Carlos Afonso e Sérgio Frade
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“Tudo começou com os nossos avós”

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E em 1966…

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A história começa a ser sobejamente conhecida – até porque O Frade é hoje, frequentemente lembrando como sendo o restaurante de eleição para almoços rápidos do Presidente Marcelo, quando está no Palácio de Belém, paredes-meias com o restaurante. O Frade vai buscar o seu nome – e a inspiração – a uma taberna de Beja com o mesmo nome, propriedade do avô do primo (e sócio), Sérgio Frade.

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Na carta que está na mesa lê-se: “Na família Frade, saber receber, comer, beber e sentar à mesa esquecendo que o tempo existe, faz parte do DNA das várias gerações. Somos uma família alentejana de cozinheiros, vinhateiros e taberneiros que é apaixonada pela gastronomia portuguesa.”

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São todas essas memórias que estão presentes neste balcão que sabe criar intimidade sem ser invasivo: a taberna, que abriu primeiro em Marmelar (Vidigueira) e depois se passou para Beja e que ainda hoje lá está (fechada, mas pronta a funcionar, que sabe?); os vinhos da Talha ACV produzidos pelo pai de Sérgio; e as memórias de família à mesa, das mães e das tias que faziam de qualquer ocasião um momento especial para preparar um festim de sabores.

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Parar para regressar

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A conversa com o Carlos Afonso é a última antes de uma paragem do Assim Assado para um período de férias; um par de semanas que servirão, também, para pensar em novas ideias para um regresso com, esperamos, muitas novidades.

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Até lá, fica o desafio: subscrevam o Assim Assado no Spotify ou no Apple Podcasts e aproveitem para escutar o mais de 50 episódios feitos em dois anos com alguns dos grandes nomes da gastronomia portuguesa (e alguns internacionais). Estão todos aqui no site e também na APP RTP Play.

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O conteúdo Episódio 48: Carlos Afonso aparece primeiro em Assim Assado.

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Em 2015, com pouco mais de 25 anos, João Oliveira deixou o Vila Joya e assumiu a liderança do então desconhecido restaurante Vista. Dois anos depois conquistou a sua Estrela Michelin. Do Porto para Portimão, o chefe hoje é um dos nomes mais importantes da cena gastronómica em Portugal.

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O Vista, restaurante do Bela Vista Hotel, situado na belíssima falésia da Praia da Rocha, em Portimão, costumava fechar dois meses no início de cada ano, por uma questão de operacionalidade do serviço, mas também para se refletir em novas formas de recriação de cartas – esse é, aliás, um tempo de paragem essencial em qualquer arte ou ofício.

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Em 2020 não foi diferente: o Vista esteve fechado para férias entre janeiro e o final de fevereiro. A 1 de março abriu com normalidade e com os (novos) desafios de sempre, para, pouco mais de uma semana depois, voltar a encerrar.

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Os motivos são os já sobejamente conhecidos, ainda que a equipa do Vista esteja já, desde o mês passado, de volta ao ativo, a trabalhar com a mesma força dos velhos tempos, com muitas reservas – hoje com mais portugueses – até porque, confessa o chefe João Oliveira, a adaptação às regras pós-Covid foram de fácil simples no restaurante.

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Do Porto para Portimão

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João Oliveira já não sabe o que é trabalhar num restaurante sem Estrela Michelin desde os tempos em que deixou o Casa da Calçada, em Amarante, para ir trabalhar num restaurante da Régua. Pouco tempo depois, fez uma marcha-atrás de volta a Amarante, onde trabalhou, primeiro, com o chefe José Cordeiro e depois com Ricardo Costa, com quem seguiria para o The Yeatman, em Gaia.

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As aventuras de João Oliveira, enquanto sub-chefe, prosseguiram depois até ao Algarve para trabalhar com Dieter Koschina, no Vila Joya, desta feita já com duas Estrelas Michelin. É um percurso de estrelas, o de João Oliveira. Em 2017, e a uma semana de celebrar o seu trigésimo aniversário, recebeu uma estrela Michelin para o primeiro restaurante que liderou na sua carreira – o Vista.

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Já no ano passado, mais uma vitória pessoal: a distinção com o prémio “Chef de L’Avenir” entregue a jovens cozinheiros considerados talentosos pela Academia Internacional de Gastronomia, representada em Portugal pela Academia Portuguesa de Gastronomia.

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Estrelas sem pressão… para a equipa

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No episódio desta semana, João Oliveira explica-nos como as estrelas Michelin funcionam como um fator de motivação e que tenta proteger a sua equipa de todas as pressões que daí advêm.

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Em 2020, o Vista foca-se em dois menus destacados por João Oliveira: o Estação e o Vista e uma aposta grande na experiência, que passa pelos vinhos, uma garrafeira na cozinha, uma mesa do chefe e ainda “uma série de atividades à volta daquilo que era o nosso conceito. E tem corrido super bem.”

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O conteúdo Episódio 47: João Oliveira aparece primeiro em Assim Assado.

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Em 2015, Rui Rocha Costa foi um dos co-fundadores da EatTasty, uma plataforma de entrega de refeições em casa. Um serviço de home-delivery que também teve que adaptar o seu serviço aos tempos de pandemia. As horas de almoço que, para muitos, passaram a ser em família vão continuar?

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A EatTasty nasceu com o propósito de mostrar que o serviço de entrega de comida não precisa de ser apenas de fast-food. Rui Rocha Costa fala, nesta conversa de hoje, por diversas vezes, na ideia de experiência associada a uma refeição em casa.

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O trabalho da equipa da EatTasty consiste em levar, nos períodos habituais da hora de almoço, comida para a pausa do meio do dia. Esse tem sido o foco de trabalho até hoje. O período da pandemia – e do confinamento para muita gente – acabou por mudar a forma de operar da marca: se, até então, os almoços eram entregues nos locais de trabalho, em março, e em apenas dois dias, o negócio mudou: na região de Lisboa (de Odivelas a Corroios; de Cascais ao Parque das Nações) as refeições passaram a poder ser levadas diretamente às casas dos clientes, passando também a haver a possibilidade de serem entregues refeições para toda a família.

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Desafios a crescerem

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Têm sido meses desafiantes para o sector da gastronomia e, por isso, também para a EatTasty. Além de trabalhar com um chefe dedicado, Rúben Couto, a marca trabalha diretamente com uma série de restaurantes. Rui Rocha Costa fala-nos dessas mudanças e das adaptações, feitas num período de crise, e abre também um pouco as perspetivas do que pode ser o futuro do negócio da EatTasty.

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Se uma das inspirações dos primeiros tempos foi o negócio Maple, liderado por David Chang, nos EUA, o co-fundador da EatTasty fala hoje do serviço SweetGreen, nos EUA, como pistas para o crescimento do serviço que existe na região de Lisboa. Além da eterna inspiração, diz Rui Rocha Costa, do serviço indiano Dabbawala que começou há 130 anos em Bombaím, na Índia, e que leva comida caseira a casa dos clientes.

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Mudanças de hábitos

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O feedback dos clientes EatTasty é, obviamente, fundamental – como sublinha Rui Rocha Costa. De tal forma que, além de pedirem aos clientes notas diárias sobre as refeições que entregam, recentemente levaram a cabo um inquérito mais alargado – com mais de 1000 participações – que ajudam a traçar um cenário sobre a forma como os novos hábitos pós-pandemia influenciam o período da pausa do almoço.

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Vamos dar mais valor à comida? Vamos procurar mais sabor? Comida mais saudável? Queremos voltar a almoçar com os colegas na cantina do trabalho ou continuar a almoçar com as famílias em casa?

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São várias respostas para conhecer em breve no Instagram da EatTasty, que servem não só para todos os serviços de entrega de comida em casa, mas também para restauradores e restaurantes poderem perceber de que forma estão os consumidores a esta já chamada “nova normalidade”.

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O episódio desta semana é com o jornalista e crítico gastronómico Rafael Tonon, numa conversa sobre as novas tendências da gastronomia e o novo paradigma dos serviços de entrega de comida em casa. Este episódio conta com o apoio da plataforma EatTasty.

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Rafael Tonon tem 37 anos, nasceu no Brasil, e há três anos mudou-se para Portugal, mais concretamente para o Porto. Especializou-se na área da gastronomia; trabalhou em alguns dos principais jornais do Brasil: Folha de São Paulo e Estado de São Paulo – nos cadernos de gastronomia – foi editor de revistas na Editora Abril (o maior grupo de comunicação da América Latina); e há oito anos que é jornalista freelancer, sobretudo na área da gastronomia, em revistas internacionais da especialidade, como a Eater, a Fine Dining Lovers, ou, em Portugal, no Públicoe no Expresso.

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A entrevista desta semana acontece em resposta a um desafio da EatTasty, uma plataforma de entrega de comida em casa, que desafiou o Assim Assado para conduzir uma série de conversas relacionadas com mudanças de hábitos e também os novos desafios no universo da restauração. A primeira foi na semana passada, durante o festival Oeiras Ignição Gerador – com Joana Barrios.

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De qualquer das formas, o Assim Assado já tinha em mente há algumas semanas convidar Rafael Tonon para uma entrevista, isto porque, em plena altura de novos desafios na área da gastronomia, é importante escutar as percepções e as reflexões de pessoas que trabalham intimamente com a área.

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No caso de Rafael, é uma dupla necessidade: ele não é chefe de cozinha, também não é produtor, mas conversa muito com os protagonistas – sabe e compreende a forma de pensar deles para depois poder ele criar algum espírito crítico; e, por outro lado – e aqui no que à gastronomia portuguesa diz respeito – ele é alguém que não nasceu com as referências da cozinha que se faz de Norte a Sul do país, mas tem vindo a debruçar-se sobre o rico património histórico do receituário português, a perceber como é que as páginas dessa história continuam a ser escritas, e a olhar para tudo isto com uma visão fresca e apurada.

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Uma conversa sobre hábitos

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Esta é, então, uma entrevista sobre mudanças de hábitos; sobre o atual paradigma da cozinha no período pós-pandemia, mas também uma conversa que traz ideias e reflexões para o futuro da gastronomia portuguesa.

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Nas últimas semanas, a EatTasty fez um inquérito junto dos seus clientes para ajudar a refletir nesta mudança de hábitos de que aqui falamos com Rafael Tonon. Na entrevista da próxima semana (e ouçam o episódio até ao fim para ficarem já a saber quem será o nosso próximo convidado) vamos ficar a saber um pouco mais sobre esses dados recolhidos: como será que mudaram os hábitos e como é que nos estamos todos, na ótica da gastronomia, a adaptar às novas realidades?

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Parabéns ao Assim Assado

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Uma última nota de congratulação pessoal: no passado domingo, dia 21 de junho, o Assim Assado completou o seu segundo aniversário.

