dada e oferece-nos uma banda com vontade de ir para fora de pé.
“LINDA MARTINI” é abrasivo, trazendo à memória “Casa Ocupada” pela sua urgência e
descontrolo, mas revela um equilíbrio cada vez maior desses elementos com o ritmo, a
melancolia e o intimismo do seu antecessor.
Os Linda Martini de hoje podem ser Rock e Fado, Fugazi e Variações, Fela Kuti e Afrobeat, Tim Maia e Funk, sem nunca soarem a outra coisa que não eles. Poucas
bandas sabem como remexer e criar desconforto à primeira audição. Da harmonia
ao caos, do balanço lânguido às cavalgadas épicas. Linda Martini soa a disco feito por
quatro cabeças entre quatro paredes, sem medo que se oiça do lado de fora. E isso não
é dizer pouco.