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Foi a 21 de junho de 2018, com Manuel Liebaut (na altura líder do espaço de Investigação e Desenvolvimento do restaurante Loco, em Lisboa – hoje chefe do restaurante Fogo, também em Lisboa) que arrancava este podcast de histórias de cozinha.

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Agradeço a todos os que, dois anos depois, nos escutam a cada episódio; agradeço a todos os amigos que subscrevem e partilham as entrevistas; e aos parceiros de divulgação do Assim Assado: a rádio Antena 3; a plataforma RTP Play; e o site ETaste.

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Além disso, e sobretudo, um sentido obrigado a todos os chefes, cozinheiros, produtores e criadores que se disponibilizaram para, até hoje, conversar para o Assim Assado e a partilhar connosco um pouco da sua arte. Quem sabe, a inspirar mais pessoas além deste (Bruno Martins) que vos escreve.

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O conteúdo Episódio 45: Rafael Tonon aparece primeiro em Assim Assado.

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Depois de sete anos na Austrália a trabalhar em alguns dos melhores restaurantes do mundo, Ricardo Dias Ferreira regressou a Portugal, no ano passado, para se dedicar ao seu Elemento: um dos primeiros restaurantes em Portugal a trabalhar só com fogo.

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O Homem cozinha com fogo há quase 2 milhões de anos. Não é, por isso, de estranhar que haja cada vez mais restaurantes a celebrar essa forma de cozinhar. É o caso do Elemento, o projeto que Ricardo Dias Ferreira abriu aos 31 anos – e no início do ano passado – depois de sete anos a trabalhar na Austrália, primeiro no Quay Restaurante; depois no espaço pop up do restaurante Chiado – o primeiro restaurante português em Sydney; e, por fim, à frente do restaurante Altitude, no hotel Shangri-La.

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Chamam-lhe “fire dining”. O Elemento é um restaurante que gasta, em média, quatro toneladas de lenha por mês – e onde não há instalação de gás – para se poderem fazer todas as criações próximas de um conceito de fine dining. “Servimos um menu diário com ingredientes especialmente selecionados, de pequenos produtores e de preferência locais (…) procurando sempre pela criatividade, novos sabores e receitas.”

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Ricardo diz que é um desafio trabalhar em cima desta imprevisibilidade, não só na forma de cozinhar, mas também na escolha livre que tem para a carta, construída em função destes produtos que lhe chegam diariamente.

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Voltar a acender a chama

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Ricardo Dias Ferreira cresceu em Leiria e foi lá que passou grande parte dos últimos três meses, o tempo em que o seu Elemento, no Porto, esteve fechado pelos sabidos motivos de saúde pública.

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Ontem, dia 17 de junho, foi dia de reabertura, um mês depois de o governo ter decretado a reabertura, com medidas específicas, dos espaços de restauração. Esta é uma conversa que aborda, naturalmente, o momento do fecho do Elemento, mas também a possível ansiedade que o chefe já sentiria na reabertura do espaço – no caso de Ricardo Dias Ferreira, praticamente nenhuma.

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E na próxima semana… o apoio da EatTasty

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Na próxima semana o Assim Assado terá um convidado especial, num episódio que contará com o apoio da plataforma de refeições caseiras EatTasty:Rafael Tonon, jornalista brasileiro e um especialista na área da gastronomia, para uma conversa sobre os tempos da pós-pandemia, ideias e perspetivas para a área da gastronomia e restauração. 

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O conteúdo Episódio 44: Ricardo Dias Ferreira aparece primeiro em Assim Assado.

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Uma mercearia em pleno coração alentejano que se tornou num restaurante de referência. A Gadanha é, há sete anos, um espaço onde a chefe Michele Marques trabalha uma cozinha alentejana criativa, ousada, com os produtos e os sabores da região.

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A Gadanha está de volta ao serviço. Tal como em todos os outros restaurantes, o tempo de confinamento já lá vai e o restaurante e mercearia de Estremoz, espaço onde muitos chefes estrelados gostam de ir petiscar e comer, volta a ter a sua sala aberta.

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“Quero ver a sala com pessoas”, desabafa Michele. “Quero ver os meus colegas de sala a sorrirem – por trás da máscara, claro – [a sorrirem] com os olhos e receberem os clientes como sempre receberam. E nós da cozinha, que temos uma janelinha e conseguimos ver a vida da sala, também a conseguir passar alguma empatia. Já chega! Queremos voltar a ver pessoas satisfeitas”, sorri.

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Foram tempos de muito trabalho praticamente a solo. O confinamento obrigou a Gadanha a encontrar soluções de sobrevivência no take-away, com Michele e o sócio Mário Vieira a aguentarem o trabalho durante quase dois meses. No entanto, nunca perderam o foco daquilo que é missão da casa construída em conjunto: gastronomia alentejana, com toques contemporâneos, com o sabor a ser resgatado dos produtos típicos da região que conferem o sabor clássico da espantosa cozinha do Alentejo.

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De Petrópolis para Estremoz

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Michele Marques nasceu no Brasil – em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro – mas foi já em Portugal que se tornou chefe de cozinha. Foi em Estremoz que, em 2009 – depois de se formar na Escola de Hotelaria de Portalegre e estagiar no estrelado restaurante Feitoria com João Rodrigues – abriu a Mercearia Gadanha.

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Em 2013 – e depois de muita pressão da parte dos clientes da mercearia, que iam pedindo a Michele mais um petisquinho para juntar à merenda de fim de dia – acrescentou-se mais uma sala para tornar a Gadanha também em restaurante. Esse espaço tornou-se numa referência da nova gastronomia alentejana. onde a chefe e a sua equipa trabalham numa cozinha alentejana, inspirada num receituário clássico, mas assente numa outra ousadia.

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“Na Gadanha só não encontram pratos tradicionais alentejanos, porque eu não me arrisco a fazer o que as mães, as avós ou as tias fazem tão bem aqui na zona.”

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A Taberna Ó Balcão, de Rodrigo Castelo, é um dos muitos restaurantes que voltaran a abrir as portas aos clientes depois do período obrigatório de encerramento ao público. O chefe de Santarém conta-nos os desafios do fecho e, naturalmente, da reabertura.

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Rodrigo Castelo abriu a Taberna Ó Balcão em 2013, sendo, na altura, a concretização de um sonho antigo de alguém que cresceu à mesa, numa família profundamente apaixonada por gastronomia, que gostava de tertúlias à mesa, de refeições em família e de ter e onde os produtos que chegavam à dispensa eram de boa qualidade.

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A aposta de Rodrigo Castelo em ter o seu próprio restaurante foi um passo consciente, com a certeza de que não queria ser apenas mais um restaurante. “Era uma autodidata, mas sentia que gostava de fazer as coisas bem e de perceber porque é que se faziam as coisas assim. Tinha que saber os porquês.”

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Na verdade, e ao fim de sete anos, a Taberna Ó Balcão acabou por se tornar numa bandeira da cidade de Santarém, mesmo que muitos escalabitanos nunca se tenham lá sentado. Um preconceito da fama? Talvez.

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A Quarentena abriu portas de novas casas

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Durante os dois últimos meses em que esteve encerrada devido ao estado de emergência, a Taberna Ó Balcão acabou por entrar casa adentro de novos clientes. Muitos conterrâneos acabaram por provar, pela primeira vez, a comida da Rodrigo Castelo e o chefe olha para esse facto como uma oportunidade de poder ligar-se mais às gentes de Santarém, agora que o seu restaurante voltou ao serviço de portas abertas.

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Esta foi uma conversa gravada na véspera da reabertura – o último dia de “folga” de Rodrigo Castelo antes desta nova fase – e, portanto, uma entrevista onde se mede o pulso no regresso ao trabalho, com Rodrigo Castelo a falar das dificuldades dos últimos dois meses – em que teve de criar do zero um serviço de take-away e que deverá manter-se – mas onde onde também se fala da da esperança e do espírito positivo com que encara este regresso ao trabalho.

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O chefe sublinha a importância da equipa com quem trabalha na Taberna Ó Balcão, salientando que, se não fossem as pessoas com quem trabalha, provavelmente o seu restaurante não voltaria a abrir.

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Mas a taberna está mesmo de volta, com novas ideias, com uma nova carta e com novos planos: o take away é uma aposta para continuar – “um complemento ao restaurante” – mas está também prevista a abertura de uma Loja da Taberna que deverá arrancar online já muito em breve.

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A Quarentena trouxe muitas novidades à vida de Pedro Bandeira Abril. “Os noodles salvaram-me a vida”, diz o cozinheiro que criou, a partir de casa, a marca Menrui – The Slurper. Semanalmente, na região de Lisboa, ele é o noodle supplier.

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Pedro Bandeira Abril sempre teve um gosto especial por fazer noodles. Um fascínio que começa sempre pelo simples prazer de comer um caldo cheio, mas o cozinheiro – que trabalhou vários anos em restaurantes como a Taberna Sal Grosso ou a Taberna Salmoura – andou a escavar um bocadinho na história dos noodles, sobretudo aquela que era contada por nomes míticos como David Chang ou Ivan Orkin.

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https://www.instagram.com/p/B_4bjsJH8qQ/?

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Muito obrigado por mais uma semana \"🤘\" Aproveito para anunciar que o SHIO MUGASA ( leitão do Mugasa ) vai acontecer na próxima semana e já está quase esgotado, tenho muito muito muito poucos disponíveis. Caso tenhas interesse DM Shio Mugasa Ramen • 15 Pudim de Pão • 3,5 Entrega • 5 ( por cada Noodle extra na encomenda, desce 1 na taxa de entrega excepto para entregas fora de Lisboa ) Vai ser \"🔥\"\"🔥\"\"🔥\"\"🔥\"\"🔥\"\"🔥\"\"🔥\"\"🔥\"

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“É um prato muito democrático”, explica Pedro Bandeira Abril. “A forma como os noodles surgiram no Japão até está muito ligado a tudo isto que estamos a viver agora: foi na altura da [II Grande] Guerra que começou a ficar popular, sobretudo os instantâneos.” Um gosto tão grande por estas criações asiáticas que tornaram-se num habitué nas refeições do staff com quem trabalhava. E em tempos de emergência, comida de conforto – daquela que se gosta de fazer, mas também se gosta muito de comer – é o que se quer.

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“Os noodles salvaram-me a vida”

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Nesta altura, além de ser o noodle supplier (parece título de filme) da Grande Lisboa, o chefe está também a preparar a reabertura do Chapitô à Mesa. Um trabalho que fez coincidir nas últimas semanas: de domingo a quarta-feira a preparar e a distribuir os batches semanais de rámen; e depois, nas quintas, sextas e sábados a trabalhar no take-away do Chapitô, na carta de um restaurante que se inspira na gastronomia tradicional portuguesa.

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Começámos ontem o nosso serviço de entregas e take away com o menu do dia da Mãe! Foi um sucesso graças a vocês! Muito obrigada! . . . #chapitoamesa #chapitoemcasa #restaurante #restaurant #homedelivery #delivery #takeaway #lisboa #lisbon #food #foodstagram #foodporn #foodlovers

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Pedro Bandeira Abril não tem dúvidas: “os noodles salvaram-me a vida”, diz a sorrir. “A coisa não estava bem parada para mim – como não estava para ninguém,” É mais um projeto criado em situação de emergência – como o The Sandwich Project ou Comida Japonesa de Casa Para Casa. Há mais projetos noutros pontos do país, mas “em Lisboa estão a acontecer coisas engraçadas”, diz Pedro. “Mas mais do que fazer as coisas por moda, isto trata-se de sobrevivência”.

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As encomendas de noodles começam a ser feitas ao sábado: fiquem atentos ao Instagram do Pedro Bandeira Abril para não se atrasarem nas encomendas.

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PS – Uma nota muito, muito pessoal cá de casa: na semana passada, quando encomendámos um Shio Mugasa, em jeito de gulodice perguntei ao Pedro se tinha também alguma sobremesa. Ele respondeu que ia enviar um “pudim de pão”. Nunca imaginei que fosse a maravilha que nos aterrou na mesa. Fresco, macio, delicado, a contrastar com a robustez de um pão alentejano. O prazer do inesperado continua a ser das melhores coisas que nos pode acontecer à mesa: nos restaurantes ou fora deles.

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João Rodrigues é o chefe do restaurante Feitoria, em Lisboa, e é uma das figuras mais consensuais  na gastronomia portuguesa. Não só pelo trabalho nas cozinhas, mas também pelo dínamo que é fora delas – sobretudo no trabalho com os produtores.

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Está no Feitoria desde, 2009, ano da graça da abertura do restaurante no hotel Altis Belém. João Rodrigues assumiu a liderança da cozinha em 2013 e praticamente desde então que lhe estão a “dever” mais uma Estrela Michelin para juntar à que tem na entrada. Mas agora não é tempo de falar sobre isso.

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Há já muito tempo que queria ter uma conversa com o chefe João. No início do ano passado passei pela sala do Feitoria, mas para falar com Fernando Cardoso, um dos seus sub-chefes, que tinha acabado de ganhar o troféu de Chefe Cozinheiro do Ano. 

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A minha vontade de conhecer melhor e conversar com João Rodrigues não estava apenas relacionada com as suas criações nas cartas do Feitoria, mas também muito pelo trabalho que faz fora da cozinha, no Projecto Matéria, que fez arrancar em 2015, de forma independente e sem fins lucrativos – hoje com financiamento de instituições como o Turismo de Portugal, apoio da UNESCO e em parceria com marcas como os Altis Hotéis e Icel.

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Tive oportunidade de conversar com o chefe durante o Melting Gastronomy Summit, no Porto, em Novembro, mas, na altura, pensei: “Depois volto ao Feitoria e faço uma reportagem mais alargada.” Fica a lição: se puderes, faz. Depois logo se lida com aquilo que se tem.

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Apoiar os “guardiões do território”

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Neste episódio com João Rodrigues, conversamos, precisamente, sobre a importância do Projecto Matéria, não só para o trabalho de promoção dos produtores nacionais (a quem João Rodrigues chama os “guardiões do território”) com boas práticas agrícolas e produção animal em respeito pela natureza e meio ambiente, mas também sobre a forma como o projecto o fez crescer a ele enquanto cozinheiro – algo que está intimamente ligado com a importância das relações humanas e o respeito que se ganha pela matéria prima.

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Many portuguese small producers deliver their amazing products at your home, directly or throught grocery stores around the country. Take time to know their life story, to understand their work and to search for them! \"👉🏻\"@projectomateria \"🇵🇹\" #materianoterreno #denorteasul #aspessoas #produtores #sustentabilidade #makeitpossible #portugal #turismodeportugal #unesco #icel #chefs #sustainablefood #sustainableagriculture #sustainablefarming #organicfarmimg #agriculture

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Em período de confinamento, e com três restaurantes fechados – Feitoria, Rossio Gastrobar e ainda um espaço no Mercado Time Out –  João Rodrigues confessa estar cansado, sobretudo, de ter que estar em casa, um cenário que pode mudar de figura já em breve, a partir de 18 de maio, com a autorização de reabertura dos espaços de restauração.

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Apesar de não ser um processo nada fácil, dadas as muitas restrições impostas pelas autoridades, João Rodrigues olha para o futuro com confiança, mas com perfeita noção das dificuldades por que muitos dos restaurantes irão passar. “Se pensarmos que os profissionais de saúde vão trabalhar diariamente nos sítios de maior perigo de contágio, isso pode ajudar-nos a pôr as coisas em perspetiva. Desde que se cumpram as regras e se criem condições para receber as pessoas, não vejo por que não voltar a funcionar: diria que é quase um dever voltar a funcionar. Se for possível, obviamente, porque nem todas as situações [dos restaurantes] são iguais.”

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O conteúdo Episódio 40: João Rodrigues aparece primeiro em Assim Assado.

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Duarte Lebre de Freitas é um amante de comida e um entusiasta de vinhos. É assim que ele se apresenta nas suas redes sociais. E esta semana traz ao Assim Assado o ponto de vista de um cliente de restaurantes. Como será que nos vamos sentir quando as portas voltarem a abrir?

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Nos primeiros 15 dias do pós-confinamento COVID’19 – estávamos ainda no início de Março – Duarte Lebre de Freitas viu a sua paixão e dedicação pessoal à restauração ser completamente posta em segundo plano: não queria pensar em restaurantes ou, sequer, em publicar o que quer que fosse no seu Instagram, a rede social onde, há vários anos, ganhou o hábito de partilhar de fotografias e opiniões sobre os espaços onde tanto gosta de ir. Estava tão apavorado com o momento como qualquer outra pessoa.

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Quase 50 dias depois muita coisa mudou: tanto nos restaurantes, como na forma de estar deste advogado de 39 anos. “Ao princípio até tinha receio de mandar vir comida para casa. Hoje, já conhecendo as práticas, estou completamente à vontade.” E culpe-se, por isso, o excelente trabalho criativo de muitos restaurantes e chefes que, em pouco mais de mês e meio, souberam dar a volta (infelizmente, não por completo) no meio do caos.

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Recuperar a confiança

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No mundo da restauração já foram criadas muitas soluções – que passam, hoje em dia, pelo take away e pelas entregas em casa. Mas falta conseguir o mais importante: reabrir as casas; recuperar a confiança e voltar a tornar os restaurantes em espaços de prazer, de convívio e de encontro – que tanta falta nos fazem.

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Por isso mesmo convidei Duarte Lebre de Freitas para uma conversa: para escutar a opinião de um especialista em estar sentado à mesa de um restaurante. O Duarte é neto de uma importante figura da gastronomia portuguesa – a saber: Maria Emília Cancella de Abreu, diretora da revista “Banquete”, – mas ele próprio é já hoje um nome respeitadíssimo neste universo, por ser um profundo conhecedor do atual panorama da restauração nacional, de Norte a Sul: também por isso, são já dois anos seguidos a assinar as escolhas do Guia da Condé Nast Traveler Espanha.

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Nos seus tempos livres da quarentena, Duarte tem feito algumas entrevistas em direto no seu Instagram (ver aqui), numa iniciativa a que chamou “Chef de Bancada”, mas confessa ter muitas saudades de ir a restaurantes – sejam eles de fine dining, sejam tascas ou tabernas. “Sinto falta de comer bem, de estar com pessoas à mesa.” Mas também confia que o futuro pode trazer coisas boas: novas experiências de restauração, novas ideias, desafios e uma outra ousadia. O take-away e as entregas em casa terão, na ótica do gastrónomo, de fazer parte desse futuro (até porque vão continuar a ser muito necessários), mas nunca podem substituir o essencial e aquilo que é desígnio de um restaurante.

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Num tempo em que a tensão se ia instalando, mas #staythefuckhome ainda não era uma trend. Já sem beijinhos ou apertos de mão, mas com sobremesa para compensar – no caso, bolo de bolacha no @petisco_saloio, uma tasca de cara lavada, boa qualidade e preço de amigo. Coisas simples que dávamos por adquiridas e que agora nos fazem tanta falta.

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O conteúdo Episódio 39: Duarte Lebre de Freitas aparece primeiro em Assim Assado.

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Hugo Brito é o dono e chefe do restaurante Boi-Cavalo, em Lisboa, que, em tempos de pandemia, teve que tornar-se em algo novo. O chefe recuperou o conceito Phoi-Cavalo, criado em 2017, quando era um pop-up – agora é um serviço de take away e de entregas ao domicílio.

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Foi das primeiras pessoas com quem falei, no início de março, a desafiá-lo para uma conversa para o Assim Assado. Vivia-se, na altura, um período de incerteza ainda maior do que a que vivemos agora (agora, pelo menos, já se sabe que vai ser muito difícil), mas enquanto via vários restaurantes a publicarem nas suas redes sociais o encerramento por tempo indefinido, via Hugo Brito a anunciar entregas em casa e a reativação da marca Phoi-Cavalo, com a proposta de cozinhar pho e fazer frango frito.

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Tem sido esse o dia-a-dia de Hugo e do seu sub-chefe Gonçalo Garcia no restaurante de Alfama. O take away e o home delivery são a forma de manter o Boi Cavalo activo, ainda que sejam um penso rápido numa grande ferida que foi aberta há mais de um mês e que vai levar muito tempo a sarar.

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Um brunch impensável

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De qualquer das formas, há espaço para criar e inovar: por exemplo, um menu de brunch (ver mais informações no Instagram do Boi-Cavalo), algo que há um mês era impensável e que nem sequer se enquadrava na proposta do restaurante.

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Hugo Brito fala, com franqueza e pragmatismo, sobre os próximos tempos: nada, na restauração, poderá ser como de antes, nem na forma de ser nem na forma de estar. Novas práticas que poderão levar a novas ideias e a novas criações: é uma visão real, sem deixar de ser otimista, mesmo sabendo que nem todos vão conseguir fazer a travessia no deserto. “Também se sabe que o que vai acontecer não vai ser o necessariamente justo: não vão ser os maus restaurantes a fechar e os bons a permanecer abertos. Não vão ser as pessoas que tu mais admiras que vão resistir. No fim vai haver muitos ‘corpos’ de restaurantes que tu estimavas e de pessoas que tu admiravas. E isso é algo que me entristece.”

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Foto: Gonçalo F. Santos

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O conteúdo Episódio 38: Hugo Brito aparece primeiro em Assim Assado.

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Marta Caldeirão e André Coelho estiveram os últimos meses a preparar um sonho de alguns anos: a inauguração do próprio restaurante. Era para abrir em março, mas teve que ficar fechado. Mas a cozinha do futuro Âmago já trabalha: na criação das sandes do Sandwich Project.

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O André e a Marta são um casal de namorados, cozinheiros, que se conheceu nas cozinhas do Altis Belém. Além do Feitoria e do Mensagem, já trabalharam em restaurantes como Epur, Pesca ou Local. O desejo de aprofundarem um trabalho a dois, e de abrirem um restaurante próprio, era já antigo e no final do ano passado começou a ganhar forma, quando encontraram um espaço, na Rua da Alegria, no Príncipe Real, em Lisboa, onde o sonho podia ser concretizado.

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O Âmago – é assim que o restaurante se vai chamar – foi gerado, mas não chegou a nascer. A crise pandémica obrigou Marta e André a manterem o restaurante fechado por tempo indefinido, mas com contas já para pagar, havia que fazer algo. Simplesmente não era possível ficar sem fazer nada.

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Cozinhar é o que os dois sabem fazer melhor. E havia uma cozinha equipada, disponível. Pensaram em algo prático, saboroso, e que fosse de entrega rápida: sandes! E assim nasceu, na cozinha do futuro Âmago, o The Sandwich Project.

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Três sanduíches originais

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O mais fácil para estes casal de cozinheiros foi mesmo criar as sandes deste projeto. André Coelho e Marta Caldeirão desenharam um menu composto por três sandes em pão de massa-mãe: a Pork Floyd (sandes de cachaço de porco, pickle de pepino e molho Asian BBQ); Red Hot Chilli Chicken (sandes de peito de frango, abacaxi grelhado e maionese de Chipotle); e Veal Division (sandes de novilho dos Açores, maçã fresca e maionese de coentros).

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Hoje, além de cozinheiros, e de donos de um restaurante (para já) fechado, a Marta e o André são dois empreendedores: têm que ser gestores de redes sociais, designers, fotógrafos – tudo dentro das próprias competências – e também distribuidores. São eles próprios que entregam em casa, na região de Lisboa, as sanduíches que confeccionaram, entre as 12h e as 15h e as 19h e as 21h.

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Tempos de excepção obrigam a medidas de excepção: o Sandwich Project é, para já, uma realidade bastante presente nas vidas de André e de Marta. O desejo do Âmago – um restaurante pequeno, com cerca de uma dezena de lugares, com uma carta de “momentos” – continua de pé e para pôr em marcha assim que seja possível. Quer isso dizer, com conta, peso e medida.

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E porque as sanduíches se tornaram algo tão importante na subsistência do casal, quem sabe se, no futuro, no menu do Âmago, não haverá espaço para um momento de sandes? Ou se, tal a afeição de Marta e André a este Sandwich Project, esta marca não se acaba por tornar num caminho paralelo ao Âmago?

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Caso queiras provar as sandes do Sandwich Project, a dupla de cozinheiros aceita encomendas através de mensagens diretas no Instagram, ou através do número de telefone 919 336 548 (mensagens/WhatsApp).

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André Coelho e Marta Caldeirão: os criadores do The Sandwich Project.
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O conteúdo Episódio 37: Marta Caldeirão e André Coelho aparece primeiro em Assim Assado.

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Há um mês, Lucas Azevedo viu fechar o Praia no Parque, restaurante em Lisboa onde servia uma mesa para 12 comensais. Três semanas depois, criou um serviço de Comida Japonesa de Casa Para Casa. É mais um cozinheiro a resistir e a negar-se a ficar parado em tempo de quarentena.

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Lucas Azevedo nasceu no Brasil, está em Portugal desde 2001, e é um dos grandes especialistas que há por cá em gastronomia nipónica. Trabalhou com Ricardo Komori no Bonsai, o mais antigo restaurante japonês de Lisboa, e chefiou esta cozinha durante três anos. Mas também sentiu a necessidade de ir aprender, in situ, como respeitar os saberes e os sabores, e por isso passou algumas temporadas no Japão.

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A última delas foi em 2018, e, no seu regresso, abriu com Vítor Adão, um pop-up chamado Izakaya Tokkuri onde pôde testar uma série de conhecimentos adquiridos, quer no lado técnico, quer numa componente de aprendizagem mais pessoal.

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Comida Japonesa de Casa Para Casa

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Mais recentemente, Lucas Azevedo passou pelo projeto Harmonia, feito em conjunto com o SakeMico, para depois se juntar ao Praia no Parque, no topo do Parque Eduardo VII, em Lisboa. Era nessa cozinha, com uma mesa para 12 comensais, que Lucas estava a trabalhar quando viu a sua atividade ser posta em suspenso devido à pandemia Covid-19.

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Após alguns dias sem saber bem o que fazer, e com o frigorífico de casa cheio de produtos, Lucas voltou a fazer aquilo que sabe melhor: cozinhar. Desafiado por alguns amigos e fãs nas redes sociais – sobretudo no Instagram – Lucas montou uma operação caseira de Comida Japonesa de Casa Para Casa. Um nome que diz tudo sobre esta iniciativa do chefe nascido em Cabo Frio (Rio de Janeiro) há 35 anos.

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O projeto Comida japonesa “de casa para casa”, surge num contexto de quarentena social, no qual sabemos que #ficaremcasa é o melhor que podemos fazer pela nossa comunidade. Ainda assim e porque o paladar nunca se esquece e uma boa refeição alimenta corpo e alma, o chef Lucas Azevedo, pretende levar os sabores tradicionais japoneses até sua casa sem que, contudo percam a frescura.

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O processo é relativamente simples: com a ajuda do Pigmeu (onde as encomendas podem ser levantadas) e da cozinha de Miguel Peres, Lucas Azevedo prepara semanalmente um prato inspirado na cozinha nipónica que pode ser finalizado e empratado em casa, com toda a segurança.

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Uma iniciativa inspiradora, que mostra bem a tenacidade e a vontade de Lucas Azevedo em manter-se no ativo, de praticar o seu kodawari: uma dedicação permanente à sua arte e ao prazer que tem em partilhar a sua paixão.

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Para mais informações sobre como contactar o Lucas Azevedo, é favor segui-lo na sua página de Instagram, onde podem votar, semanalmente, no prato que querem ver ser composto.

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O conteúdo Episódio 36: Lucas Azevedo aparece primeiro em Assim Assado.

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Manuel Lino é o chefe do restaurante Audaz, em Lisboa, desde a abertura que aconteceu em fevereiro deste ano. Um mês depois, viu o espaço ter de ser encerrado devido à pandemia Covid-19. Se até há um mês o sistema de home-delivery era apenas uma ideia para o futuro, em pouco mais de duas semanas teve de tornar-se numa solução imediata.

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O episódio desta semana do Assim Assado reflete nos desafios surgiram a Manuel Lino e à sua equipa no restaurante Audaz, com a entrada em cena de um serviço de entregas em casa. Quais os pratos que se devem servir? Como compor um menu? Pratos novos ou apostar naqueles que se desenharam nos últimos tempos? E de que forma se deve entregar as encomendas aos clientes?

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O Audaz é um gastropub em Campo de Ourique, em Lisboa, que funciona entre as 17h e as 2h. Um espaço com uma proposta de carta descontraída – na cozinha e no bar – a homenagear produtos portugueses, com ambiente a condizer. E é também a mais recente novidade na vida profissional de Manuel Lino, que começou a sua vida nas cozinhas há mais de 15 anos, que trabalhou em Portugal com nomes como Luís Baena e Fausto Airoldi, antes de se mudar para Espanha, durante cinco anos, para crescer em restaurantes como Mugaritz e El Celler de Can Roca. 

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(Da esq. para a dta.) O barman André Peixe, o chefe Manuel Lino e o chefe de pastelaria João Picão no restaurante Audaz. Fotos: © Rita Pinto
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Audácia, precisa-se!

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Depois disso, Manuel Lino – hoje com 33 anos – regressou em 2012 para trabalhar com Alexandre Silva no Mármoris, em Vila Viçosa; e mais recentemente no Tabik e Local. O desafio do Audaz até acaba por ser irónico, mas apenas pelo nome do restaurante que bate em cheio naquilo que são os tempos que se vivem – não só o Manuel, mas toda a classe : Audácia, precisa-se para se enfrentar o momento.

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O Assim Assado está disponível na app RTP Play, no site Antena3.rtp.pt e para subscrição no Spotify e Apple Podcasts.

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O conteúdo Episódio 35: Manuel Lino aparece primeiro em Assim Assado.

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Joana Duarte é a responsável pelo projeto Kitchenette.pt, um co-work de cozinha, que se propõe a emprestar a sua cozinha a iniciativas gastronómicas amadoras ou semi-profissionais, além de querer ajudar no trabalho de comunicação e divulgação: uma montra para novas marcas de comida.

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Tudo começou com uma marca de cupcakes e de outros bolos: Joana Duarte já tinha o seu projeto caseiro – Cupcakes Bazaar – mas sonhava ter uma loja que lhe permitisse estreitar e oficializar a relação com clientes. Encontrou um espaço no seu bairro, Campo de Ourique, em Lisboa, que lhe permitiu montar uma cozinha e realizar esse desejo.

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A vida meteu-se no caminho: Joana, além de apaixonada por pastelaria (bonita e deliciosa) formou-se na área de comunicação de marcas e, na mesma altura, caiu-lhe no colo a oportunidade de trabalhar praticamente a full time num grande projeto de outra marca. Mesmo assim, não quis fechar a loja com que tinha sonhado e decidiu transformá-la noutra coisa: um co-work de cozinha. E assim nasceu o Kitchenette.pt.

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Um laboratório de experimentação

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Hoje, além de ser um espaço disponível para cozinheiros poderem usar nas suas próprias criações, como se fosse uma espécie de laboratório de experimentação, a Kitchenette.pt pode ser também um espaço para eventos pop-up. E em plena crise da restauração, com restaurantes fechados, o projeto de Joana Duarte predispõe-se a ser um local para, por exemplo, iniciativas gastronómicas de take away, com a vantagem de contarem com a ajuda e divulgação de uma especialista em comunicação: a própria Joana Duarte.

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Grande foi a hesitação sobre o que publicar e maior continua a ser a incerteza sobre o futuro. Nos primeiros 6 meses muitos foram os pequenos negócios que passaram pela Kitchenette e para que não tenham sido os únicos, precisamos de ideias. Irónico? Os tempos não estão para meias verdades. Num período em que a restauração se está a virar para alternativas, seremos “obrigados” a repensar os espaços públicos? Devemos desviar a atenção totalmente para o online? Será que é desta que montamos o site e a Kitchenette passa a ser @apenas@ uma montra virtual? Em quem confiamos no meio de tudo isto e o que será preciso para recuperar essa confiança? Muitos são os apelos de apoio aos pequenos negócios, comprar local nunca fez tanto sentido. A Kitchenette existe para apoiar esses negócios, dar vida aos sonhos, pôr clientes e marcas em contacto – – do outro lado destes ecrãs. A instabilidade já é um dado adquirido. Haverão talentos sem rumo, com sonhos interrompidos que poderão ter de recomeçar, de se adaptar.. entretanto, a Kitchenette continua aqui (lá). Se conheceres ou fores alguém que tenha “perdido”/deixado o seu espaço.. mas tenha o know how e queira trabalhar takeaway e delivery.. vamos falar (praticando o distanciamento social!). Para que não fique fechado e com custos, o espaço está disponível para quem precisa dele e com condições especiais. #unidosvenceremos

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O conteúdo Episódio 34: Joana Duarte aparece primeiro em Assim Assado.

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Há mais de duas décadas que Paulo Amado é figura central na gastronomia em Portugal enquanto ativista, curador gastronómico, organizador de eventos e jornalista. Escutá-lo hoje é também escutar o bater de coração de uma geração de cozinheiros apavorada, mas de mangas arregaçadas, em pela crise (inesperada) da restauração.

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Foto © Luís Ferraz

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Este é um episódio que chega uma semana mais cedo porque, como tinha dito no último episódio, o Assim Assado quer tentar ajudar como pode nesta altura: nem que seja com conversas de reflexão, de desabafo e, sobretudo, de partilha de ideias.

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O Paulo Amado já era um nome na minha “shortlist” de convidados para o Assim Assado, tendo noção de que é uma figura central da gastronomia portuguesa nas duas últimas décadas, um verdadeiro dínamo “fora” das cozinhas e dos restaurantes, primeiro enquanto jornalista, depois como responsável das Edições do Gosto, a empresa por trás de projetos como a revista Intermagzine ou o site E-Taste; e de eventos como o Congresso dos Cozinheiros, Chefe Cozinheiro do Ano ou Jovem Talento da Gastronomia.

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#Resistir

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#Resistir. é a palavra de ordem por estes dias. E tem sido aquilo que Paulo Amado tem feito, num trabalho também ele doméstico – online, via Skype: conversas com chefes, com cozinheiros, a medir o pulso aos sentimentos; a dar-lhes espaço e voz para se exprimirem longe das bancadas da cozinha.

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Quis ouvir o Paulo para podermos conversar um pouco sobre o momento difícil que se vai vivendo na restauração em Portugal, que afeta todo o sector, produtores incluídos. Sublinhando a importância da palavra #resistir, lembrando que é importante também agir e não ficar de braços cruzados – e é o que vamos vendo, todos os dias, a ser feito quer por restaurantes quer por produtores em múltiplas iniciativas, seja com propostas de take away, seja com entregas em casa, ou, simplesmente, com iniciativas criativas de discussão e debate.

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Neste episódio do Assim Assado converso com o Paulo Amado sobre as dificuldades destes dias, mas também desses atos corajosos de muitos dos espaços tentarem manter-se ativos, muitas vezes a montarem novas estruturas de negócio num momento de grande dúvida e incerteza.

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A ideia era aproveitar a experiência de Paulo Amado, e a ligação a cozinheiros, para medir o pulso ao setor. A verdade é que a conversa foi muito mais do que isso: apesar de estar de volta dos tachos para o seu almoço…

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Carne de tacho para o almoço porque “estes tempos convidam a confecções longas”
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… e falámos muito mais do que apenas dos dias de hoje,

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O Paulo Amado falou-me do seu trabalho como jornalista, como biógrafo, das relações próximas que criou com tantos e tantos cozinheiro. Falámos da história da sua família, no Algarve, e do seu trabalho – como ele diz – de curador gastronómico.

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O conteúdo Episódio 33: Paulo Amado aparece primeiro em Assim Assado.

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Há 15 anos Joana Garcia deixou a sua carreira de advogada e mudou-se para o Vimieiro, no Alentejo, para fazer queijo. Quinze anos depois tem um dos melhores queijos do mundo. Precisam de uma história inspiradora e de coragem para estes dias? Está aqui.

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Há duas semanas, quando a Joana Garcia foi ter comigo aos estúdios da Antena 3 para gravar esta conversa, estávamos os dois muito longe de imaginar que teríamos todos, hoje – 19 de março de 2020 – de estar fechados em casa, por obrigação pública, para travarmos todos juntos uma pandemia.

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Na altura, convidei a Joana porque sabia que ela uma produtora de queijo reconhecidíssma pelo seu trabalho, que fazia alguns dos melhores queijos do mundo (premiados em concursos de prova cega); e sabia também que ela tinha tido aquelas mudanças bruscas de vida: há 15 anos era advogada e, praticamente de um dia para o outro, quis mudar de vida e partiu para o Alentejo para ir fazer queijo. Por tradição ou herança de família? Não. Por gostar muito de queijo? Não tanto que justificasse. Apenas porque queria mudar de vida.

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A urgência de publicação

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Não pensei que a história de Joana Garcia, que construiu com coragem, persistência, dedicação e sacrifício a Queijaria Monte da Vinha, fosse tão importante nos dias de hoje. Até demorei alguns dias a processar este episódio: não sabia se o deveria publicar já, ou se esperava mais uns tempos até o fazer. Porque não sabia se deveria procurar encontrar outras histórias para contar, outros trabalhos que fossem mais “urgentes” dada a situação atual que os restaurantes – e tudo o que ao trabalho deles está associado – estão a viver.

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Apercebi-me, há poucos dias, que a história da Joana – ainda que com esta distância de duas semanas – faz todo o sentido ser hoje contada. Porque é uma história inspiradora, de uma mulher de coragem e dedicada. E é tudo isso que todos nós precisamos nesta altura – já agora, caso queiram entrar em contacto para encomendar alguns dos seus queijos: o número para onde o devem fazer é o 91 935 38 29; ou então pelo e-mail geral[a]queijariamontedavinha.com.

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A história da Joana Garcia pode ser o ponto de partida para esse outro lado que o Assim Assado pode ter: os últimos dias têm sido muito confusos, a pensar em como poderei ajudar com aquilo que posso e com aquilo que sei… e que sei também que não é muito – quanto mais ser suficiente. Mas posso dar a palavra e a voz a quem precisa.

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A minha proposta é essa: escutar ideias e amplificá-las da melhor forma possível. A partir do escritório cá de casa, posso tentar dar a conhecer as ideias das pessoas ligadas à indústria da restauração, iniciativas que possam inspirar movimentos, desenvolver cadeias de operação que possam minorar aquilo que se vai passando por todo o país no sector.

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Quem estiver interessado nessa conversa e partilha, não hesite entrar em contacto comigo via Instagram ou email.

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O conteúdo Episódio 32: Joana Garcia aparece primeiro em Assim Assado.

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O Essencial, no Bairro Alto, abriu no final de julho de 2019.Aos 39 anos, André Lança Cordeiro provou o sabor de abrir o seu primeiro restaurante, ao mesmo tempo que enfrentava o desafio de ser pai pela primeira vez.

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Foto © Humberto Mouco

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O nome diz muito – mas não diz tudo. Essencial, ou aquilo que é imprescindível na gastronomia de André Lança Cordeiro, que passou mais de meia década em França – com incursões pela vizinha Suíça – a aprender cozinha e a crescer em vários restaurantes, com alguns dos mais reverenciados chefes franceses: “São técnicas de cozinha que não são complicadas, mas que são demoradas, e que pretendem que os sabores que estão no prato sejam os essenciais dos vários componentes”. “Gosto que todos os sabores sejam todos muito claros.”

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E tem sido assim ao longo dos quase 15 anos de carreira do chefe André: desde os tempos em que pediu para experimentar trabalhar na 2780 Taberna, em Oeiras, de André Barros. Na altura, a profissão era outra – gestor de clientes. Mas a vontade de ser cozinheiro falou mais alto e a aposta foi para aí. Partiu para França, para a Escola Alain Ducasse, e só regressou passado seis anos, para o Nau, no Palácio do Governador, em Lisboa.

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Cozinhar para menos pode ser muito mais

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A passagem dos anos levou-o até ao Local, um restaurante bem mais pequeno, com cerca de 18 metros quadrados, com uma mesa única para dez comensais. Até que chegou esta oportunidade de ter o seu próprio espaço que o faz sentir em casa. “A vida vai-nos ensinando muitas coisas e eu sempre achei que se uma pessoa vai adiando as coisas, vai adiando para sempre.” André não virou as costas aos desafios: nem ao do restaurante e muito menos ao da paternidade, que aconteceram em simultâneo. “Chegou a oportunidade; encontrei um espaço, por isso teve que ser agora!”

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O episódio número 31 do Assim Assado, com André Lança Cordeiro, marca também uma nova etapa no podcast: a partir de hoje o Assim Assado é, oficialmente, um podcast Antena 3. Quer isso quer dizer que já podem encontrar todos os episódios no site da rádio Antena 3 – em antena3.rtp.pt – e também na plataforma RTP PLAY, que tem disponível uma excelente aplicação para dispositivos móveis.

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Além disso, podem continuar a subscrever o Assim Assado nos vários serviços de streaming, mas não se esqueçam de actualizar as vossas subscrições clicando nestes links directos: Spotify e Apple Podcasts
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O conteúdo Episódio 31: André Lança Cordeiro aparece primeiro em Assim Assado.

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Aos 32 anos, Miguel Azevedo Peres é cozinheiro, copeiro, funcionário de sala, empregado de limpeza e dono do Pigmeu, um restaurante em Lisboa com o foco apontado à carne de porco, mas onde quer, cada vez mais, glorificar a gastronomia portuguesa.

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O Pigmeu celebrou, no final do ano passado, cinco anos de vida. 2020 será passado, mensalmente, a celebrar essa meia década. Miguel Azevedo Peres, o restaurador – uma espécie de “dono-faz-tudo-incluindo-os-pratos” – formado por uma equipa de quatro pessoas – conta, nesta conversa, como nasceu a vontade de ter o seu próprio restaurante. 

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“O que me fez querer ter este restaurante? Foi o último emprego que tive antes do Pigmeu”, ri-se Miguel das memórias de alguém que tinha uma liderança ausente. “Com todo o mal que teve, mostrou-me que não era aquilo que eu queria para a minha vida”, recorda. Mesmo não gostando da palavra “empreendedor”, Miguel arregaçou as mangas e assumiu esse papel no crescimento e desenvolvimento do Pigmeu.

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Miguel Azevedo Peres
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Sustentabilidade suína

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O Pigmeu começou por ser um restaurante dedicado exclusivamente ao Porco, mas o passar dos anos tornou-o em algo diferente: com a abertura dos horizontes da equipa – de quatro funcionários, e já a contar com Miguel Peres – o Pigmeu deixou de ser um restaurante de sandes de porco, que servia alguns petiscos a acompanhar, para um restaurante “nose to tail” – do nariz à cauda – mas com um claro equilíbrio na carta: ⅓ dedicado à carne de porco; ⅓ dedicado às miudezas; e ⅓ dedicado aos vegetais “com origem em pequenos produtores biológicos que vão rodando sazonalmente”.

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O Miguel, além de ser o dono do Pigmeu, é também o cozinheiro: ele formou-se na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril com nomes como Miguel Gomes (sub-chefe de David Jesus) ou Gil Fernandes (Fortaleza do Guincho), mas sempre sentiu que tinha outro tipo de mais-valias: “Embora me interessasse muito pela cozinha, eles tinham muito mais talento natural. Eu tenho outras facetas, como a gestão ou a comunicação”, ainda que a paixão pela criação gastronómica não deixe de estar presente – e seja um imperativo diário no Pigmeu.

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O conteúdo Episódio 30: Miguel Azevedo Peres aparece primeiro em Assim Assado.

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É um dos nomes históricos da gastronomia portuguesa. Eddy Melo, nascido nos Açores há 63 anos, é o chefe do restaurante Akla, em Lisboa, mas trabalha com vista para o Marquês de Pombal há quase 25. São mais de quatro décadas na alta cozinha desfiladas nesta conversa.

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Eddy Melo nasceu na Ilha Terceira, nos Açores, viveu em São Miguel, mas foi no Canadá, depois dos pais emigrarem, que se fez cozinheiro. Em 1994 regressou a Portugal, desta vez para Lisboa, para se instalar neste espaço onde hoje estamos – na altura com diferente nome.

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Hoje estamos no Hotel Intercontinental, com vista para o Marquês de Pombal, onde está o AKLA, o restaurante que Eddy Melo chefia – isto, obviamente, além de todos os outros espaços de food & bevearge desta unidade hoteleira de cinco estrelas.

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Mr. Melo, que tem trabalhado em hotéis desde sempre – desde 1976, no Premier Garde, em Montréal – assume que gosta destes desafios de liderança, de rigor a todos os níveis, a par dos necessários desafios criativos. “Nós vamos sempre tentando fazer com que o cliente se sinta nas nuvens. Isso é essencial: não é só comer por comer.”

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Quatro décadas de cozinha

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Esta é conversa no AKLA permite descobrir um pouco melhor as motivações de um cozinheiro que, ao fim de 40 anos, ainda tem todos os dias de ser exigente com as suas ideias, além de ter como uma espécie de afinador de relógio – ou, se pensarmos que estamos à conversa com um rigoroso audiófilo e também baterista, um metrónomo.

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Eddy Melo confessa ter a noção de que hoje sente-se muito um professor a ajudar alunos a terminar – ou a arrancar – com as suas formações de cozinheiros. Ficamos a conhecer o método de liderança de um veterano, mas também algumas histórias que fazem parte da carreira deste chefe que fez a sua carreira a liderar as cozinhas de hotéis. Eddy diz ainda ter muito para ensinar, mas também abre a porta ao sonho de um dia vir a ter o seu próprio restaurante.

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O conteúdo Episódio 29: Eddy Melo aparece primeiro em Assim Assado.

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Tiago Lessa é um devoto da comida e do bem comer desde pequeno. Há cerca de cinco anos, uniu paixões: as artes visuais e a gastronomia. Hoje é fotógrafo de comida no seu projeto Estúdio Cozinha e, pelo meio, co-fundou a Confraria da Rabanda.

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Esta era uma conversa que estava pensada há já algum tempo, que foi adiada várias vezes pela distância geográfica entre Lisboa e Leça da Palmeira, onde mora Tiago Lessa. Aproveitando uma passagem em trabalho por Lisboa, lá conseguimos encontrar forma de nos encontrarmos para uma conversa que traz um outro olhar sobre a comida.

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Neste episódio traz-se um outro olhar para a comida: Tiago é formado em Realização de Cinema e Televisão e também em fotografia, mas já fotografava comida bem antes de o fazer profissionalmente no seu projeto Estúdio Cozinha.

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Foodporn com amor

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“É uma estética foodporn. Há muita languidez, muitas coisas húmidas, muitos pingos, muito calor e vapores”, diz com um sorriso de olho piscado. Mais do que “pornografia gastronómica”, é um trabalho “por amor à comida” feito por alguém que tatuou, no braço direito, uma faca, e no braço esquerdo um garfo. No seu portefólio de trabalhos encontramos documentos visuais de restaurantes do Grupo do Avesso, do Grupo Cafeína e de muitos outros espaços.

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Celebrar a tradição gastronómica portuguesa

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Além da fotografia, há quase dois anos que o fotógrafo se atirou a um outro projeto apaixonante: o de celebrar a tradição gastronómica portuguesa através da co-criação da Confraria da Rabanda. Uma ideia muito espevitada pela já mítica rabanada de Vasco Coelho Santos, no Euskalduna. “O mundo das confrarias é um mundo de pessoas muito mais velhas. Há um gap geracional muito grande. Nós somos muito mais novos! Como temos a paixão da tradição, queremos elevar tudo isso, mas de uma forma muito mais moderna.”

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O conteúdo Episódio 28: Tiago Lessa aparece primeiro em Assim Assado.

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Bernardo Agrela deixou o fine dining para abrir um restaurante onde os amigos conseguissem ir provar a sua comida mais vezes. O East Mambo é um restaurante de kebabs onde comemos com as mãos, lambemos os dedos e onde podemos voltar com frequência.

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A sala do East Mambo está cheia a meio da hora de almoço. O espaço, situado numa espécie de “financial district” de Lisboa, o Saldanha, desde agosto que se tornou numa referência para os almoços de muita gente que por ali trabalha. Percebe-se: rápido, prático e muito saboroso.

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Não há jalecas. Há descontração: Bernardo Agrela de camisola de lã, de gola alta, junta-se a nós cá fora para uma pré-conversa antes do almoço que tinha combinado com o Assim Assado, até uma mesa vagar – desculpa para apanhar mais um pouco do ar fresco misturado com o sol de inverno. Na cozinha, separada da sala por uma cortina, ficam dois ajudantes do chefe, que não sai da sala do East Mambo sem antes perguntar a todos os clientes se está tudo do agrado. Todos respondem que sim, sorridentes, com os cantos da boca sujos de molhos; com as mãos com pedaços de borrego ou então com as batatas fritas divinais, de dupla fritura, que parecem pedaços de nuvens estaladiças – figura que eu próprio iria recriar dali a pouco tempo.

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Say hello to our East Mambo family \"👨‍👧‍👦\" Mais uma fotógrafia que temos de agradecer ao @_duartecalf_

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Virar a página

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Era este prazer de comer que Bernardo Agrela procurava quando deixou para trás a liderança do Cave 23, no Jardim do Torel, um restaurante clássico de fine dining, exclusivo, onde os amigos do cozinheiro não podiam ir – ou então só podiam ir uma vez por ano. Bernardo queria ver os amigos mais vezes sentados à sua mesa, a provar as suas criações. E num restaurante de elite, isso nem sempre é possível.

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Em agosto, Agrela virou uma página e arrumou muita coisa para o lado: desde o três estrelas Michelin onde estagiou em San Sebastian, com Martin Berasategui, quando terminou a Escola de Hotelaria de Santarém; as memórias do Four Season no Japão, o trabalho nas Maldivas, Seychelles ou Luxemburgo; deixou para trás a formalidade do Viajante e Loft de Nuno Mendes em Londres, mas não deixou para trás 15 anos de aprendizagem, de trabalho criativo, de uma busca constante por sabor. De Londres também nunca se esqueceu das noites com António Galapito e Nuno Mendes a comer kebabs, já depois da hora do fim do serviço. E Bernardo Agrela lembra-se bem desse sabor, que nunca mais conseguiu encontrar desde que regressou a Portugal. Estava aí a ideia para o seu espaço: um restaurante de kebabs.

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Mambos de muitos tipos

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A conversa prolongou-se por uma tarde inteira – e tanto tempo passou que me esqueci de tirar uma fotografia ao cozinheiro: obrigado ao Duarte Lebre de Freitas pela foto.

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Primeiro conversámos na rua, depois na mesa corrida, ao almoço, com mais gente a juntar-se à partilha das histórias. Depois, já com a porta fechada – e a roçar já na hora do turno da noite – lá ligámos o gravador na mesa onde tínhamos estado a comer. Ficamos a conhecer melhor a história de Bernardo Agrela, 30 anos, chefe de cozinha, hoje a cozinhar Mambos do Oriente, mas a deixar no ar a ideia de mais pontos cardeais para este… Mambo.

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Uma viagem que se vai prolongar por muitos anos, sem GPS, a não ser a imaginação e aquilo que Bernardo Agrela gosta de comer e de dar a comer aos amigos.

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O conteúdo Episódio 27: Bernardo Agrela aparece primeiro em Assim Assado.

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Leopoldo Garcia Calhau está, há seis meses, a viver num sonho com quase uma década. A Taberna do Calhau, por si “levantada” é uma homenagem à tradição e uma declaração de amor às suas origens alentejanas.

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Entrámos na Taberna do Calhau numa quinta-feira de manhã, bem cedo. Outono adentro, porta no Largo das Olarias, na Mouraria, aberta e Leopoldo Garcia Calhau de mangas arregaçadas e avental posto sentado ao computador e rodeado de papéis a escutar uma playlist ambiente, feita com carinho, que naquele momento era uma espécie de jazz festivo à moda de Nova Orleães.

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Está em casa, Leopoldo. Na casa com que sonhou quando há cerca de uma década começou a levar a sério uma vida de cozinheiro. Para trás – ou numa via paralela – ficou a profissão de arquitecto. Cansou-se de burocracias relacionadas com projetos. Hoje as burocracias são as facturas, o contacto com produtores, mas para essas Leopoldo Garcia Calhau já tem pachorra.

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Homenagem à tradição

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É um chefe de cozinha que sofreu aqueles desvios na vida. Um abanão ou uma viragem à esquerda quando percebeu que os estiradores e visitas a obras já não era o que o satisfaziam. Ao invés, Leopoldo queria ligar-se à comida, à tradição, às memórias do Alentejo de mãe e pai.

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Atirou-se às cozinhas, dedicou-se à criação gastronómica, formou-se e passou pelo Sociedade, na Parede; pelo Café Garrett, em Lisboa, e há meio ano abriu, no Largo das Olarias, na Mouraria, a Taberna do Calhau.

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É um nome que descreve bem as intenções de Leopoldo: cozinha despretensiosa, feita com o coração para abraçar as memórias – as dele e as nossas. Se o visitante não as tiver, pode começar a criá-las por aqui, nesta Taberna desenhada e levantada pelo próprio Leopoldo, que não tem só a assinatura dos pratos, mas também de todo o projeto.

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Para já, esta é a forma mais imediata do chefe estar ligado ao seu Alentejo. Mas se projectarmos Leopoldo num futuro de uma década, é quase automático imaginá-lo a fazer aquilo que faz hoje, mas a 200 quilómetros de Lisboa, mais para o interior do que no litoral. “Seria super-coerente, e ouro sobre azul, fazer Alentejo no Alentejo.”

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O conteúdo Episódio 26: Leopoldo Garcia Calhau aparece primeiro em Assim Assado.

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3o de novembro de 1999: Alex Atala inaugurava, em São Paulo, no Brasil, aquele que se tornaria num dos mais importantes restaurantes na América do Sul, o D.O.M. O Assim Assado celebra-o com uma entrevista com o chefe brasileiro.

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Encontramos Alex Atala num sábado de manhã, no Porto, depois da palestra que fez no último dia do Melting Gastronomy Summit, na Alfândega. Uma sala cheia para o ver fazer uma coisa que não costuma fazer assim tantas vezes: conferências em português. “No Brasil não faço muito… só posso fazer mesmo aqui em Portugal e não venho tantas vezes como gostaria”, diz-nos, antes de nos sentarmos à conversa para o Assim Assado.

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O chefe brasileiro do D.O.M. aparece muito bem disposto e satisfeito com a conversa com a audiência sobre alguns pilares daquilo que é a sua cozinha – que são, no fundo, a sua maneira de estar: Saber, Comer, Cozinhar, Produzir e Natureza.

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São vectores que sustentam o trabalho criativo na cozinha de alguém que já não é só um dos mais influentes nomes na história da gastronomia mundial: Alex Atala é um cozinheiro-ativista. Os seus restaurantes (e o D.O.M,, em particular, que abriu há precisamente 20 anos – 30 de novembro de 1999) são só uma das faces que dá visibilidade a esse lado das causas do chefe. “O D.O.M. nasceu com o compromisso de fazer comida brasileira”, recorda. A outra face do seu trabalho é o instituto ATÁ, que trabalha para dar voz e espaço ao trabalho de muitos produtores e de comunidades espalhados pelo Brasil.

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Os 20 anos do D.O.M.

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“A relação do homem com o alimento tem que ser revista”, sublinha Alex Atala, por diversas vezes – tanto na sua palestra, como nesta conversa com o Assim Assado.

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No final da conversa, e já de microfones desligados, entre histórias de jiu-jitsu e de viagens recentes pela Europa, Atala contou-nos sobre os dias anteriores passados com os manos Adria, em Barcelona. No Tickets Bar do El Barrio, e de surpresa, a meio do jantar, apareceu um bolo de aniversário a celebrar os 20 anos do D.O.M. – “Foi a melhor prenda que alguém me podia ter dado”, confessou, emocionado, Atala.

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A conversa prosseguiu:
– Qual é mesmo a data de fundação do D.O.M.?
– Depende. Temos dois dias: 30 de novembro de 1999 era quando era para ser inaugurado. Chamei os convidados, amigos e familiares, mas nesse dia não conseguimos ter instalação de gás pronta. Então tive de servir uns pratos frios… (sorri). No dia seguinte, 1 de dezembro, já com o gás instalado, conseguimos fazer a inauguração oficial.

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Aproveitamos a data da bonita história da abertura meio informal de um dos mais importantes restaurantes da América do Sul – a casa criativa de um ativista e de alguém que procura, todos os dias, tirar da cozinha a dimensão do seu trabalho, para celebrar também os 20 anos do D.O.M. Uma conversa powered by Zomato que fecha o ciclo de entrevistas naquele que foi o primeiro congresso internacional de gastronomia em Portugal, o Melting Gastronomy Summit.

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Roberta Sudbrack é um verdadeiro ícone da gastronomia do Brasil. Ela veio ao Melting Gastronomy Summit, no Porto, falar de coração aberto sobre o que a apaixona na cozinha dos dias de hoje.

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Roberta envolveu-se com a gastronomia há mais de 25 anos. A necessidade aguçou o engenho – precisava de fazer alguma coisa para ajudar a avó em casa: foi fazer cachorros quentes, no Rio Grande do Sul.

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Alguns anos depois, e mesmo sendo uma cozinheira autodidata, estava a entrar no Palácio do Planalto, em Brasília, onde iria ser a cozinheira oficial da presidência.

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Roberta Sudbrack à conversa com o Assim Assado no Melting Gastronomy Summit.
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O crescimento pessoal e profissional levaram-na, naturalmente, a abrir restaurantes. O RS, no Rio de Janeiro, acabou por ser premiado com Estrelas Michelin e Roberta foi eleita, em 2015, como a melhor chefe da América Latina.

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No final do ano seguinte, a certeza de Sudbrack foi a de que todos esses títulos e galardões não significavam nada. Fechou o RS em 2016 e abriu, logo a seguir, um restaurante menos protocolar, mais informal e descontraído. Simples, mas saboroso. Se calhar, o mais saboroso de sempre: chama-se SUD, Pássaro Verde e é o seu mais recente restaurante; cozinha de memórias e de paixões.

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Foi sobre isso que veio falar no Melting – sobre a forma como hoje, 25 anos depois de abrir uma roulote de cachorros quentes para se sustentar, olha para a comida: de fogo, de fogão. Sudbrack e a cozinha de sentir.

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Esta é uma conversa com o apoio da Zomato.

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Aos 32 anos é uma das figuras da nova gastronomia em Portugal. Vasco Coelho Santos é o chefe e proprietário do Euskalduna e Sêmea, ambos no Porto. Restaurantes que são o espelho da sua ambição, dedicação e trabalho de mais de uma década a aprender e a criar com os melhores chefes e nos melhores restaurantes.

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Vasco Coelho Santos foi sempre uma figura presente ao longo dos três dias do Melting Gastronomy Summit, no Porto. Um espectador atento às várias palestras que iam acontecendo na Sala dos Despachantes da Alfândega do Porto, até porque muitas das coisas que aconteceram entre 14 e 16 de novembro de 2019 no Melting – conversas ou convidados – vieram com um “empurrãozinho” do chefe,

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Mais do que isso, ao longo dos três dias de evento, o chefe Vasco e a sua equipa foram recebendo no Euskalduna, o restaurante que abriu há três anos e que tem vindo a tornar-se numa referência gastronómica da cidade Invicta, vários nomes que participaram no Melting: André Chiang, Roberta Sudbrack (cuja entrevista vai poder ser escutada em breve!), Noélia Jerónimo ou o crítico Jay Rayner. além de ter sido um dos responsáveis pelo jantar do penúltimo dia de Melting.

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O Euskalduna foi inaugurado a 7 de dezembro de 2016 e é o eixo central de todo o trabalho criativo do chefe de 32 anos, que passou por restaurantes como Tavares Rico, Mugaritz ou El Bulli. Vasco, entretanto, abriu o Sêmea, também no Porto, uma espécie de irmão mais novo do Euskalduna – a mesma filosofia, mas outras maneiras de lhe dar corpo.

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E em vésperas de se ficarem a conhecer as Estrelas Michelin para 2020, não podíamos deixar de perguntar a Vasco Coelho Santos sobre as suas expectativas para a cerimónia que acontece, este ano, em Sevilha.

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O conteúdo Assim Assado powered by Zomato (V): Vasco Coelho Santos aparece primeiro em Assim Assado.

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Tudo apontava para uma vida dedicada aos computadores. Mas isto da vida não é “pão-pão-queijo-queijo”: Paulo Sebastião estava na Suécia, sentiu saudades dos pães que estavam a 3500 quilómetros. Como não havia, fê-los ele. Nunca mais parou e hoje tem uma padaria em Lisboa: Isco.

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Paulo Sebastião foi um dos oradores no Melting – Gastronomy Summit que está a acontecer no Porto entre os dias 14 e 16 de novembro de 2019. Ele participou no painel “O Novo Pão de Antigamente”, onde estiveram também Richard Hart (entrevista para recordar aqui), também Diogo Amorim, da Gleba (entrevista aqui), Adolfo Henriques, da Granja dos Moinhos; Nuno Carvalho, de “A Padaria Portuguesa”.

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Uma conversa à volta do regresso da forma tradicional e típica de se fazer pão: fermentações lentas e com massa-mãe. Paulo Sebastião envolveu-se com esta tendência há mais de dez anos, na Suécia e tornou-se numa das figuras de proa em Portugal na defesa do pão artesanal. Esta é uma entrevista que explica o percurso de Paulo Sebastião, desde o período em que trabalhava de dia e estagiava à noite numa padaria sueca, até à padaria-pastelaria que abriu há um ano em Alvalade, Lisboa: Isco.

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Paulo Sebastião, em 2015, no programa sueco “Hela Sverige Bakar”.
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O Assim Assado, em parceria com a Zomato, acompanha o Melting, a primeira conferência internacional de gastronomia em Portugal e conversa com alguns dos protagonistas desta primeira edição.

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O conteúdo Assim Assado powered by Zomato (IV): Paulo Sebastião aparece primeiro em Assim Assado.

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O padeiro Richard Hart (esq.) e o sommelier Mads Kleppe (dta.) foram dois dignos representantes do mítico restaurante dinamarquês Noma, de René Redzepi, no Melting – Global Gastronomy Summit no Porto.

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Duas conversas num só episódio: no caso de Richard Hart, padeiro inglês, que nos conta o percurso da sua vida profissional, desde os tempos de cozinheiro, passando a experiência que lhe mudou a vida – um período nos EUA onde descobriu a existência dos pães de fermentação lenta.

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Há dois anos, Hart – desafiado por René Redzepi, que hoje é seu sócio – abriu uma padaria em Copenhaga e não sabe ainda por onde é que a sua Hart Bageri vai ficar… a verdade é que se mostrou muito entusiasmado com a cidade do Porto.

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Já Mads Kleppe é o responsável pela carta de vinhos do Noma. Começou a formar-se como sommelier aos 19 anos. Uma conversa rápida, no fim do primeiro dia de Melting, para falar sobre vinhos naturais portugueses e também do cargo de responsabilidade que é ser a pessoa encarregue de decidir que vinhos podem ir para a mesa e como se lida com a pressão de fazer pairings numa das melhores e mais desafiantes cozinhas do mundo.

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O conteúdo Assim Assado powered by Zomato (III): o NOMA no Melting aparece primeiro em Assim Assado.

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Miguel Esteves Cardoso chamou-lhe “a melhor cozinheira do mundo”. Noélia Jerónimo veio de Tavira até ao Melting, no Porto, explicar as ideias fundamentais da sua cozinha: a simplicidade e o óbvio que por vezes é tão difícil de alcançar: o sabor.

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É uma das grandes figuras da cozinha tradicional portuguesa. Noélia Jerónimo apresenta-se como cozinheira dos Chefs, porque todos eles gostam de ir ao seu restaurante, em Cabanas de Tavira, recordar aquilo que é comer em casa da mãe. Sem esferificações, sem cozinha molecular ou sem espumas.

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Uma conversa que recorda o percurso profissional de Noélia, da ligação umbilical que tem há mais de 30 anos com o seu restaurante, onde ainda continua a ser muito feliz e onde deixa alguns conselhos aos que querem seguir a vida das cozinhas: apaixonem-se por aquilo que fazem.

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O Assim Assado, em parceria com a Zomato, acompanha o Melting, a primeira conferência internacional de gastronomia em Portugal e conversa com alguns dos protagonistas desta primeira edição.

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O conteúdo Assim Assado powered by Zomato (II): Noélia Jerónimo aparece primeiro em Assim Assado.

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Shani Rosner tem 30 anos, é filha de pai americano e mãe alemã. Não é vegetariana, mas em maio deste ano abriu o seu “food truck” vegetariano na Praia das Maçãs, em Sintra.

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Shani’s Kitchen é um projeto e uma aposta pessoal de Shani Rosner. Ela foi uma das convidadas do Melting Gastronomy Summit, que acontece no Porto de 14 a 16 de novembro de 2019. Conheça-a melhor no episódio do Podcast.

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O Assim Assado, em parceria com a Zomato, acompanha esta que é a primeira conferência internacional de gastronomia em Portugal e conversa com alguns dos protagonistas desta primeira edição.

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O conteúdo Assim Assado powered by Zomato (I): Shani Rosner aparece primeiro em Assim Assado.

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Depois de oito anos “intensos” no Alentejo, Miguel Laffan voltou – há um ano – a casa: Cascais. Hoje está no Atlântico Bar & Restaurante, a cozinhar de frente para o mar e com objetivos bem altos para 2020.

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Diz que há 20 anos saiu de Cascais “zangado”. Miguel Laffan viu a sua terra mudar, a tornar-se numa vila diferente daquela e a tornar-se num dormitório. Fartou-se e decidiu seguir para outras paragens. “Nem nunca pensei abrir um restaurante em Cascais”, confessa.

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A vida fez questão de trocar-lhe as voltas e há um ano, hoje já no seu primeiro “enta”, voltou a casa e afirma que Cascais está hoje diferente. Sente que voltou a ganhar uma nova vida. É de sorriso no rosto, com uma enorme descontração, que se senta comigo à conversa no Atlântico Bar & Restaurante, no hotel Intercontinental Cascais-Estoril.

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Uma Estrela a brilhar no Alentejo

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Depois do Guincho, depois de Brasil, França e Madeira, os últimos oito anos de Laffan são mais ou menos conhecidos no mundo da gastronomia portuguesa, até porque há um ponto muito alto no meio da história de de Laffan: em 2015 ganhou uma Estrela Michelin num restaurante longe dos grandes centros urbanos, a 200 quilómetros da capital, no meio do Alentejo (Montemor-o-Novo), numa altura em que só cinco chefes portugueses tinham a tão afamada Estrela. Miguel tinha-o conseguido no L’AND Vineyards.

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As Estrelas Michelin, com mais ou menos importância, têm essa capacidade: a de colocar nomes no mapa e de apontar um foco. Miguel Laffan viu os holofotes acenderem-se e dirigirem-se para Montemor-o-Novo, mas também viu a dita Estrela fugir-lhe no ano seguinte. Podia ter-se resignado: tinha sido um grande investimento – de tempo e de trabalho – para conseguir essa distinção e as forças até podiam ter faltado. Mas não faltaram: mangas arregaçadas e toca a correr de novo para a reconquista, que chegou em 2017. 

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O plano era esse: reconquistar para partir com sentido de missão cumprida. Foi o que aconteceu: oito anos depois, Miguel Laffan decidiu deixar o projeto alentejano e aceitar o convite para regressar a casa, muito por causa da família que está na vila onde cresceu e da qual sentiu mais falta do que ele até pensava. 

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A luz que vem do “quintal”

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Desde há um ano que Miguel Laffan alterou o paradigma da sua cozinha: deixou a planície e passou a estar de frente para o seu mar, separado apenas pelas vidraças que dão uma enorme claridade ao espaço Atlântico Bar & Restaurante e que, numa manhã de sol de Outono (na altura ainda a apanhar os últimos pedaços de um fim quente de Verão), se torna numa verdadeira sala de estar para a conversa com o Assim Assado.

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Percorremos a vida de cozinheiro de Miguel Laffan: desde os tempos dos almoços de família, a iniciação na Fortaleza do Guincho, as viagens e os exigentes e longos dias de trabalho nas cozinhas francesas, passando pelo Menu “Portugalidade” que hoje trabalha no Atlântico Bar & Restaurante, até à última revelação: um novo restaurante que quer abrir, na primavera do próximo ano, no centro de Cascais: “será um irmão do Atlântico, mas com 16 lugares, para vir a ganhar uma ou duas estrelas Michelin”, atira. Será de frente para o mar – o mesmo mar que Laffan hoje já não consegue deixar de olhar de frente. “É o meu quintal”, sorri.

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O conteúdo Episódio 25: Miguel Laffan aparece primeiro em Assim Assado.

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Aproveitando o arranque da terceira edição da Lisboa & Porto Cocktail Week, vamos conversar com três mixologistas que sabem exatamente o que fazer para provocar, desafiar e elevar o palato numa refeição.

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Começou no último fim de semana, dia 11 de outubro, mais uma Cocktail Week. A terceira edição deste evento dedicado às bebidas, que termina no dia 19, e que conta com um roteiro de 68 bares e restaurantes de Lisboa e Porto.

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A coquetelaria é uma tendência crescente no mundo da gastronomia. E é cada vez menos estranho falarmos de harmonização entre pratos e bebidas. Foi precisamente esse lado que quisemos descobrir esta semana neste episódio especial do Assim Assado: aproveitando esta semana dedicada aos cocktails, fui conversar com três bartenders – ou mixologistas: três nomes que participam nesta terceira edição da Lisboa & Porto Cocktail Week: Flavi Andrade, do Rossio Gastrobar; Fernão Gonçalves, do Big Fish Poke; e Constança Cordeiro, do Toca da Raposa.

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Os três falam-nos deste mundo da mixologia, das inspirações e dos sabores que mais os entusiasmam nos copos. Há, no entanto, uma compreensão comum: a forma como os coquetéis conseguem elevar ainda mais a experiência de uma refeição.

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A descobrir, nesta Lisboa & Porto Cocktail Week, nos bares e restaurantes que fazem parte desta edição.

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O episódio completo está no Spotify e Apple Podcasts. Caso queiras escutar as entrevistas individuais, basta clicares neste link.

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O conteúdo O colorido, harmonioso e muito saboroso mundo dos cocktails aparece primeiro em Assim Assado.

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Pedro Almeida tem 38 anos – faz 39 no dia 23 deste mês. Nasceu e cresceu em Sintra, e foi lá que conquistou a sua primeira estrela Michelin. Fomos conversar com ele ao restaurante Midori.

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Aproveitámos o bom sol do fim de agosto para nos sentarmos na esplanada do Penha Longa Resort, em Sintra, à conversa com o chefe Pedro Almeida. Ele é o chefe executivo do restaurante Midori, que no final do ano passado recebeu a sua primeira estrela Michelin.

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São já muitos anos de experiência a trabalhar cozinha nipónica. Uma paixão de Pedro Almeida pela técnica, pela exigência e pelos sabores japoneses que o levaram ao país do sol nascente já um par de vezes, a fim de conhecer melhor esta cultura.

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Esta é uma conversa sobre essas viagens, mas também sobre o trabalho diário no Midori e sobre a forma como as memórias pessoais – de uma família beirã – podem envolver-se com sabores que vêm de lá de longe (tão longe como 14 mil quilómetros).

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Podes: festival de Podcasts

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Num outro assunto – que nada tem que ver com o chefe Pedro Almeida: estão a acontecer as nomeações para a primeira edição do festival de podcasts, o Podes. Caso queiram deixar uma nomeação para o Assim Assado – ou para outro podcast de que gostem e queiram recomendar – basta clicar em podes.pt.

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Quanto ao Assim Assado, podem seguir também no Facebook e no Instagram: basta procurar por @assimassado.pt.

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O conteúdo Episódio 24: Pedro Almeida aparece primeiro em Assim Assado.

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Julien Montbabut está em Portugal há quase um ano – desde setembro de 2018. Trocou o estrelado parisiense Le Restaurant pelo recém-inaugurado Le Monument, no Porto, para vir fazer uma clássica cozinha francesa com produtos portugueses.

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Mudou-se de armas e bagagens, sem hesitações, quando o hotel da Avenida dos Aliados, no Porto, Maison Albar Le Monumental Palace, o convidou para vir liderar a cozinha do Le Monument. Julien Montbabut já tinha estado em Portugal, mas apenas como turista.

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O último ano tem sido de adaptação e de descobertas para este chefe de formação francesa clássica. Estudou na Ecole Ferrandi, em Paris, e por lá ficou toda a sua carreira. Conquistou uma estrela Michelin para o Le Restaurant, mas sentiu que era altura de experimentar um novo desafio com a vinda para a Invicta.

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Descoberta de Portugal pelo sabor

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O desafio de Julien Montbabut foi vir experimentar fazer uma cozinha francesa com produtos portugueses. Conhecer os produtores, os produtos, e trabalhá-los com as ideias e técnicas da haute-cuisine.

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Foram meses de surpresa e descoberta. Mas hoje Julien sente-se cada vez mais em casa. Já tem cá consigo a família – a mulher, Joana Thöny é a chefe pasteleira do Le Monument – e até já fala um português quase perfeito, sobretudo se pensarmos que nem há um ano está por cá.

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Esta é uma conversa entre o português, o inglês e, porventura, até com algum francês, entre duas pessoas que, basicamente, tentaram entender-se o melhor possível.

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O conteúdo Episódio 23: Julien Montbabut aparece primeiro em Assim Assado.

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Tomás Pires é o chefe do restaurante Meat Me, no Chiado, em Lisboa. Uma conversa para conhecer a sua história, para perceber como é que é trabalhar como aquela que dizem ser a melhor carne do mundo… e, já agora, como cozinhá-la.

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Chegamos cedo ao Chiado, ao Largo do Picadeiro, onde, em março, abriu, o Meat Me, o novo restaurante do grupo Seame Group. Tomás Pires, chefe de 32 anos, foi o escolhido para liderar a cozinha deste espaço ligado, sobretudo, às carnes.

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O Meat Me é um assador moderno que trabalha com as carnes de José Gordon, o dono e responsável pelo restaurante El Capricho, em León – no Norte de Espanha – que tem aquelas que são consideradas por muitos as melhores carnes do mundo.

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Aprender com os melhores

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Tomás Pires começou a trabalhar em cozinhas há mais de uma década, Foram oito anos ao lado do chefe Aimé Barroyer em cozinhas como as do Pestana Palace, The Oitavos, Tavares Rico e Grupo Olivier, bem como duas experiências no Brasil.

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A aprendizagem continua no Meat Me: José Gordon, o fornecedor das carnes, exigiu que Tomás estivesse no El Capricho a perceber como deve trabalhar o produto. É mais uma experiência que ficamos a conhecer nesta conversa que tivemos, poucas semanas depois da inauguração oficial do restaurante.

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O conteúdo Episódio 22: Tomás Pires aparece primeiro em Assim Assado.

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